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Psicanálise e Behaviorismo

Este módulo foi importante para delimitar a história e as escolas constituídas na estruturação da Psicanálise, no fim do século XIX e início do século XX. As escolas principais são a Psicanálise, representada por Freud, Klein e Lacan, e o Behaviorismo, representado por Watson e Skinner.

Na Psicanálise, Freud, especialista na análise de adultos, inaugura a escola com o conceito de inconsciente, pautado na subjetividade e sua repercussão em símbolos, que são interpretados como fenômenos psíquicos, no âmbito da escuta clínica. Freud foca seu trabalho em 4 fases de desenvolvimento pautadas na pulsão sexual e formas de desenvolvimento infantil, quais sejam oral, anal, fálico e genital. Para Freud, a evolução da fase pré-edipiana para o Complexo de Édipo é marcada pelo processo de compreensão do sistema sexual, de acordo com as regras culturais do ambiente de cada sujeito, sendo que o Complexo de Édipo, nesse âmbito, se materializa como o mecanismo para produção da personalidade.

Ainda na Psicanálise, Klein se diferencia de Freud ao focar suas análises em crianças, defendendo que, já no início da vida, tem-se as pulsões de vida e morte, representadas pelo carinho e pela ausência da mãe, respectivamente. Para ela, é possível teorizar sobre o desenvolvimento libidinal desde o primeiro ano de vida, sendo que o Complexo de Édipo surgiria nesse período, a partir da posição depressiva.

Laca, por sua vez, marca o retorno a Freud, combinado com linguística, lógica e antropologia estrutural, defendendo que o inconsciente é estruturado como a linguagem, em que o sujeito é dividido em sujeito do enunciado e sujeito da enunciação, ou seja, aquele que fala é o inconsciente. O foco dos estudos de Lacan é na emergência do inconsciente.

A escola do Behaviorismo é reducionista, mecanicista, objetivista e positivista, com uma diversidade de estudos em que há consenso sobre o objeto de estudo, qual seja o comportamento, mas não sobre o que significa comportamento e ciência.

Watson, apesar de não iniciar os estudos do Behaviorismo, foi responsável por reunir as tendências que compuseram o debate da psicologia científica (mecanicismo, objetivismo, psicologia animal e psicologia funcional. Considera, portanto, uma psicologia sem mente é sem alma, em que o comportamento se resume ao estímulo condicionante e à resposta condicionante, sem pensamento, sentimento, desejo, decisão ou responsabilidade do sujeito pelos seus atos. O sujeito é apenas um organismo, uma máquina, motivo pelo qual os estudos passam a ser focados em não humanos.

Nesse sentido, tem-se Pavlov, que focou seus estudos em animais, para concluir que o indivíduo aprende a partir de estímulos ambientais e é totalmente condicionado. O reflexo permite o condicionamento, sendo que alguns reflexos são inatos, mas não garantem o equilíbrio porque o ambiente não é constante. Dada a variabilidade do ambiente, é necessário o estímulo condicionante para gerar a resposta condicionante.

Skinner, por sua vez, também vinculado à escola do Behaviorismo, não nega a subjetividade, mas considera importante a compreensão em relação ao ambiente em que ela se desenvolve. Ambiente e condições. Defende o organismo sem sujeito e que os comportamentos não são inatos, nem motivações internas, assim como estados mentais não determinam comportamentos. Para ele, o ser humano é produto do meio em que vive, seu comportamento é resultado das condições externas e tem efeito sobre ele. O behaviorismo psicológico é um compromisso da psicologia, enquanto ciência, com os atos públicos, ou seja, Skinner defende o behaviorismo radical.