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Desafio

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No primeiro olhar, a imagem parece apenas uma composição abstrata em preto e branco bonita. Porém, ao observar com mais atenção, é possível identificar vários elementos diferentes. Consegui perceber formas que lembram uma borboleta, pássaros, flores e folhas. Também aparecem linhas que parecem ondas ou vibrações, além de formas circulares que lembram notas ou elementos musicais. A experiência mostra que uma mesma imagem pode ser interpretada de várias maneiras dependendo do nosso olhar e da forma como organizamos os elementos visuais.

Sim, sempre buscamos imagens que se conectem a imagens que já temos armazenadas no cérebro

No primeiro momento , não vejo detalhes. Vejo uma explosão central. Parece uma mancha de tinta que caiu no papel e se espalhou. Depois a sensação é de movimento, como se algo estivesse crescendo ou sendo projetado para fora.

Quando  paro de olhar para o centro e começo a olhar as bordas, a mágica acontece. A sensação é de descoberta.
O que o olho "pesca" primeiro as formas orgânicas. vejo o pássaro voando lá embaixo, à direita. Instantaneamente, o cenário ganha vida.
A Mudança de Escala: De repente, o olho sobe e encontra o louva-a-deus gigante no topo. Isso muda a sua percepção de tamanho: o que parecia uma paisagem grande agora pode parecer um recorte de um jardim sob um microscópio.
Contraste entre Natureza e Design:  percebo que há uma mistura. De um lado, folhas e galhos; do outro, espirais perfeitas e círculos que parecem ter sido desenhados com um compasso. Isso gera uma sensação de dualidade — o natural versus o artificial.

É muito o modo qe cada ser humano percebe as coisas, a percepção macro e analítica é muito importanta para uma autoavaliação e tambem para analisarmos o outro como pessoa na visão da psicanálise! Esse olhar deve ser global.

Consigo perceber na figura, muito do que estudamos até agora nesse módulo.  A percepção das imagens segue em constante mudança a partir do foco consistente do olhar. Também a sensação dessa mudança vai ao mesmo tempo alterando a nossa perspectiva do todo, exemplificando assim de forma clara a relação senso-perceptiva estudada até o momento.

Quando olhamos uma imagem primeiramente conseguimos enxergar apenas parte de um objeto se olharmos novamente enxergaremos um todo da imagem para entender o que realmente aquela imagem quer nos retratar.

Essa experiência confirma que a nossa percepção não é meramente um registro passivo da realidade, mas uma construção ativa. Mesmo sendo uma única imagem física, a "experiência" é única para cada um de nós porque projetamos nela nossas próprias referências. Somos, de fato, sujeitos capazes de descrever o mundo, mas essa descrição será sempre filtrada pela nossa subjetividade e pela nossa busca incessante por significado no todo.

A princípio ao ver a imagem tentando entender o todo e não conseguindo, é possível assimilar algumas partes da imagem que são identificáveis. Sombras de pássaros, arvores e outros elementos compõe a imagem. Trazendo de forma abstrata a compreensão da imagem como um todo, mas isso dependerá de interpretações subjetivas, uma vez em que, a figura não é totalmente compreensível.

A inquietude da natureza revela um movimento constante de reorganização, assim como o meu inconsciente, que silenciosamente tenta dar forma ao que ainda pode ser organizado.

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