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O inconsciente como linguagem em Freud e Lacan

Freud: o inconsciente como sistema de representações

Para Freud, o inconsciente é um sistema psíquico regido por leis próprias, como:

deslocamento,

condensação,

atemporalidade,

ausência de contradição.

Ele se manifesta principalmente por meio de:

sonhos,

atos falhos,

chistes,

sintomas.

O inconsciente freudiano é estruturado a partir de representações de coisa e representações de palavra, sendo que o recalque impede certas representações de alcançarem a consciência. A linguagem, em Freud, já aparece como fundamental, mas ainda vinculada ao conteúdo simbólico do desejo.

Lacan: “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”

Lacan radicaliza Freud ao afirmar que o inconsciente não apenas se expressa pela linguagem, mas é estruturado como uma linguagem.

Isso significa que:

o inconsciente funciona segundo a lógica do significante;

o sujeito é efeito da linguagem;

o desejo se articula na cadeia significante.

Para Lacan, o sujeito do inconsciente é um sujeito dividido ($\bar{S}$), que emerge na relação com o Outro (o campo da linguagem, da cultura e da lei). Assim, o inconsciente “fala”, aparece nos lapsos, nos equívocos, nos tropeços da fala.