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Comportamento

Entendo que a parte da observação do comportamento é válida, já a modelagem do comportamento comprando com a maneira que se aadestra um animal para o ser humano não é válido. A maneira mais assertiva é a de reprogramar o cerebro dando novos caminhos e mudando os pensamentos negativos para os outros caminhos mais saudáveis.

Citação de Gleiciane Leal em fevereiro 3, 2026, 1:08 pm

Entendo que a parte da observação do comportamento é válida, já a modelagem do comportamento comprando com a maneira que se aadestra um animal para o ser humano não é válido. A maneira mais assertiva é a de reprogramar o cerebro dando novos caminhos e mudando os pensamentos negativos para os outros caminhos mais saudáveis.

Concordo. No entanto, como o ser humano tem o contexto primitivo, a comparação é válida a partir dos estimulos.

Entretanto, quando analisamos o comportamento a partir de uma perspectiva mais ampla, especialmente considerando os avanços da inteligência emocional emergem desafios importantes. O behaviorismo tende a privilegiar fatores externos, reduzindo o papel da subjetividade, das emoções, da consciência e do sentido atribuído às experiências. Nesse contexto, o sujeito é visto mais como objeto de condicionamento do que como agente ativo de sua própria transformação.

Do ponto de vista da inteligência emocional, o comportamento não pode ser compreendido apenas como resposta a estímulos. Ele é atravessado por processos internos complexos, como percepção emocional, autorregulação, empatia, crenças, valores e história de vida. Assim, a aprendizagem comportamental não se limita à repetição de respostas reforçadas, mas envolve a capacidade do indivíduo de reconhecer suas emoções, ressignificar experiências e tomar decisões conscientes sobre suas ações.

Além disso, o behaviorismo apresenta limitações quando o próprio sujeito é responsável por modelar seu comportamento. A autorregulação exige competências emocionais que vão além do condicionamento: consciência emocional, disciplina interna, propósito e alinhamento entre emoção, cognição e ação. Sem essas dimensões, o comportamento tende a ser apenas adaptativo, e não transformador.

Por outro lado, é importante reconhecer que o behaviorismo oferece ferramentas práticas valiosas, especialmente em contextos educacionais e organizacionais, como feedback, reforço positivo e gestão de desempenho. Quando integrado a abordagens contemporâneas , como a psicologia cognitiva e e outras ferramentas que trabalham a reprogramação de comportamentos através da inteligência emocional ele pode contribuir para uma compreensão mais integrada do comportamento humano, na qual estímulos externos e processos internos dialogam.

Dessa forma, a discussão sobre comportamento evidencia que nenhuma abordagem isolada é suficiente para explicar a complexidade do ser humano. O behaviorismo contribui ao mostrar como o ambiente influencia o comportamento, enquanto a inteligência emocional amplia essa compreensão ao revelar que a verdadeira aprendizagem ocorre quando o sujeito se reconhece como protagonista de sua própria mudança.