A Construção da Cognição: Entre Estrutura, Cultura e Interpretação
Citação de lucianacarolf em fevereiro 27, 2026, 5:50 pmA compreensão do desenvolvimento cognitivo passou por transformações significativas ao longo do século XX. A perspectiva construtivista de Jean Piaget propõe que o conhecimento é construído ativamente pelo sujeito por meio da interação com o ambiente, organizando-se em quatro estágios: sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório formal. Para ele, o desenvolvimento ocorre por meio de processos de assimilação e acomodação, em um movimento contínuo de equilíbrio e reorganização mental.
Em contraposição ao behaviorismo, visto no módulo anterior, que priorizava o comportamento observável e evitava investigar os processos mentais internos, a teoria cognitiva desloca o foco para a chamada “caixa preta” da mente. Nessa abordagem, passam a ser centrais os esquemas cognitivos, crenças, pensamentos automáticos e a forma como interpretamos a realidade.
Posteriormente, outros autores, aprofundam essa perspectiva ao demonstrar que não é apenas a estrutura do pensamento que importa, mas também o conteúdo das crenças e as distorções cognitivas que influenciam emoções e comportamentos.
Diante dessas contribuições, propõe-se a reflexão:
O desenvolvimento cognitivo ocorre prioritariamente por maturação estrutural ou por mediação social e cultural?
É possível separar desenvolvimento da estrutura do pensamento (Piaget) da qualidade das crenças e interpretações (cognitivismo clínico)?
Até que ponto o ambiente educacional e organizacional molda os esquemas cognitivos dos indivíduos?
A crítica ao behaviorismo foi suficiente ou ainda há elementos dessa abordagem presentes nas práticas educacionais e corporativas atuais?
A compreensão do desenvolvimento cognitivo passou por transformações significativas ao longo do século XX. A perspectiva construtivista de Jean Piaget propõe que o conhecimento é construído ativamente pelo sujeito por meio da interação com o ambiente, organizando-se em quatro estágios: sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório formal. Para ele, o desenvolvimento ocorre por meio de processos de assimilação e acomodação, em um movimento contínuo de equilíbrio e reorganização mental.
Em contraposição ao behaviorismo, visto no módulo anterior, que priorizava o comportamento observável e evitava investigar os processos mentais internos, a teoria cognitiva desloca o foco para a chamada “caixa preta” da mente. Nessa abordagem, passam a ser centrais os esquemas cognitivos, crenças, pensamentos automáticos e a forma como interpretamos a realidade.
Posteriormente, outros autores, aprofundam essa perspectiva ao demonstrar que não é apenas a estrutura do pensamento que importa, mas também o conteúdo das crenças e as distorções cognitivas que influenciam emoções e comportamentos.
Diante dessas contribuições, propõe-se a reflexão:
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O desenvolvimento cognitivo ocorre prioritariamente por maturação estrutural ou por mediação social e cultural?
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É possível separar desenvolvimento da estrutura do pensamento (Piaget) da qualidade das crenças e interpretações (cognitivismo clínico)?
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Até que ponto o ambiente educacional e organizacional molda os esquemas cognitivos dos indivíduos?
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A crítica ao behaviorismo foi suficiente ou ainda há elementos dessa abordagem presentes nas práticas educacionais e corporativas atuais?
