Forum

Please or Cadastrar to create posts and topics.

Desafio

PreviousPage 56 of 56
Citação de IEVI em dezembro 16, 2021, 2:44 pm

Uma pessoa utiliza a Memória para recorrer às suas experiências passadas usando as informações no presente. Neste sentido, para acessar a memória, é necessário um processo apurado, no qual a observação e a elaboração do conteúdo aprendido foram realizadas de forma consciente.

De fato, quando falamos de memória no contexto das funções psicológicas básicas, ela cumpre um papel central: conectar passado e presente para orientar percepção, pensamento e comportamento. A memória permite que o indivíduo recupere experiências anteriores para interpretar situações atuais.

No entanto, na psicologia e especialmente na psicanálise  sabemos que grande parte do conteúdo armazenado na memória não foi elaborado de forma totalmente consciente.

Acredito que podemos pensar sobre três eixos:

1. Memória consciente (explícita)
É aquela acessada intencionalmente. A pessoa lembra de fatos, aprendizados, eventos e consegue descrevê-los. Nesse caso, a observação e a elaboração consciente realmente favorecem o armazenamento e a recuperação da informação.

2. Memória implícita
Aqui entram hábitos, reações automáticas e padrões emocionais. Muitas vezes o sujeito age com base em experiências passadas sem perceber que está fazendo isso.

3. Memória emocional ou inconsciente
Muito trabalhada na psicanálise. Experiências marcante especialmente na infância podem influenciar percepções e comportamentos mesmo sem serem lembradas de forma clara.

Por isso, um ponto essencial é:
A memória não apenas recupera informações do passado; ela também reorganiza e ressignifica essas informações a cada vez que são acessadas. Mas é um processo, que pode ser longo ou curto a depender essas "feridas" do passado.

Isso significa que nossas lembranças não são registros exatos da realidade, mas construções que dialogam com emoções, crenças e percepções atuais.

Uma provocação interessante para aprofundar essa discussão seria: Até que ponto nossas decisões no presente são realmente conscientes, se muitas delas são influenciadas por memórias emocionais que nem sempre percebemos?

A memória pode ser entendida como o processo pelo qual codificamos, armazenamos e recuperamos informações. Primeiro ocorre a codificação, quando a informação é registrada; depois o armazenamento, que mantém esse conteúdo guardado; e, por fim, a recuperação, que permite trazer essas informações novamente para a consciência quando precisamos utilizá-las. Dessa forma, ao observar uma imagem ou uma situação no presente, utilizamos nossas experiências passadas armazenadas na memória para interpretar e compreender aquilo que estamos percebendo.  

A memória é a capacidade que o ser humano possui de acessar experiências e conhecimentos adquiridos ao longo da vida para utilizá-los no presente. Esse processo envolve observar, registrar, organizar e recuperar informações que foram aprendidas de forma consciente. Por meio da memória, conseguimos relacionar acontecimentos passados com situações atuais, tomar decisões, aprender continuamente e construir nossa própria identidade. Assim, ela não é apenas um armazenamento de informações, mas um processo ativo da mente que integra experiência, consciência e significado ao longo da vida.

A forma como processamos a memória envolve etapas interligadas que começam pela experiência presente e se estendem ao armazenamento e posterior acesso às informações.
Primeiramente, a codificação é o ponto de partida: para que algo seja registrado na memória, é necessário que a observação seja feita de forma consciente. Nessa fase, o cérebro transforma estímulos sensoriais (visuais, auditivos, táteis etc.) em representações neurais que podem ser armazenadas. Por exemplo, ao ver uma pintura como a apresentada – com suas cores vibrantes e formas abstratas – nossos sentidos capturam esses detalhes, e regiões cerebrais como o hipocampo começam a processar e organizar esses dados.
Em seguida, vem o armazenamento: as informações codificadas são guardadas em diferentes sistemas de memória – a memória sensorial (de curtíssimo prazo), a memória de trabalho (ou curta duração) e a memória de longo prazo. Quanto mais elaborada for a análise do conteúdo aprendido durante a codificação (como refletir sobre o significado da pintura, suas emoções que ela desperta), maior a probabilidade de que ele seja transferido para a memória de longo prazo.

Por fim, a recuperação é o momento em que usamos informações do presente para acessar o que foi armazenado. Um estímulo atual – como ver outra obra de arte com cores semelhantes, ou até mesmo ouvir uma palavra que nos lembre da pintura – pode ativar as conexões neurais associadas à experiência passada, permitindo que a memória seja evocada.
Essa trilha processual mostra que a memória não é um registro estático, mas sim um processo dinâmico que depende da atenção, da elaboração consciente e da ligação entre o passado e o presente.

A memória é um processo cognitivo que envolve a aquisição, armazenamento e recuperação de informações, sendo essencial para o aprendizado.

Memória Processo - pelo qual codificamos, armazenamos e recuperamos informações.
Memória Sensorial - Armazenamento inicial momentâneo da informação sensorial, durando apenas um instante.
Memória de Curto Prazo - Memória que guarda informações por 15 até 25 segundos.
Memória de Longo Prazo - Memória que armazena informações com base relativamente permanente, apesar de poder ser difícil recuperá-la.

A memória é designada como um processo pelo qual codificamos,armazenamos e recuperamos informações.

Analisando o que foi estudado sobre a memoria e os vários tipos, chegamos na conclusão de quanto esse processo é extremamnete perfeito e complexo, como é registrado e acessado, como filtramos automatcamente o que importa ser guardado e o que deixaremos para o esquecimento e como isso influi em como reagimos a certas memóias traumática que nos trazem desconforto e adoecimento. E como o cerebro pode encontrar outros caminhos para recignificar todas essas lembraças ruins.

 

a memória é o fio condutor da nossa identidade. Quando aprendemos a observar e elaborar nossos conteúdos de forma consciente, passamos a ser menos reféns de "repetições automáticas" e mais protagonistas da nossa própria história.

A imagem em questão refere-se a uma formação abstrata de uma mulher formada por flores.

Mesmo sendo uma imagem abstrata utilizamos da memória, uma recordação de uma elemento parecido para interpretarmos algo no presente.

PreviousPage 56 of 56