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relação compreensiva e a relação com o real

Real = não sentido, lugar do ser. Isto é, o real atravessa nossa psique, mas não é inequivocamente formulado em palavras, é algo do mundo físico ou orgânico, no máximo o percebemos; não por acaso alguns autores aproximam este elemento ao id freudiano.
Imaginário = sentido, lugar do eu. Ou seja, o imaginário é o lugar do “eu”, não à toa associado muitas vezes ao ego da teoria de Freud. O imaginário é o lugar do sentido (um sentido) porque o “eu” se firma a partir do significado que atribui a si e a fatores externos, o lugar de suas ideias, crenças, defesas, resistências.
Simbólico = duplo sentido, lugar do sujeito (ou até mesmo: múltiplos sentidos). Isto é, o simbólico é o lugar do discurso e da formação do(s) sujeito(s). Então, demanda a interação entre psiques, no mundo social, pela linguagem e na linguagem. Até por haver a dimensão do social, há quem compare a dimensão lacaniana do simbólico ao superego de Freud.

A relação compreensiva busca entender o sentido (Imaginário/Simbólico) na clínica psicanalítica, enquanto a relação com o real lida com o que escapa à linguagem e ao sentido, o impossível, o traumático, sendo o "Real" lacaniano. A primeira foca na interpretação e construção de significados (Eu e a Linguagem), e a segunda confronta o limite, o que não pode ser simbolizado, gerando angústia e revelando furos na realidade construída.