Forum

Please or Cadastrar to create posts and topics.

Desafio

PreviousPage 56 of 56

Sentar e ouvir essas crianças seria uma das soluções ,elas estão numa fase que O id  esta a todos vapor ,e querem chamar atenção ,do jeito delas. O superego ainda não tem o desenvolvimento total e não sabem se colocar no lugar do outro ,enfim  professores devem  fazer exercícios ,onde elas entendem na sua línguagem atividades de compreensão para poderem compartilhar seus brinquedos .Seria o ideal no momento .

A partir da perspectiva de Sigmund Freud, o comportamento das crianças pode ser compreendido pela dinâmica entre as três instâncias psíquicas: id, ego e superego.

Nas crianças menores de cinco anos, o id é a estrutura predominante. Ele é regido pelo princípio do prazer, ou seja, busca satisfação imediata dos desejos, sem considerar regras, limites ou o outro. Por isso, quando uma criança vê um brinquedo, mesmo que já tenha outro igual, ela deseja aquele objeto específico naquele momento — simplesmente porque quer satisfazer seu impulso.

O ego, que atua como mediador entre os impulsos do id e a realidade, ainda está em desenvolvimento nessa fase. Já o superego, responsável pela internalização de regras, valores e noções de certo e errado, também é pouco estruturado. Isso explica por que as crianças têm dificuldade em compartilhar: elas ainda não desenvolveram plenamente a capacidade de controlar impulsos ou considerar o ponto de vista do outro.

Em sala de aula, o que se espera é justamente um processo gradual de desenvolvimento dessas instâncias psíquicas. Com a mediação das professoras, as crianças começam a aprender limites, regras de convivência e a importância de dividir. Intervenções como orientar, nomear sentimentos (“você ficou bravo porque queria o brinquedo”), propor turnos e reforçar comportamentos de cooperação ajudam no fortalecimento do ego e na formação do superego.

Portanto, esse comportamento não deve ser visto como “problema”, mas como uma etapa natural do desenvolvimento psíquico. O papel da escola é fundamental para ajudar a criança a sair de uma lógica centrada no prazer imediato (id) para uma convivência mais equilibrada e socialmente adaptada.

Na pesrpectiva psicanalítica freudiana , o fato das crianças quererem o brinquedo que está com a outra , mesmo tendo um idêntico , não é sobre o brinquedo em si , mas sobre o que simboliza nas relações interpessoais e no desenvolvimento do psiquismo infantil.  Não é apenas egoísmo  mas sim como uma manifestação de processos psíquicos profundos , centrados no desejo , na rivalidade e na constituição do eu (ego). O professor deverá focar nãoa penas na repressão ("devolva o brinquedo") e sim no manejo do desejo e frustação .

Com base na perspectiva psicanalítica de Sigmund Freud, o comportamento relatado pelas professoras é um exemplo clássico da dinâmica entre as instâncias psíquicas (Id, Ego e Superego) no início do desenvolvimento humano.

1. A Explicação do Fenômeno (O domínio do Id)

Crianças menores de cinco anos ainda estão sob forte influência do Id. O Id é a instância totalmente inconsciente, regida pelo Princípio do Prazer, que busca a satisfação imediata dos desejos e impulsos, sem considerar a realidade externa ou as necessidades do outro.

Para a criança pequena, o desejo de possuir o brinquedo (o objeto de desejo) é urgente. Ela ainda não possui um Ego suficientemente fortalecido para mediar essa vontade com a realidade social, nem um Superego consolidado para internalizar regras morais e de alteridade. Portanto, mesmo diante de brinquedos idênticos, a disputa ocorre porque o impulso do Id é "ter aquilo que eu quero, agora", vendo o outro apenas como um obstáculo à sua satisfação.

2. O que deve acontecer em sala de aula?

A escola atua como o primeiro grande ambiente de socialização fora do núcleo familiar, funcionando como um agente auxiliar na formação do Ego e do Superego. O que deve acontecer em sala de aula é um processo de mediação e frustração necessária:

Mediação do Ego: As professoras, como figuras de autoridade e cuidado, ajudam a criança a desenvolver o Princípio da Realidade. Através de intervenções constantes, a criança começa a entender que precisa esperar sua vez e que o outro também tem direitos.

Construção do Superego: A repetição das regras e limites estabelecidos pela escola permite que a criança comece a internalizar normas sociais.

Passagem do Narcisismo para a Alteridade: Gradualmente, a criança deixará de ver o mundo apenas sob a ótica de suas necessidades (narcisismo primário) para reconhecer o colega como um indivíduo independente.

Em resumo, as brigas não devem ser vistas como "mau comportamento", mas como um momento crucial de aprendizagem psíquica, onde o ambiente educativo ajuda a criança a organizar seu mundo interno frente às demandas da vida em sociedade.

Espero ter contribuído para o debate!

Citação de IEVI em dezembro 16, 2021, 2:48 pm

De acordo com Sigmund Freud, a psique humana é composta por três estruturas: id, ego e superego. Essas três estruturas se combinam para criar o complexo comportamento dos seres humanos.

As professoras de uma escola de educação infantil reportam constantemente as dificuldades das crianças menores de cinco anos de idade em compartilhar os brinquedos em sala de aula. Mesmo ao brincarem com brinquedos idênticos, as alunas e os alunos brigam para pegar os brinquedos uns do outros. A diretora da escola decide convidar você, um psicólogo, para dar uma formação sobre a problemática na sua escola.

Qual é a explicação apresentada sobre o fenômeno a partir da perspectiva psicanalítica freudiana? Explique também o que deverá acontecer em sala de aula. 

Crianças menores de 5 anos estão com:

  • Id altamente dominante
  • Ego ainda em desenvolvimento
  • Superego praticamente em construção

Ou seja, quando uma criança vê um brinquedo (mesmo que tenha um igual na mão dela), o que acontece?

  • O desejo não é racional.
  • É impulsivo: “eu quero aquele”
  • Não existe ainda internalização sólida de regras como “esperar”, “dividir”, “respeitar o outro”.

Isso explica por que:

  • Elas disputam o mesmo objeto, não “um objeto”
  • O valor está no desejo, não na utilidade
  • O conflito é estrutural, não comportamental isolado

Assim, o conflito observado não deve ser interpretado como desvio comportamental, mas como expressão esperada do desenvolvimento psíquico. Em sala de aula, cabe ao adulto exercer função mediadora, atuando como suporte ao ego da criança, estabelecendo limites claros, nomeando emoções e promovendo experiências que favoreçam a construção gradual da capacidade de compartilhar.

A partir da perspectiva freudiana, as crianças menores de cinco anos ainda possuem o Superego e o Ego em formação, sendo suas ações majoritariamente dominadas pelo Id. O Id opera pelo princípio do prazer, buscando satisfação imediata de seus desejos e tendo baixíssima tolerância à frustração. Por isso, elas brigam pelos brinquedos, pois respondem aos impulsos imediatos sem a internalização de regras sociais de compartilhamento.

Na formação, o psicólogo deve orientar que, em sala de aula, as professoras precisam atuar como mediadoras externas (Egos e Superegos auxiliares). Elas devem intervir nos conflitos ajudando as crianças a lidarem com a frustração da espera, estabelecendo limites claros e regras de convivência, para que, gradativamente, as crianças desenvolvam seus próprios Egos e Superegos.

Elas estão com uma forte manifestação do seu ID

PreviousPage 56 of 56