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Estudos

A psicanálise, criada por Sigmund Freud, a literatura e a filosofia formam um triângulo de intersecção na compreensão do sujeito, da subjetividade e da linguagem. Enquanto a psicanálise investiga o inconsciente, a literatura oferece o espelho narrativo das paixões e desejos, e a filosofia fornece o aparato crítico para questionar a verdade e a consciência.

Psicanálise e Literatura: Freud utilizava a literatura (como Shakespeare e Sófocles) para mapear estruturas psíquicas (como o Complexo de Édipo). A crítica psicanalítica, citada no Pantheon UFRJ, interpreta a literatura não só pelo enredo (conteúdo manifesto), mas pelos desejos reprimidos e traumas nas entrelinhas (conteúdo latente), tratando a obra como um "sonho".

Psicanálise e Filosofia: A psicanálise, com a noção de inconsciente, rompe com a ideia de um sujeito totalmente consciente e racional, desafiando a tradição filosófica moderna. Freud foi influenciado por filósofos como Nietzsche e Schopenhauer, enquanto Lacan reelaborou conceitos integrando Kant e Hegel.

Interseção Tríplice: As três áreas dialogam sobre o "ser humano", a linguagem e o sofrimento ético. A literatura frequentemente antecipa questões sobre a mente, enquanto a filosofia e a psicanálise debruçam-se sobre essas narrativas para interrogar a condição humana e o desejo.

Essa relação interdisciplinar permite analisar a subjetividade contemporânea e os limites da própria linguagem na expressão da experiência humana.