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Pensando nos princípios da psicanálise

Após consolidar a ideia de inconsciente, Freud percebeu que a mente não era apenas dividida entre o que "sabemos" e o que "não sabemos". Ele propôs uma estrutura dinâmica onde diferentes instâncias lutam pelo controle da nossa personalidade. Nesse cenário, o Ego e o Superego atuam como os reguladores da nossa experiência no mundo.

O Ego: O Mediador da Realidade
O Ego (ou "Eu") é a parte do aparelho psíquico que está em contato direto com o mundo exterior. Ele se desenvolve a partir do Id (nossos instintos mais primitivos), mas opera sob o princípio da realidade.
  • Sua função: Atuar como um diplomata. Ele precisa equilibrar as vontades imediatas do Id, as exigências morais do Superego e as limitações impostas pela sociedade.
  • A analogia de Freud: Ele comparou o Ego a um cavaleiro que tenta domar um cavalo (o Id), que é muito mais forte que ele.
O Superego: O Herdeiro do Complexo de Édipo
O Superego surge mais tarde no desenvolvimento infantil, representando a internalização das normas, valores e proibições vindas dos pais e da cultura. Ele é o "juiz" ou a "voz da consciência".
  • Sua função: Impor padrões morais e ideais de perfeição. O Superego não quer apenas o que é prático; ele busca o que é "correto".
  • O sentimento de culpa: Quando o Ego falha em atender às exigências do Superego, experimentamos a culpa ou a sensação de insuficiência.
Em resumo, enquanto o Id diz "eu quero agora", e o Superego diz "isso não é certo", o Ego tenta encontrar um caminho do meio, perguntando: "como posso resolver isso de forma segura e aceitável?".