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Desafio - Módulo VI

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O ego utiliza um número limitado de mecanismos de defesa ao longo da vida, podendo optar por diferentes métodos, como o recalque, o deslocamento, a inversão, entre outros. A análise das resistências durante o processo analítico oferece uma oportunidade de compreender essas defesas.
Regressão: consiste no retorno a uma fase anterior do desenvolvimento em busca de conforto, segurança e satisfação experimentados naquele período. Conforme Volpi (2008, p. 2), "é um mecanismo de defesa bastante primitivo que, embora diminua a tensão, frequentemente deixa a fonte original da ansiedade sem resolução".

Na psicanálise, o Ego atua como o grande mediador da nossa psique, operando sob o princípio da realidade para equilibrar os desejos imediatos do Id, as exigências morais do Superego e as limitações do mundo externo. Quando esse equilíbrio é ameaçado, o Ego utiliza automaticamente os mecanismos de defesa, como a repressão, a projeção ou a sublimação, que funcionam como escudos inconscientes para distorcer ou negar aspectos da realidade, protegendo nossa consciência de conteúdos excessivamente dolorosos ou conflitantes e garantindo a nossa estabilidade emocional no dia a dia.

Ao meu ver Laura nega a realidade do que a incomoda o que pode ser a negação e também pode ser um pouco de sublimação, pois através da invenção de um mundo paralelo ela tenta mudar a situação, talvez para não pensar ou sentir os sentimentos que a incomodam.

O mecanismo de defesa predominante no caso descrito é a negação acompanhada de formação reativa, com forte uso de fantasia como defesa auxiliar, ou seja, Laura sente um afeto intenso (inveja e ciúme do irmão recém-nascido) que é aceitável para o seu ego (especialmente nessa fase, em que já há maior internalização de normas e valores do superego). Além disso, há um traço de deslocamente simbólico, pois o afeto (inveja) não aparece diretamente ligado ao irmão, mas é canalizado para a fantasia. Conclui-se que, o mecanismo central é a negação do afeto invejoso, sustentada por recalcamento, e expressa por meio de uma fantasia de onipotência, podendo também ser compreendida como uma forma de formação reativa com apoio da atividade imaginária.

Nessa situação Laura usa o mecânismo de defesa, criando uma imaginação fugindo da realidade que seria a inveja do irmão, partindo para o imaginário onde ela seria a patagonista de sua história realizando, todos os problemas que surgisse ao seu redor.

 

 

 

 

 

O comportamento da criança em demostrar ciúmes pelo irmão recém nascido onde os pais são o objeto de "desejo", no caso conforme o observado a mesma está desenvolvendo o complexo de Édipo.

Laura vivencia sentimentos de inveja e ciúmes. Para que possa lidar de forma inconsciente com estes sentimentos, ela abandona seu papel passivo e assume um mecanismo de defesa de identificação com a figura poderosa de seu algoz. Neste papel, que controla toda realidade, ela pode conter aquilo que para ela parece ser uma ameaça.

Como sabemos a história de Laura foi apresentado por Anna Freud (2006), que, neste caso, identificou que o ego havia utilizado o mecanismo de inversão, uma espécie de formação reativa contra o afeto, entregando ao mesmo tempo sua atitude obsessiva em relação à pulsão. Foi possível na análise reduzir a presença da inveja do seu irmão sempre que o jogo mágico era repetido. Segundo Zimerman (2008), na formação reativa, o ego impulsiona uma estrutura o mais factível que puder, como um contrainvestimento de energia psíquica de força igual e em direção oposta à investida pulsional que é inconcebível, como no caso apresentado, em que era impossível para Laura admitir que estava com inveja do seu irmão recém-nascido, mas essa inveja estava agindo em seu inconsciente.

Laura encontra um mecanismo de defesa individual onde ela se passa por protagonista criando uma ilusão que seria uma gada e poderia usar suas mágicas para enfrentar seus sentimentos

Os mecanismos de defesa expresso por Laura são a Fantasia, combinada com uma Formação Reativa. Ao vivenciar o jogo imaginário em que se torna uma mágica com poderes de mudar o mundo através de gestos, o ego de Laura opera com dois objetivos principais:

Fantasia Compensatória: Para lidar com a frustração e a impotência geradas pela chegada do irmão, Laura cria uma realidade paralela onde ela detém o controle absoluto, compensando a falta de atenção e o ciúme criando uma espécie de psicose.

Formação Reativa e Inversão: Laura utiliza a inversão para ocultar a inveja e o ódio inaceitáveis. O desejo hostil de eliminar ou diminuir o irmão é transformado mentalmente no oposto: uma fantasia de poderes mágicos, onde ela domina e transforma o ambiente inteiro, mascarando o sentimento original de pequenez e exclusão.

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