Construção do EU
Citação de jaquelinesreginatrugillos@gmail.com em agosto 26, 2026, 4:49 amA nossa identidade e o jeito como percebemos o nosso próprio corpo não nascem prontos com a gente; eles são construídos aos poucos através da relação com os outros e com o mundo ao nosso redor. Quando um bebê nasce, ele sente um desamparo e confusão completa, sem saber onde o seu corpo termina e onde o dos outros começa. É com a ajuda de alguém (geralmente a mãe) e com o tempo que essa separação começa a acontecer.
Na psicanálise, aprendemos que a nossa mente se organiza em partes: o id (que são os nossos desejos e impulsos mais primitivos), o ego (que é a nossa consciência tentando equilibrar a realidade com a nossa vontade) e o superego (que são as regras e a culpa que a sociedade e a família colocam na nossa cabeça). Um marco muito importante disso é o "estádio do espelho", quando a criança se olha no espelho pela primeira vez e reconhece sua própria imagem com fascínio, percebendo que tem um corpo unificado, sempre com a aprovação e o olhar de quem cuida dela. Além disso, a psicanalista Françoise Dolto explicou que existe uma diferença entre o nosso corpo físico (o esquema corporal) e a nossa imagem do corpo, que é inconsciente e guarda toda a nossa história emocional e as marcas das nossas relações e da linguagem.
Por fim, a psicologia social mostra que nós também compartilhamos imagens e ideias coletivas chamadas de representações sociais. Elas funcionam como crenças e regras do senso comum que todo mundo na sociedade aceita, ajudando a gente a se comunicar, a entender a realidade e a saber o que é aceito ou rejeitado no nosso grupo. Em resumo, a forma como nos enxergamos é uma mistura da nossa história psíquica com a cultura e o olhar da sociedade em que vivemos.
A nossa identidade e o jeito como percebemos o nosso próprio corpo não nascem prontos com a gente; eles são construídos aos poucos através da relação com os outros e com o mundo ao nosso redor. Quando um bebê nasce, ele sente um desamparo e confusão completa, sem saber onde o seu corpo termina e onde o dos outros começa. É com a ajuda de alguém (geralmente a mãe) e com o tempo que essa separação começa a acontecer.
Na psicanálise, aprendemos que a nossa mente se organiza em partes: o id (que são os nossos desejos e impulsos mais primitivos), o ego (que é a nossa consciência tentando equilibrar a realidade com a nossa vontade) e o superego (que são as regras e a culpa que a sociedade e a família colocam na nossa cabeça). Um marco muito importante disso é o "estádio do espelho", quando a criança se olha no espelho pela primeira vez e reconhece sua própria imagem com fascínio, percebendo que tem um corpo unificado, sempre com a aprovação e o olhar de quem cuida dela. Além disso, a psicanalista Françoise Dolto explicou que existe uma diferença entre o nosso corpo físico (o esquema corporal) e a nossa imagem do corpo, que é inconsciente e guarda toda a nossa história emocional e as marcas das nossas relações e da linguagem.
Por fim, a psicologia social mostra que nós também compartilhamos imagens e ideias coletivas chamadas de representações sociais. Elas funcionam como crenças e regras do senso comum que todo mundo na sociedade aceita, ajudando a gente a se comunicar, a entender a realidade e a saber o que é aceito ou rejeitado no nosso grupo. Em resumo, a forma como nos enxergamos é uma mistura da nossa história psíquica com a cultura e o olhar da sociedade em que vivemos.
