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Caminho de navegação do fórum - Você está aqui:FórumPsicanálise Integrativa: Cultura, personalidade e percepçãoDesafio
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Desafio

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(a) Sensação -Quando ela toca em seu rosto .Ao ver as rugas em seu rosto.

(b) Percepção - Quando ela  interpreta que as rugas ,mostram sinais de que seu rosto está envelhecendo.

As características ,são a sua idade mesmo sendo a mais nova das irmãs , seu rosto já mostra o seu envelhecimento através das rugas , culturalmente ela já não está mais no padrão de beleza, jovem e magra.

a) O fenômeno da sensação aparece quando Juliana se olha no espelho e vê as rugas, linhas e a textura da pele. Nesse momento, o estímulo visual é captado pelos sentidos de forma direta. A sensação é identificada porque se trata da recepção biológica de estímulos, sem interpretação cultural ou emocional.

b) O fenômeno da percepção ocorre quando Juliana interpreta esses sinais dizendo que está feia, velha e que não quer envelhecer. A percepção envolve atribuição de significado, influenciada pelos padrões culturais de beleza. A cultura media esse processo ao associar juventude à beleza e valor feminino, levando Juliana a perceber suas rugas como algo negativo.

(a) A sensação ocorre quando Juliana vê fisicamente a aparência envelhecida da irmã Carla. A identificação é possível porque a sensação é um processo biológico, de detecção dos estímulos pelos sentidos, sem interpretação.

(b) A percepção ocorre quando Juliana interpreta o envelhecimento da irmã como algo negativo (“velha e feia”) e sente medo de envelhecer também. A percepção envolve significado e julgamento, sendo mediada pela cultura, que estabelece o ideal de beleza baseado na juventude.

No momento que ela viu as rugas, os sinais de expressão

O padrão de beleza da mulher está exigindo muito de que a sociedade julgue as que não são de padrão

a) O fenômeno da sensação ocorre quando Juliana observa seu rosto no espelho e percebe rugas e a textura da pele. A característica definidora é a captação direta dos estímulos visuais, sem interpretação, apenas o registro sensorial da imagem refletida.

b) A percepção aparece quando Juliana interpreta esses sinais como feiura e envelhecimento, sentindo tristeza. A característica definidora é a atribuição de significado aos estímulos captados, influenciada pela cultura, que associa juventude e beleza ao valor feminino e rejeita os sinais da idade.

 

a) A SENSAÇÃO inicia quando Juliana nota que sua irmã mais velha está diferente, acha que está ficando feia ,segundo seus padrões internalizados;

b) A PERCEPÇÃO se dá no momento em que Juliana se auto analisa no espelho e percebe também suas linhas de expressão  ao redor dos olhos,conclui que a velhice chega pra todos e é assustador para a maioria das mulheres da nossa sociedade as quais são cobradas a ter  um corpo escultural,magro, bem definido e pele viçosa.

Na situação apresentada, a sensação está relacionada ao ato de Juliana ver as rugas e sinais da idade no espelho. Já a percepção é a interpretação desses sinais, que ocorre de forma negativa por influência dos padrões culturais de beleza que valorizam a juventude. Assim, o sofrimento de Juliana não vem apenas das mudanças físicas, mas da forma como elas são significadas socialmente.

O fenômeno da sensação aparece quando Juliana olha no espelho e vê sinais, linhas e rugas em seu rosto, principalmente na região dos olhos. Nesse momento, há a captação imediata de estímulos visuais (formas, cores, texturas) pelos órgãos dos sentidos, sem interpretação elaborada, o que caracteriza a sensação

O fenômeno da percepção ocorre quando Juliana interpreta esses sinais dizendo que está feia, que a velhice está chegando e que não quer ficar velha. Nessa etapa ela atribui significado às sensações, relacionando-as a ideias de beleza, idade e valor pessoal, mediadas por valores culturais que associam juventude à beleza e envelhecimento à feiura.

Análise da Situação: Sensação e Percepção na Experiência de Juliana

A situação de Juliana ilustra de maneira clássica a distinção entre dois processos psicológicos fundamentais: sensação e percepção. A análise a seguir dissocia esses fenômenos e demonstra como a cultura atua como mediadora poderosa na experiência subjetiva.

  1. a) A Sensação: O Contato Primário com o Estímulo Físico

Momento Identificado: O fenômeno da sensação ocorre no instante em que Juliana olha no espelho e vê sinais, linhas em seu rosto, principalmente na região dos olhos.

Característica Definidora que Permite a Identificação:
A sensação é definida como o processo biológico e neurológico de detecção de estímulos físicos brutos pelos órgãos dos sentidos e sua transmissão ao cérebro. É um registro inicial, passivo e pré-cognitivo.

No caso de Juliana:

  1. Órgão Sensorial: A visão. A luz refletida em seu rosto e no espelho atinge suas retinas.
  2. Estímulo Físico Bruto: Padrões de luz e sombra que correspondem a variações na superfície de sua pele. O sistema visual dela capta contrastes de cor e forma que podem ser descritos objetivamente como "linhas", "sulcos" ou "variações de textura".
  3. Processo Básico: Seu sistema nervoso converte essa energia luminosa em impulsos elétricos (transdução sensorial) que são enviados ao córtex visual.

Em resumo, a sensação é o ato puro e simples de ver as linhas. É uma experiência sensorial comum a qualquer ser humano com visão intacta, independentemente de sua cultura, idade ou história pessoal. Neste momento, ainda não há significado atribuído ao que é visto; há apenas o registro neural do estímulo físico.

  1. b) A Percepção: A Interpretação Culturalmente Mediada

Momento Identificado: O fenômeno da percepção ocorre quando Juliana, ao olhar para esses mesmos sinais, os interpreta, organiza e atribui um significado emocional e social, expresso em suas falas: "A velhice está chegando! Olhem as rugas! E a textura da pele!" e, principalmente, quando ela fica triste, diz que está feia, que não quer ficar velha.

Característica Definidora que Permite a Identificação:
A percepção é o processo psicológico superior, ativo e construtivo, de organização, interpretação e atribuição de significado aos estímulos sensoriais. É onde a informação bruta da sensação é filtrada, comparada com memórias e crenças, e transformada em uma experiência consciente e dotada de sentido.

A Mediação Cultural na Percepção de Juliana:
É aqui que a cultura exerce seu papel fundamental como mediadora. A interpretação de Juliana não é neutra ou universal; é profundamente moldada pelos valores, normas e ideais de sua sociedade.

  1. Atribuição de Significado Negativo ("Velhice", "Feiura"):
    • Sensação Bruta: Linhas e variações de textura na pele.
    • Percepção Mediada pela Cultura: Juliana não vê apenas linhas; ela vê "rugas", um símbolo culturalmente carregado que, em sua sociedade, está fortemente associado à velhice, ao declínio e à perda do valor estético. Ela não vê uma textura diferente; ela vê uma "textura da pele" inferior, que se afasta do ideal de pele lisa, firme e jovem.
  2. Resposta Emocional (Tristeza, Apreensão, Rejeição):
    • A tristeza e a afirmação "não quero ficar velha" são reações à interpretação, não ao estímulo em si. Essa reação é diretamente alimentada pelo padrão de beleza vigente, citado no texto-base, que glorifica a juventude e a magreza como sinônimos de beleza, sucesso e valor feminino. Em uma cultura que venera a juventude, envelhecer é percebido como uma perda de "capital corporal" e de status social.
  3. Projeção e Comparação Social (A irmã Carla como "feia e velha"):
    • A percepção de Juliana sobre si mesma é antecipada e reforçada pela sua percepção sobre a irmã mais velha, Carla (62 anos), a quem ela considera "velha e feia". Aqui, a cultura fornece o referencial comparativo. Juliana internalizou a ideia de que, após certa idade, a mulher se torna menos atraente. Ela projeta esse julgamento em Carla e, ao fazê-lo, antecipa com angústia o mesmo destino para si mesma. A cultura mediou a forma como ela categoriza as pessoas ("jovem" vs. "velha") e avalia essas categorias ("bonita/valiosa" vs. "feia/desvalorizada").
  4. Contrafactual Cultural:
    • Para evidenciar a mediação cultural, imagine uma mulher da mesma idade em uma cultura que venera os anciãos, onde rugas são vistas como marcas de sabedoria, experiência e respeito. A sensação (ver as linhas) seria a mesma. A percepção, porém, poderia ser completamente diferente: as linhas poderiam ser interpretadas com orgulho, como um sinal de maturidade e de uma vida bem vivida, gerando sentimentos de dignidade e não de tristeza.

Conclusão da Análise:

A situação de Juliana demonstra a sequência inseparável e hierárquica desses processos:

  1. SENSÃO (Universal/Biológica): Ela  linhas e texturas (estímulo visual).
  2. PERCEPÇÃO (Cultural/Psicológica): Seu cérebro, mediado pelas lentes da cultura em que viveinterpreta essas linhas como "rugas", associa-as ao conceito negativo de "velhice", e conecta essa ideia à perda de beleza e valor social. Essa interpretação desencadeia uma resposta emocional (tristeza) e uma avaliação verbal ("estou feia").

Portanto, o sofrimento de Juliana não está nas linhas de sua pele, mas no significado cultural que sua sociedade ensinou-a a atribuir a elas. A cultura atua como o filtro interpretativo que transforma um fato biológico (o envelhecimento da pele) em uma experiência psicológica carregada de valor, definindo o que é belo, desejável e aceitável, e, consequentemente, moldando a autoimagem e o bem-estar subjetivo dos indivíduos.

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