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Desafio - Módulo III

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Essa libido é desviada do mundo externo, se acumulando no EU, gerando delírios de grandeza e a sensação de onipotência do pensamento.

Quando a libido é afastada do mundo externo (dos objetos reais e das outras pessoas) em um sujeito com esquizofrenia, o indivíduo deixa de investir na realidade.

A energia psíquica/sexual do individuo esquizofrênico é desvinculada das pessoas, caminhos de vida e objetos do mundo exterior e volta-se para o EGO que fica inflado produzindo delírios de grandeza.

 

A mudança da libido altera a percepção do indivíduo e abala sua autoimagem, gerando uma personalidade instável que passa a buscar uma identidade fora de si mesmo.

A hipótese é a retirada da libido dos objetos externos e o reinvestimento desse libido no próprio ego.

Freud está se referindo ao mecanismo de recolhimento ( ou retirada) da libido dos objetos externos e seu redirecionamento para o próprio EU (Ego)caracterizando o narcisismo secundário.

Na esquizofrenia, a libido afastada dos objetos retorna em cheio para o Ego, gerando um estado de narcisismo secundário hipertrofiado, onde o Eu se torna o único e exclusivo objeto de investimento da energia psíquica.

A Libido na Teoria de Freud

A libido é o conceito central da psicanálise freudiana: é a energia psíquica, de origem sexual (no sentido amplo), que deriva dos instintos de vida e impulsiona todo o funcionamento psíquico, a busca de prazer, os vínculos afetivos, as criações .

Libido = energia dos instintos sexuais / de vida, que busca prazer e descarga de tensão. Não se reduz ao ato sexual — inclui todo o prazer corporal, afetivo, intelectual e relacional.

Evolução do Conceito

Primeira Teoria (1905 — Três Ensaios sobre a Teoria Sexual)

- A libido é energia sexual presente desde o nascimento, organizada em fases do desenvolvimento psicossexual:

- Fase oral (0–1 ano): prazer na boca — amamentar, sugar, morder

- Fase anal (1–3 anos): prazer no controle das funções excretoras

- Fase fálica (3–6 anos): prazer na zona genital; surgimento do Complexo de Édipo

- Período de latência (6–puberdade): calma sexual, investimento em aprendizagem e amizades

- Fase genital (puberdade → adulto): maturidade sexual, integração de todas as zonas erógenas

. Segunda Teoria (1920 — Além do Princípio do Prazer)

- Freud amplia o conceito: a libido passa a ser a energia do Eros (instinto de vida), que se opõe ao Tânatos (instinto de morte/agressividade).

- A libido não é só sexual: é a força que une, conserva e cria vida.

-  Origem corporal: nas zonas erógenas, mas se espalha para toda a vida psíquica.

- Princípio do prazer: a libido busca sempre reduzir a tensão e obter prazer.

-  Investimento (cathexis): a libido se prende a objetos (pessoas, ideias, atividades) — é o que gera amor, interesse, motivação.

- Sublimação: quando a libido é canalizada para fins socialmente valorizados (arte, ciência, trabalho). É o destino mais positivo da libido.

-  Repressão: quando a libido é bloqueada, pode gerar sintomas neuróticos.

Resumo

Aspecto Explicação

O que é Energia psíquica do instinto de vida

Finalidade Busca de prazer e descarga de tensão

Destinos Satisfação direta, sublimação, repressão, formação reativa

Fases Oral → Anal → Fálica → Latência → Genital

Contrapartida Tânatos (instinto de morte / agressividade)

 

Quer que eu aprofunde em alguma fase, destino da libido ou relação com Édipo/sublimação

O  conceito de libido, cuja etimologia remonta ao latim, em que significa "desejo", carrega consigo uma história complexa, que se entrelaça com diversas teorias sobre o sexual e psíquico ao longo do século XIX e XX. Inicialmente, o termo foi utilizado por Moriz Benedikt e, posteriormente, por cientistas como Albert  Moll e Richard von Krafft- Ebing, para designar uma energia instintiva ligada à  sexualidade, ou libido sexualis. No entanto, foi Freud quem transformou e ampliou o significado de libido, conferindo-lhe um papel central na psicanálise, ao utilizá-lo para descrever as manifestações das pulsões sexuais na vida psíquica e, por extensão, para explicar a sexualidade humana, incluindo suas manifestações infantis e não-genitais.

Libido (do LATIM significando "anseio ou desejo") é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida. De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais.

O estudo da libido revela como as pulsões impactam o sujeito e influenciam a sexualidade. Este texto explora essas transformações teóricas e como elas ajudam a compreender as complexas relações entre desejo, identidade e subjetividade.

 

A partir de 1905, com a publicação de seus Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, Freud estendeu sua reflexão no campo da sexualidade infantil, o que permitiu a ele um novo estatuto às chamadas perversões: fetichismo, sadomasoquismo, etc. A terminologia não foi inventada por Freud para distinguir dois grandes campos da sexualidade: ou seja, a determinação anatômica, por um lado, e a representação social ou subjetiva, por outro lado.

A descoberta feita por Freud, a qual importância concedida à sexualidade é o caráter a qual possui, aparecendo desarmônica, pois a libido nesse contexto se refere em objetos “impróprios”, é reticente às mudanças, não se sujeitando aos parâmetros da adequação.Sendo aqui a libido não é a sexualidade que os sexólogos se referem, não sendo uma atividade somática, aqui na percepção de Freud em seu estudo é “energia” a qual se manifesta como pulsão. Freud trabalhou para contrapor outras forças que entram em conflito com ela, que às vezes se misturam, se entrelaçam ou se separam.

A partir de 1905, empregado por Freud, transforma-se em um conceito fundamental da teoria psicanalítica. A necessidade da satisfação da pulsão sempre indica um modo de realização paradoxal e irredutível. Nada mais exemplar que o bebê, que quando tem sua fome saciada, gosta de chupar a chupeta ou o dedo.

A esquizofrenia é uma doença mental grave que provoca perda de contato com a realidade (psicose), podendo incluir alucinações, delírios, fala desorganizada, comportamento anômalo, retraimento social e falta de motivação.

 

Na esquizofrenia o indivíduo sai do seu estado normal e passa a conviver com os seus traumas e diculdades de reconhecer seu universo, o seu próprio eu , torna-se um caráter duvidoso

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