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Desafio

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A abordagem pode focar estritamente no comportamento observável, ignorando a complexidade dos processos cognitivos e emocionais subjacentes. Pode concentrar-se apenas no problema atual e na gestão de sintomas específicos, sem aprofundar nas causas históricas ou contextuais mais profundas,além de desconsiderar a individualidade do tratamento.

A partir do behaviorismo, influenciado por Watson e pelos estudos de Pavlov, a aprendizagem é compreendida como um processo de condicionamento, no qual o comportamento do sujeito pode ser moldado por meio da relação entre estímulos e respostas. Nessa perspectiva, o comportamento é visto como um reflexo passível de modelação, sendo a aprendizagem resultado da substituição de estímulos não condicionados por estímulos condicionados.

Um dos principais desafios dessa abordagem está em explicar a aprendizagem considerando apenas os comportamentos observáveis, deixando de lado os processos internos do sujeito, como pensamentos, emoções e significações. Essa redução pode limitar a compreensão da aprendizagem, sobretudo em situações que envolvem maior complexidade.

Outro desafio refere-se à dependência dos estímulos e reforços externos. Para que a aprendizagem ocorra, é necessário que esses reforços sejam adequados e consistentes, caso contrário o comportamento aprendido pode não se manter ou não se generalizar para outros contextos.

Além disso, ao atribuir ao sujeito uma posição mais passiva no processo de aprendizagem, o behaviorismo encontra dificuldades para explicar aspectos como autonomia e adaptação frente a novas experiências. Ainda assim, sua contribuição é relevante ao evidenciar o papel do ambiente e do condicionamento na aprendizagem.

O comportamento é entendido como um fluxo que ocorre entre o evento, o estado e o processo comportamental .

Esse fluxo DO COMPORTAMENTOé composto por:

  • ESTÍMULO = evento comportamental que são as respostas que o organismo EMITE frente aos eventos ambientais.
  • RESPOSTA = estado comportamental que é a probabilidade que a resposta seja emitida ou seja AÇÃO DO INDIVÍDUO.
  • CONSEQUÊNCIA= processo comporamental processos de mudança que ocorrem no comportamento, alteração do ambiente consequentes áquela resposta.

O behaviorismo, influenciado por Pavlov e Watson, entende a aprendizagem como resultado do condicionamento, em que o indivíduo aprende a responder a estímulos do ambiente. Nessa visão, o comportamento é moldado por associações e reforços, e o sujeito tende a ter um papel mais passivo no processo de aprendizagem.

Um dos principais desafios dessa abordagem é que ela limita a aprendizagem ao estímulo e à resposta, deixando de lado aspectos como pensamento, intenção e compreensão. Isso pode dificultar que o sujeito desenvolva autonomia e reflita sobre seu próprio comportamento.

Outro desafio é que o comportamento aprendido pode depender muito do contexto, funcionando apenas quando os mesmos estímulos estão presentes. Além disso, a aprendizagem pode ficar condicionada ao uso constante de reforços externos, o que reduz o autocontrole do indivíduo.

Assim, apesar de o behaviorismo contribuir para entender como o comportamento é aprendido, ele apresenta limitações quando se pensa na aprendizagem como um processo mais ativo e consciente do sujeito.

O principal desafio do behaviorismo para a aprendizagem está na necessidade de controle adequado dos estímulos e reforços para que o comportamento seja modelado corretamente.

Além disso, o sujeito precisa repetir as respostas e receber reforços consistentes, o que pode ser difícil quando o ambiente não oferece estímulos claros ou quando desconsidera aspectos internos, como emoções e pensamentos, que também influenciam o aprender

 

A discussão proposta problematiza não a existência do behaviorismo ou do método quantitativo em si, mas a confusão epistemológica entre os campos científico-descritivo e clínico-terapêutico dentro da psicologia. O behaviorismo e as abordagens quantitativas cumprem um papel fundamental na produção de conhecimento científico, especialmente na identificação de padrões, na construção de categorias diagnósticas e na investigação de condições como autismo, TDAH e transtornos de personalidade. Nesse campo, a quantificação, a generalização e a padronização são necessárias e legítimas, pois permitem delimitar fenômenos, produzir evidências e orientar políticas de saúde e pesquisa. O problema emerge quando essa mesma lógica é transposta diretamente para o setting terapêutico, sem uma mudança de método e de ética. A ciência opera por médias, reduções e abstrações; a clínica, por sua vez, lida com singularidade, história, linguagem, sentido e sofrimento subjetivo. Quando o profissional tenta ocupar simultaneamente o lugar de cientista positivista e de terapeuta do sofrimento psíquico profundo, produz-se uma contradição estrutural: o sujeito é reduzido a protocolo, e a escuta clínica é substituída por correção, adaptação ou modelagem comportamental. Nesse contexto, a ideia behaviorista de mudança baseada exclusivamente em estímulo, resposta e consequência mostra seus limites clínicos. O sofrimento psíquico não se organiza apenas por contingências externas, mas por significações inconscientes, experiências traumáticas e modos singulares de simbolização. A repetição do sofrimento não decorre da ausência de reforço adequado, mas da falta de elaboração e de consciência sobre a origem do sintoma. Intervenções que visam apenas ajustar o comportamento podem, inclusive, intensificar a repetição, a culpa e o sofrimento, ao invés de produzir transformação subjetiva. Além disso, a clínica que opera prioritariamente por classificação, avaliação constante e normalização pode gerar insegurança e até trauma psíquico secundário. Muitos pacientes chegam fragilizados e encontram um espaço que deveria ser de acolhimento, mas que é vivido como julgamento ou exposição. Quando o consultório perde sua função de lugar seguro de fala, o vínculo terapêutico se rompe, e o medo de buscar ajuda se instala. A crítica, portanto, não é um ataque à ciência, mas uma defesa da separação ética entre campos. Assim como o neurocientista e o neurologista ocupam lugares distintos que dialogam, mas não se confundem, a psicologia científica e a clínica terapêutica precisam reconhecer seus limites e métodos próprios. O behaviorismo pode contribuir como ferramenta auxiliar, mas não pode ocupar o centro do tratamento do sofrimento psíquico. A clínica exige escuta, sustentação do sujeito e trabalho de elaboração, pois sofrimento não é desvio comportamental, mas ruptura de sentido. Essa distinção não enfraquece a psicologia; ao contrário, a torna mais honesta, ética e humanamente responsável.

O sujeito deveria se esforçar e passar por várias experiências para adquirir o aprendizado necessário para a mudança de seus comportamentos. O livro fala sobre ter estímulos negativos e positivos... se a consequências de algo que o sujeito faz lhe proporciona algo bom, o comportamento pode ser repetido, e se proporciona algo ruim, o comportamento pode não acontecer novamente.

O principal desafio, segundo o behaviorismo, é organizar contingências ambientais eficazes (estímulos e reforços) que favoreçam a aquisição, generalização e manutenção do comportamento aprendido, sem tornar o sujeito excessivamente dependente do controle externo.

O behaviorismo entende o ser humano como um produto do processo de aprendizagem vivido ao longo da vida. Desconsiderando os fatores internos ( emoções, pensamentos etc), generalizando comportamentos.

A modelagem do comportamento sob a ótica behaviorista transcende a simples associação mecânica, revelando desafios intrínsecos que determinam se a aprendizagem será consolidada ou apenas temporária. O principal obstáculo reside na precisão da contingência. Para que o sujeito aprenda, o reforço deve ser administrado em uma janela temporal imediata ao ato; qualquer atraso introduz ruído, permitindo que comportamentos irrelevantes sejam acidentalmente reforçados, fenômeno conhecido como comportamento supersticioso.

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