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Desafio

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A neurociência tem contríbuido de forma extremamente significativa na saúde mental e bem estar. Assim como apoiado diversas metodologias terapeuticas e metodologias de desenvolvimento humano. Entre elas cito aqui mindfulness, que é uma das aréas onde a neurociência mais se prova eficaz.

Os conhecimentos da neurociência sobre a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e adaptar-se estrutural e funcionalmente, transformaram a prática terapêutica, uma vez que fornecem a base biológica de que a mudança mental e comportamental é real e possível em qualquer fase da vida.

Como exemplo; observa-se que na ansiedade, o cérebro ansioso está preso ao medo e aprendeu que fugir de uma situação gera alívio, o que reforça o comportamento de fuga, pois o cérebro do paciente está "viciado" em um circuito de ameaça.

Na terapia de exposição, com uma ação neuroplástica, o paciente enfrenta o estímulo temido de forma gradual e controlada. O pico de ansiedade acontece, mas, ao permanecer na situação sem fugir, o cérebro percebe que o desastre previsto não ocorreu. Esse processo gera um novo aprendizado, a extinção do medo, enfraquecendo as conexões sinápticas da amígdala associadas àquele gatilho.

Cada sessão de psicoterapia e cada exercício feito em casa funcionam como uma sessão de "musculação cerebral", que servem para atrofiar a estrada neural do medo e pavimentar a estrada da regulação emocional.

A neurociência contribui para a prática terapêutica ao ampliar a compreensão sobre o funcionamento do cérebro, das emoções e dos processos de aprendizagem. Conhecimentos sobre neuroplasticidade e regulação emocional mostram que o cérebro pode modificar suas conexões a partir de experiências, aprendizagens e mudanças de comportamento, o que ajuda a compreender como determinadas intervenções podem favorecer novas formas de lidar com pensamentos e emoções.

Um exemplo prático é o uso de técnicas de regulação emocional associadas à Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Em situações de ansiedade, por exemplo, o terapeuta pode trabalhar a identificação de pensamentos automáticos, técnicas de respiração e estratégias de atenção plena. Com a prática, o paciente pode desenvolver respostas mais adaptativas diante de situações que anteriormente provocavam intensa ansiedade. Assim, os conhecimentos da neurociência ajudam a fundamentar a compreensão dos mecanismos envolvidos no processo terapêutico e na possibilidade de mudança.

Ajuda a modular, gerenciar e a equilibrar a intensidade e a duração das reações emocionais.

Podemos ajudar explicando ao cliente como o cerebro funciona, o conflito  entre razão e emoção, assim o paciente consegue entender que as reaões intensas são uma resposta biologica e não um problema de carater por exemplo.

Tecnicas como a respiração consciente por exemplo podem ajudar a regular a emoção atraves do nervo vago, baixando os batimentos cardiacos o que faz o cerebro entender que o ambiente é seguro.

 

Com os avanços e pesquisas da neurociência, a abordagem clínica tem ficado cada vez mais eficiente em tratamentos de transtornos, como ansiedade e toc. E ter bagagem em nessa área ajuda demais o terapeuta...

Na minha visão, os conhecimentos da neurociência trouxeram um ganho enorme para as terapias baseadas em evidências, porque tiraram a prática clínica daquele campo puramente abstrato e nos deram uma explicação concreta de como o cérebro realmente funciona e muda.

 

Quando olhamos para técnicas como a TCC, a neurociência nos mostra claramente como a reestruturação cognitiva estimula a neuroplasticidade — é o córtex pré-frontal aprendendo a 'assumir o controle' e a regular a hiperatividade da amígdala nos momentos de ansiedade. No caso do EMDR, entendo que o estudo do cérebro ajudou a comprovar como a estimulação bilateral destrava e reprocessa memórias traumáticas acumuladas no sistema límbico, permitindo que elas sejam integradas de forma mais saudável no córtex. Já o Neurofeedback é um exemplo incrível de autorregulação, onde o paciente aprende a treinar suas próprias ondas cerebrais quase em tempo real.

 

Para mim como  terapeuta, compreender tudo isso é fundamental porque nos dá um 'mapa' científico seguro do cérebro. Isso não só nos ajuda a escolher a melhor intervenção para cada caso, mas também facilita na hora de explicar o processo para o próprio paciente.

 

2. Apresente um exemplo prático ou situação em que esse conhecimento pode ser aplicado no atendimento clínico terapêutico.

 

Um exemplo prático que acho muito interessante é o atendimento a um paciente com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) usando a abordagem do EMDR.

 

Na prática clínica, muitas vezes o paciente chega no consultório refém de gatilhos diários, reagindo com um estado de 'luta ou fuga' desproporcional. Sabendo a neurobiologia do trauma, o terapeuta pode primeiro fazer um momento de psicoeducação, explicando ao paciente que a amígdala dele está agindo como um alarme quebrado e que aquela lembrança ficou 'congelada' na parte emocional do cérebro.

 

Em seguida, ao aplicar a estimulação bilateral do EMDR (seja visual ou tátil), o terapeuta estimula o cérebro a reprocessar e integrar essa memória no córtex pré-frontal. Na prática, o paciente não esquece o que aconteceu, mas a carga fisiológica do trauma diminui drasticamente. Acho que ter esse conhecimento neurocientífico muda tudo: diminui a autoculpabilização do paciente e traz muito mais segurança para o nosso manejo clínico.

A Neurociência é uma habilidade emocional para vida toda.

Na Neurociência aprendemos a regulação emocional, onde facilita a aprendizagem aprendizagem para a vida.

Estudos sobre o desenvolvimento mostram,que a capacidade de regular as emoções melhora com a idade, as habilidades de regulação emocional estão associadas ao recrutamento de regiões pré-frontais do cérebro envolvidas no controle de funções cognitivas.

Modificar as emoções, é necessário para as habilidades na vida,ter percepções do que está acontecendo para melhorar sua maneira de pensar e viver.

A estratégia é mudar a capacidade de pensar,pensar positivo e lembrar das coisas visíveis que está acontecendo, esquecendo neutralizando as que aconteceram.

A.mente com uma neuroplasticidade com bons pensamentos ela está bem,alimentando bem e fazendo esportes,em oração também a cura dos traumas importante de regular as emoções, o estado de Espírito que dá origem às coordenações mentais.

O órgão principal é a amígdala que controla as emoções, é assim quando vem os problemas,vimos,sentimos tudo,a amígdala é um processo que codifica ver as emoções.

A Neurociência na área emocional ensina a ter a regulação de todas as Sinapses emocionais,tendo o conhecimento de um controle qual devemos.

Ter maturação é a influência positiva , ensinar a criança e adolescente desde de cedo  é a importância para que não sofra com tudo que acontece,

Para melhorar para controlar o stress.

Em sala de aula ensinar os alunos estratégia de regulação emocional (por exemplo distanciamento, atenção plena,reinterpretação de atenção plena.

Ensinar pensamentos positivos e acreditar em si mesmo ajuda o Córtex pré-frontal a mente estar melhor.

A neurociência ajuda a compreendermos os processos cerebrais e o conhecimento sobre a plasticidade do cérebro pode ser considerado para a atuação na melhoria da performance profissional do ser humano, assim como também na quebra de crenças limitantes, trazendo benefícios comportamentais, como por exemplo: sentimento de confiança, superação de timidez, dentre outros

Tema: Uso da prática de mindfulness aliado à neurociência

1. A forma como os conhecimentos da neurociência ajudam na prática terapêutica com mindfulness.

Quando me dediquei a pensar sobre este tema, e fui ler mais acerca do assunto, fiquei empolgado e destaco coisas importantíssimas sobre esta relação das descobertas da neurociência em relação à prática clínica como terapia.

Antigamente se pensava que mindfulness (atenção plena) como prática meditativa, levava apenas à um propósito de “contemplação” e fins espirituais. Mas, após estudos de neuroimagem, se percebe que os processos da prática tem efeito direto em regiões cerebrais afetando o comportamento e os processos emocionais. No córtex pré-frontal ocorre uma “ativação”, fortalecendo a conectividade com restante do cérebro. Melhora a tomada de decisões e foco. Na amígdala cerebral, acontece uma “redução”, favorecendo a diminuição do medo, ansiedade e estresse. No córtex posterior, acontece uma “modulação”, diminuindo pensamentos repetitivos negativos. E ainda, tem efeito de aumento da massa cinzenta nas regiões da memória, aprendizado e empatia.

Portanto, as descobertas da neurociência sobre mindfulness, vai muito além de prática contemplativa, mas sim, também, tem efeito direto biologicamente no cérebro e seus processos mentais.

2. Exemplo prático do uso de mindfulness no atendimento clínico terapêutico.

Como exemplo prático, penso em alguém que está passando por uma forte crise de ansiedade. Lembramos que a ansiedade gera um foco no “futuro” com medo de “o que aconterá?”, “como será?”, “como vou suportar isso?” e outros sentimentos.

Se a pessoa está em crise de ansiedade, e focada no futuro, podemos usar a prática de mindfulness para trazer seus pensamentos e emoções para o presente. Ou seja, fazer com que seu cérebro deixe de olhar para coisas futuras e imaginárias e colocá-la em contato real e verdadeiro com o presente. Isso se dá através dos cinco sentidos que nos colocam em contato com o mundo ao redor.

Resumidamente: Colocar a pessoa sentada confortavelmente. Ensinar a respirar profundamente e expirar lentamente e entre cada ação dessa, usar os cinco sentidos. Ou seja, primeiramente procurar VER e prestar atenção em cinco coisas à sua volta. Depois, procurar OUVIR os sons que estão acontecendo naquele momento (um pássaro, uma voz, uma música…). Continuando, TOCAR, tocando na cadeira, num móvel ao lado, em sua própria pele, etc. Procurar CHEIRAR, focando o olfato em cheiros presentes ali (perfume, comida…). E por último, PALADAR, experimentar sentir na boca os gostos (água, algum alimento…). Após a concentração se valendo dos cinco sentidos, respirar profundamente novamente e ver que a melhora da ansiedade ocorreu, pois o foco mudou para o presente. Daí vem a ideia de “atenção plena” (mindfulness).

O tema escolhido foi: Aplicações da Neuroplasticidade no processo terapêutico.

A Neuroplasticidade Cerebral é a capacidade do cérebro de se reorganizar, adaptar e criar novas conexões neurais ao longo da vida em resposta a experiências, aprendizado, estímulos e lesões.

1. De que forma os conhecimentos da neurociência ajudam na prática terapêutica desse tema?

A neurociência pode ajudar através de várias maneiras, uma delas é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Esta técnica ajuda a identificar crenças irrazoáveis e a substituí-las por pensamentos positivos, promovendo novas conexões neuronais.

2. Apresente um exemplo prático ou situação em que esse conhecimento pode ser aplicado no atendimento clínico terapêutico.

Pedro sofre de agorafobia, que é um transtorno de ansiedade que envolve medo de situações ou lugares que tornem essa pessoa vulnerável a ser presa, julgada ou envergonhada. Pedro não tem carro e precisa pegar um ônibus público para trabalhar, mas fica muito ansioso por estar perto de tantas pessoas em um espaço fechado.
Pedro trabalha com um terapeuta fazendo um ensaio cognitivo, que é quando o paciente analisa os detalhes e as especificidades de seus padrões de pensamento negativos e comportamentos típicos quando está em uma situação estressante, como Pedro no ônibus. Pedro e seu terapeuta são capazes de pensar em algumas coisas que Pedro pode fazer na próxima vez que usar um ônibus para diminuir sua ansiedade. Algumas dessas coisas podem incluir abrir a janela para se expor ao ar externo (aliviando assim a sensação de estar preso) ou fazer um exercício de respiração para diminuir a frequência cardíaca quando ele começar a se sentir ansioso.

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