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Princípios da Imagens Pessoal

O texto aborda a constituição do "eu" e da imagem pessoal sob as óticas da psicanálise e da psicologia social. Pelo viés psicanalítico, a estruturação psíquica do sujeito inicia-se a partir de um estado de desamparo biológico e motor do recém-nascido, que necessita do auxílio de outro ser humano (geralmente a mãe) para se inserir no mundo. Sigmund Freud introduz a segunda tópica (id, ego e superego), definindo o ego como a instância que lida com a realidade objetiva. Jacques Lacan expande essa visão ao formular o "estádio do espelho", período entre os seis e dezoito meses em que o bebê se reconhece em uma imagem unificada refletida, constituindo o "eu" por meio do imaginário e do olhar validador do outro. Complementando essa evolução teórica, Françoise Dolto propõe em 1984 o conceito de imagem inconsciente do corpo, diferenciando-o do esquema corporal ao defini-lo como uma síntese singular das experiências emocionais e afetivas do sujeito, estruturada pela linguagem e pela história relacional desde a concepção.
Por outro lado, a perspectiva da psicologia social examina as representações sociais como elementos cognitivos e fenômenos compartilhados que auxiliam na comunicação, na construção da realidade cotidiana e no domínio do mundo prático. Essas representações baseiam-se no senso comum e operam por meio de duas funções primordiais: a convencionalização, que estabelece critérios culturais de inclusão e exclusão social, e o caráter prescritivo, que dita o que deve ser pensado e define as interações humanas ao longo de gerações. Além disso, o texto articula as representações sociais com o conceito de imagem mental da psicologia cognitiva — um esquema representativo baseado em vivências internas e externas — e destaca a relevância do uso de elementos visuais e publicitários nas pesquisas sociais para o entendimento de temas que não são verbalizados na vida cotidiana.