Literatura, Psicanálise e Filosofia
Citação de Souza Strumpf em janeiro 17, 2026, 6:03 pmEntre o que pensamos, o que sentimos e o que vivemos
O ser humano é um mistério até para si mesmo. Há coisas que pensamos e não sentimos. Há coisas que sentimos e não sabemos explicar. E há coisas que vivemos e só muito tempo depois começamos a compreender.
A filosofia nasce quando o homem para e pergunta: “O que é a vida? O que é a verdade? O que é o bem?” Ela tenta organizar o caos da existência em ideias, conceitos e sentidos. É o esforço nobre da razão para iluminar a escuridão.
A literatura, por sua vez, não responde — ela mostra. Ela pega a vida em carne viva e a transforma em história. Em seus personagens vemos o amor, a culpa, o ciúme, a fé, o desespero, a esperança. Muitas vezes reconhecemos neles aquilo que nunca tivemos coragem de dizer sobre nós mesmos.
A psicanálise entra exatamente onde a filosofia e a literatura se encontram: no ponto em que o ser humano descobre que não é senhor nem mesmo da própria casa interior. Há em nós desejos que não escolhemos, medos que não decidimos ter, repetições que prometemos abandonar, mas que voltam. O inconsciente é essa memória que não se lembra, mas que insiste em se repetir.
A filosofia quer a verdade.
A literatura mostra a vida.
A psicanálise escuta a ferida.
E quanto mais o ser humano se conhece, mais percebe que não é simples, não é inteiro, não é transparente. Somos feitos de luz e sombra, de fé e medo, de coragem e fuga. Há em nós uma divisão silenciosa.
Talvez por isso a vida não seja apenas um problema a ser resolvido, mas um mistério a ser habitado.
A literatura nos ajuda a ver esse mistério.
A filosofia nos ajuda a pensar esse mistério.
A psicanálise nos ajuda a escutar esse mistério.
E, no fundo, todas as três nos conduzem à mesma humildade:
a de reconhecer que o ser humano não é apenas alguém que vive — é alguém que busca sentido para a própria dor.
Talvez a verdadeira sabedoria não seja eliminar o conflito, mas aprender a atravessá-lo com mais consciência, mais verdade e mais misericórdia consigo mesmo.
Entre o que pensamos, o que sentimos e o que vivemos
O ser humano é um mistério até para si mesmo. Há coisas que pensamos e não sentimos. Há coisas que sentimos e não sabemos explicar. E há coisas que vivemos e só muito tempo depois começamos a compreender.
A filosofia nasce quando o homem para e pergunta: “O que é a vida? O que é a verdade? O que é o bem?” Ela tenta organizar o caos da existência em ideias, conceitos e sentidos. É o esforço nobre da razão para iluminar a escuridão.
A literatura, por sua vez, não responde — ela mostra. Ela pega a vida em carne viva e a transforma em história. Em seus personagens vemos o amor, a culpa, o ciúme, a fé, o desespero, a esperança. Muitas vezes reconhecemos neles aquilo que nunca tivemos coragem de dizer sobre nós mesmos.
A psicanálise entra exatamente onde a filosofia e a literatura se encontram: no ponto em que o ser humano descobre que não é senhor nem mesmo da própria casa interior. Há em nós desejos que não escolhemos, medos que não decidimos ter, repetições que prometemos abandonar, mas que voltam. O inconsciente é essa memória que não se lembra, mas que insiste em se repetir.
A filosofia quer a verdade.
A literatura mostra a vida.
A psicanálise escuta a ferida.
E quanto mais o ser humano se conhece, mais percebe que não é simples, não é inteiro, não é transparente. Somos feitos de luz e sombra, de fé e medo, de coragem e fuga. Há em nós uma divisão silenciosa.
Talvez por isso a vida não seja apenas um problema a ser resolvido, mas um mistério a ser habitado.
A literatura nos ajuda a ver esse mistério.
A filosofia nos ajuda a pensar esse mistério.
A psicanálise nos ajuda a escutar esse mistério.
E, no fundo, todas as três nos conduzem à mesma humildade:
a de reconhecer que o ser humano não é apenas alguém que vive — é alguém que busca sentido para a própria dor.
Talvez a verdadeira sabedoria não seja eliminar o conflito, mas aprender a atravessá-lo com mais consciência, mais verdade e mais misericórdia consigo mesmo.
