sensação e percepção
Citação de Caroline Gonçalves em janeiro 11, 2026, 4:03 amAo observar a imagem, a primeira forma que se destaca para mim é uma cruz central. Atrás dessa cruz, percebo uma espécie de espiral, que parece criar uma sensação de profundidade e movimento contínuo. À medida que permaneço olhando a imagem por mais tempo, começo a sentir tontura e um leve enjoo, como se o excesso de estímulos visuais gerasse uma sobrecarga perceptiva. Conforme o olhar se desloca, outras figuras vão emergindo: pássaros, árvores, folhas, borboletas e novas cruzes distribuídas pela composição. A imagem não se mantém estável; ela se reorganiza constantemente conforme mudo o foco visual. Essa multiplicidade de elementos torna a experiência visual complexa e, ao mesmo tempo, fisicamente desconfortável. De maneira subjetiva, reconheço que meu repertório simbólico influencia essa leitura. Associo a cruz à figura de Cristo e a espiral à ideia de infinitude, continuidade e transcendência. Os pássaros e as borboletas aparecem para mim como símbolos de liberdade e movimento. Também identifico elementos que remetem aos pregos da cruz, além de formas que se assemelham a discos de vinil e pequenas estrelas, o que reforça a sensação de repetição, ritmo e circularidade. Na parte superior da imagem, percebo algo semelhante a um farol ou a um “mova-Deus”, como se houvesse um ponto de orientação ou chamado. No entanto, quanto mais tento organizar racionalmente todos esses elementos, mais evidente se torna a complexidade da imagem. A sobreposição de formas, símbolos e movimentos gera uma experiência sensorial intensa, que ultrapassa o campo apenas visual e provoca uma reação corporal clara, chegando a causar náusea.
Ao observar a imagem, a primeira forma que se destaca para mim é uma cruz central. Atrás dessa cruz, percebo uma espécie de espiral, que parece criar uma sensação de profundidade e movimento contínuo. À medida que permaneço olhando a imagem por mais tempo, começo a sentir tontura e um leve enjoo, como se o excesso de estímulos visuais gerasse uma sobrecarga perceptiva. Conforme o olhar se desloca, outras figuras vão emergindo: pássaros, árvores, folhas, borboletas e novas cruzes distribuídas pela composição. A imagem não se mantém estável; ela se reorganiza constantemente conforme mudo o foco visual. Essa multiplicidade de elementos torna a experiência visual complexa e, ao mesmo tempo, fisicamente desconfortável. De maneira subjetiva, reconheço que meu repertório simbólico influencia essa leitura. Associo a cruz à figura de Cristo e a espiral à ideia de infinitude, continuidade e transcendência. Os pássaros e as borboletas aparecem para mim como símbolos de liberdade e movimento. Também identifico elementos que remetem aos pregos da cruz, além de formas que se assemelham a discos de vinil e pequenas estrelas, o que reforça a sensação de repetição, ritmo e circularidade. Na parte superior da imagem, percebo algo semelhante a um farol ou a um “mova-Deus”, como se houvesse um ponto de orientação ou chamado. No entanto, quanto mais tento organizar racionalmente todos esses elementos, mais evidente se torna a complexidade da imagem. A sobreposição de formas, símbolos e movimentos gera uma experiência sensorial intensa, que ultrapassa o campo apenas visual e provoca uma reação corporal clara, chegando a causar náusea.
