Conhecimento Adquirido
Citação de MARCO AURELIO CERCAL em julho 2, 2026, 2:30 amO aprendizado central dos textos reside na relação entre a evolução tecnológica da imagem e a estruturação do psiquismo humano (Imaginário, Simbólico e Real). Compreendemos que a imagem não é apenas um registro visual, mas uma extensão da subjetividade. No paradigma pré-fotográfico, a produção artesanal espelha o Imaginário, onde o eu se projeta em busca de uma completude narcísica e ilusória, similar ao "estádio do espelho" de Lacan. Já o paradigma fotográfico introduz o choque com o Real: o corte da câmera evidencia a impossibilidade de capturar a totalidade do "vivido", deixando sempre um "resto" que escapa à representação, marcando a finitude e a ausência.
Na contemporaneidade, o paradigma pós-fotográfico (digital) alinha-se ao Simbólico, onde a imagem é fruto de cálculos e códigos binários, permitindo a simulação e a apropriação intertextual. Esse fenômeno é nítido na cultura das celebridades, onde a imagem é "fabricada" e consumida como mercadoria, alimentando o narcisismo psicossocial e a espetacularização da intimidade. Fica o entendimento de que a credibilidade do "real" é uma construção cultural e subjetiva; a forma como o sujeito habita e interpreta essas imagens define sua relação com o mundo e com o próprio desejo, exigindo um olhar ético sobre as novas formas de alienação digital.
O aprendizado central dos textos reside na relação entre a evolução tecnológica da imagem e a estruturação do psiquismo humano (Imaginário, Simbólico e Real). Compreendemos que a imagem não é apenas um registro visual, mas uma extensão da subjetividade. No paradigma pré-fotográfico, a produção artesanal espelha o Imaginário, onde o eu se projeta em busca de uma completude narcísica e ilusória, similar ao "estádio do espelho" de Lacan. Já o paradigma fotográfico introduz o choque com o Real: o corte da câmera evidencia a impossibilidade de capturar a totalidade do "vivido", deixando sempre um "resto" que escapa à representação, marcando a finitude e a ausência.
Na contemporaneidade, o paradigma pós-fotográfico (digital) alinha-se ao Simbólico, onde a imagem é fruto de cálculos e códigos binários, permitindo a simulação e a apropriação intertextual. Esse fenômeno é nítido na cultura das celebridades, onde a imagem é "fabricada" e consumida como mercadoria, alimentando o narcisismo psicossocial e a espetacularização da intimidade. Fica o entendimento de que a credibilidade do "real" é uma construção cultural e subjetiva; a forma como o sujeito habita e interpreta essas imagens define sua relação com o mundo e com o próprio desejo, exigindo um olhar ético sobre as novas formas de alienação digital.
