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O real e o simbólico

Na psicanálise, a relação compreensiva refere-se à tentativa de dar sentido às experiências humanas por meio do imaginário e do simbólico, ou seja, pelas imagens, narrativas, identificações e significantes que organizam a realidade psíquica. É nesse campo que o sujeito constrói explicações, interpretações e sentidos para aquilo que vive.

Já a relação com o real diz respeito ao que escapa à simbolização completa: o real é aquilo que irrompe sem mediação, causando angústia, ruptura e desorganização do sentido. Nos registros da psicanálise, o imaginário sustenta as imagens e identificações do eu; o simbólico organiza a experiência por meio da linguagem, das leis e da cultura; e o real aparece como aquilo que não pode ser plenamente nomeado ou representado.

Quando o imaginário se sobrepõe ao simbólico, como em situações de boato ou pânico coletivo, a relação com o real se perde, favorecendo atuações impulsivas. A psicanálise propõe justamente recolocar o simbólico em funcionamento para que o sujeito possa elaborar o real, em vez de agir a partir dele.