A Imagem como Construção de Sentido: diálogos entre Psicanálise e Realidade
Citação de Ivanete em fevereiro 3, 2026, 9:25 amAo longo deste módulo, fui compreendendo que a psicanálise nos oferece três registros fundamentais para pensar o sujeito e sua relação com o mundo: o imaginário, o simbólico e o real. Esses registros não funcionam de forma separada, mas se articulam constantemente na experiência humana, inclusive na forma como vemos, produzimos e interpretamos imagens. A imagem, portanto, não é neutra nem transparente, mas atravessada por esses registros.
O imaginário está ligado às imagens, às identificações e às ilusões de unidade. É nesse registro que o sujeito se reconhece, se compara e constrói uma ideia de si e do outro. As imagens artesanais do paradigma pré-fotográfico dialogam fortemente com o imaginário, pois envolvem a projeção do olhar, da fantasia e da interpretação subjetiva. Elas não pretendem capturar o real tal como ele é, mas expressam sentidos, emoções e narrativas construídas pelo sujeito.
O simbólico, por sua vez, diz respeito à linguagem, às leis, às convenções sociais e culturais que organizam os significados. O paradigma pós-fotográfico se aproxima desse registro, pois as imagens digitais e sintéticas são produzidas por códigos, cálculos e sistemas simbólicos. Nesse contexto, a imagem deixa de depender diretamente do objeto real e passa a circular como informação, estrutura e linguagem, exigindo interpretação e leitura crítica.
Já o real, na psicanálise, não é a realidade visível, mas aquilo que escapa à simbolização completa, aquilo que não pode ser totalmente representado. O paradigma fotográfico se relaciona com esse registro na medida em que a fotografia tenta capturar o real, deixando rastros do objeto, mas nunca o apreende por completo. O que a fotografia mostra é sempre um recorte, um fragmento congelado no tempo.
Compreender a imagem como representação ou aproximação do real foi um dos aprendizados centrais deste módulo. A imagem pode parecer muito próxima da realidade, especialmente quando circula repetidamente e carrega forte impacto emocional, mas isso não significa que ela seja o próprio real. Quando falta mediação simbólica e reflexão crítica, corre-se o risco de confundir imagem e verdade, como vimos nos exemplos estudados.
Assim, encerro este módulo entendendo que olhar imagens exige responsabilidade. A psicanálise nos ensina que ver não é apenas enxergar, mas interpretar. Entre o imaginário, o simbólico e o real, a imagem se constrói como uma ponte de sentidos, nunca como uma cópia fiel da realidade.
Ao longo deste módulo, fui compreendendo que a psicanálise nos oferece três registros fundamentais para pensar o sujeito e sua relação com o mundo: o imaginário, o simbólico e o real. Esses registros não funcionam de forma separada, mas se articulam constantemente na experiência humana, inclusive na forma como vemos, produzimos e interpretamos imagens. A imagem, portanto, não é neutra nem transparente, mas atravessada por esses registros.
O imaginário está ligado às imagens, às identificações e às ilusões de unidade. É nesse registro que o sujeito se reconhece, se compara e constrói uma ideia de si e do outro. As imagens artesanais do paradigma pré-fotográfico dialogam fortemente com o imaginário, pois envolvem a projeção do olhar, da fantasia e da interpretação subjetiva. Elas não pretendem capturar o real tal como ele é, mas expressam sentidos, emoções e narrativas construídas pelo sujeito.
O simbólico, por sua vez, diz respeito à linguagem, às leis, às convenções sociais e culturais que organizam os significados. O paradigma pós-fotográfico se aproxima desse registro, pois as imagens digitais e sintéticas são produzidas por códigos, cálculos e sistemas simbólicos. Nesse contexto, a imagem deixa de depender diretamente do objeto real e passa a circular como informação, estrutura e linguagem, exigindo interpretação e leitura crítica.
Já o real, na psicanálise, não é a realidade visível, mas aquilo que escapa à simbolização completa, aquilo que não pode ser totalmente representado. O paradigma fotográfico se relaciona com esse registro na medida em que a fotografia tenta capturar o real, deixando rastros do objeto, mas nunca o apreende por completo. O que a fotografia mostra é sempre um recorte, um fragmento congelado no tempo.
Compreender a imagem como representação ou aproximação do real foi um dos aprendizados centrais deste módulo. A imagem pode parecer muito próxima da realidade, especialmente quando circula repetidamente e carrega forte impacto emocional, mas isso não significa que ela seja o próprio real. Quando falta mediação simbólica e reflexão crítica, corre-se o risco de confundir imagem e verdade, como vimos nos exemplos estudados.
Assim, encerro este módulo entendendo que olhar imagens exige responsabilidade. A psicanálise nos ensina que ver não é apenas enxergar, mas interpretar. Entre o imaginário, o simbólico e o real, a imagem se constrói como uma ponte de sentidos, nunca como uma cópia fiel da realidade.
