Principais Matrizes Teóricas da Psicologia Social - A Multidimensionalidade da Psicologia Social
Citação de Israel Andrade Leite em janeiro 16, 2026, 9:41 pmNo primeiro nível de análise, o preconceito é compreendido como uma construção do pensamento cotidiano, fundamentada nas Representações Sociais de Serge Moscovici e nas funções mentais de Lucien Lévy-Bruhl. Sob esta ótica, o foco recai sobre como o indivíduo "recorta" a realidade para simplificá-la: o preconceito nasce de uma necessidade cognitiva de categorizar o mundo. Moscovici explica que, para tornar o desconhecido familiar, os grupos criam imagens e conceitos que orientam a comunicação. Assim, o julgamento rápido sobre o outro não é apenas um erro individual, mas o uso de um "estoque" de significados partilhados pela mentalidade coletiva que dita como devemos perceber certas categorias de pessoas.
Entretanto, para entender por que certas atitudes se tornam tão rígidas e resistentes à mudança, é preciso avançar para a Matriz Sociológica de Émile Durkheim. Aqui, o preconceito deixa de ser apenas uma percepção mental para ser analisado como um Fato Social. Nesta perspectiva, as normas de exclusão ou os papéis sociais de subordinação operam como estruturas externas que exercem coerção sobre o sujeito. O indivíduo muitas vezes reproduz o preconceito não por uma decisão íntima, mas porque as instituições, as leis e a moral vigente impõem essa conduta como uma regra de pertencimento ao grupo. O foco, portanto, desloca-se da mente para a estrutura, revelando que a sociedade funciona como um organismo que molda o comportamento individual por meio de mecanismos de controle e coesão.
Por fim, a compreensão do preconceito exige uma imersão nas forças psíquicas que sustentam o ódio ou a segregação, campo explorado pelas Matrizes Psicanalíticas. Sigmund Freud propõe que o preconceito pode ser uma forma de projetar no "outro" os impulsos e frustrações que a civilização nos obriga a recalcar. Ao eleger um culpado externo, o sujeito alivia o mal-estar gerado pelas restrições da cultura. Carl Jung amplia essa visão ao sugerir que tais dinâmicas podem estar ligadas a arquétipos do Inconsciente Coletivo, como a figura do "estrangeiro" ou do "inimigo". Neste nível de profundidade, percebe-se que o fenômeno social não é apenas lógico ou estrutural, mas também atravessado por tensões simbólicas e irracionais que residem no cerne da condição humana.
No primeiro nível de análise, o preconceito é compreendido como uma construção do pensamento cotidiano, fundamentada nas Representações Sociais de Serge Moscovici e nas funções mentais de Lucien Lévy-Bruhl. Sob esta ótica, o foco recai sobre como o indivíduo "recorta" a realidade para simplificá-la: o preconceito nasce de uma necessidade cognitiva de categorizar o mundo. Moscovici explica que, para tornar o desconhecido familiar, os grupos criam imagens e conceitos que orientam a comunicação. Assim, o julgamento rápido sobre o outro não é apenas um erro individual, mas o uso de um "estoque" de significados partilhados pela mentalidade coletiva que dita como devemos perceber certas categorias de pessoas.
Entretanto, para entender por que certas atitudes se tornam tão rígidas e resistentes à mudança, é preciso avançar para a Matriz Sociológica de Émile Durkheim. Aqui, o preconceito deixa de ser apenas uma percepção mental para ser analisado como um Fato Social. Nesta perspectiva, as normas de exclusão ou os papéis sociais de subordinação operam como estruturas externas que exercem coerção sobre o sujeito. O indivíduo muitas vezes reproduz o preconceito não por uma decisão íntima, mas porque as instituições, as leis e a moral vigente impõem essa conduta como uma regra de pertencimento ao grupo. O foco, portanto, desloca-se da mente para a estrutura, revelando que a sociedade funciona como um organismo que molda o comportamento individual por meio de mecanismos de controle e coesão.
Por fim, a compreensão do preconceito exige uma imersão nas forças psíquicas que sustentam o ódio ou a segregação, campo explorado pelas Matrizes Psicanalíticas. Sigmund Freud propõe que o preconceito pode ser uma forma de projetar no "outro" os impulsos e frustrações que a civilização nos obriga a recalcar. Ao eleger um culpado externo, o sujeito alivia o mal-estar gerado pelas restrições da cultura. Carl Jung amplia essa visão ao sugerir que tais dinâmicas podem estar ligadas a arquétipos do Inconsciente Coletivo, como a figura do "estrangeiro" ou do "inimigo". Neste nível de profundidade, percebe-se que o fenômeno social não é apenas lógico ou estrutural, mas também atravessado por tensões simbólicas e irracionais que residem no cerne da condição humana.
