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O Ego e os Mecanismos de Defesa

Na psicanálise freudiana, o ego é concebido como uma instância originada do inconsciente que ampara a consciência, pondera a realidade e exerce uma função mediadora e conciliadora entre as exigências pulsionais do id e as forças morais do superego. Para proteger a integridade psíquica contra as constantes investidas das pulsões e os afetos dolorosos associados a elas, o ego utiliza, de forma parcialmente inconsciente, uma série de mecanismos de defesa. Entre as principais estratégias defensivas mapeadas na teoria psicanalítica estão a repressão, a regressão, a formação reativa, a racionalização, a projeção e o deslocamento, as quais podem atuar tanto para a adaptação do sujeito quanto apontar para o desenvolvimento de patologias e sintomas neuróticos quando utilizadas em demasia. Além das defesas individuais, o sujeito se constitui e se insere socialmente em grupos por meio do mecanismo de identificação, o qual Freud define como a mais remota expressão de um laço emocional com o outro. Na dinâmica grupal sustentada pela libido dessexualizada, os membros abdicam de seus interesses individuais e de seus ideais de ego particulares para colocarem um líder inspirador ou um objetivo comum nesse lugar idealizado. Esse compartilhamento de um mesmo ideal promove uma identificação mútua entre os participantes e estabelece a mente grupal, reduzindo o narcisismo e, muitas vezes, provocando uma regressão na atividade mental individual em prol da vontade coletiva.