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Desafio - Módulo II

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Os irmãos gêmeos possuem corpos e identidades físicas distintas, mas podem desenvolver uma forte ligação emocional e identificação entre si. Quando um deles se vê no espelho e reconhece o outro, isso pode representar uma dificuldade ou confusão na diferenciação da própria imagem e da imagem do irmão.

O conceito do Estádio do Espelho foi formulado por Jacques Lacan, não por Sigmund Freud. É um dos conceitos mais importantes da psicanálise lacaniana.

O que é o Estádio do Espelho

Ainda não tem um Eu unificado

- Antes desse momento, a criança vivencia seu corpo de forma fragmentada, despedaçada, sem senso de totalidade.

- Não tem ainda um "eu" organizado.

O momento do reconhecimento

- Ao se ver no espelho, a criança fica maravilhada e jubilada: vê uma imagem unificada, completa e coerente — diferente da sensação interna de fragmentação.

- Essa imagem é externa → o Eu se forma, desde o início, fora de si mesmo.

Constituição alienada do Eu

- Para Lacan: "O Eu é construído sobre uma imagem que é o outro."

- A criança se identifica com uma imagem ilusória: a unidade que ela vê no espelho ainda não existe nela mesma. É uma identificação alienante — ela se torna aquilo que vê fora de si.

 

O papel do Outro

- O olhar e a palavra do adulto confirmam essa imagem ("olha, é você!"). Sem o reconhecimento do outro, a imagem no espelho não tem sentido.

- A imagem corporal e o Eu

Freud Lacan

Foco Estrutura da personalidade (Id, Ego, Superego) Formação do sujeito pela imagem e a linguagem

Eu Ego = instância mediadora, consciente Eu = imagem alienada, sempre dividido

Espelho Não é um conceito freudiano Estádio do Espelho: marco fundador do sujeito.

Resumo

No Estádio do Espelho, o ser humano se constitui como sujeito ao se reconhecer numa imagem unificada e externa — o Eu nasce, desde sempre, como algo alienado e mediado pelo outro.

sobre a diferença entre esquema corporal e imagem corporal ou sobre a fase fálica/Édipo.

A busca pelo espelho enquanto a mãe está fora reflete a tentativa do garoto de se ancorar em sua própria imagem para conter a angústia da separação.

A angústia de separação ou a perda do objeto amado (neste caso o irmão) nada mais é do que reativações do medo infantil de retornar ao estado de desamparo absoluto.

​Ao se ver sozinho e perceber a ausência da mãe, o garoto revive a ameaça do desamparo.
​A angústia crescente e a incapacidade de autorregulação mostram que a figura do cuidador ainda é a referência necessária para organizar suas emoções.
​A recusa e a postura defensiva ao final são modos de tentar lidar com a dor psíquica provocada por esse sentimento de desproteção e perda temporária da presença materna.

A situação dos irmãos gêmeos pode ser compreendida a partir da constituição do eu e do estádio do espelho de Lacan. Como eles sempre estiveram juntos e não conseguiam se diferenciar claramente um do outro, a ausência do irmão provoca angústia e faz com que o menino busque sua própria imagem no espelho. Ao se reconhecer na imagem, ele começa a perceber a diferença entre o eu e o outro, construindo sua identidade. A presença e o olhar da mãe também são importantes nesse processo de reconhecimento.

A situação dos irmãos gêmeos pode ser compreendida a partir da constituição do eu e do estádio do espelho de Lacan. Como eles sempre estiveram juntos e não conseguiam se diferenciar claramente um do outro, a ausência do irmão provoca angústia e faz com que o menino busque sua própria imagem no espelho. Ao se reconhecer na imagem, ele começa a perceber a diferença entre o eu e o outro, construindo sua identidade. A presença e o olhar da mãe também são importantes nesse processo de reconhecimento.

Criança não teve percepção de si , pois o reflexo dele em referência é o irmão...

Levando em consideração o que esta sendo estudado com as imagens e o e-book, a situação dos irmãos gêmeos ilustra de forma prática o estado de desamparo psíquico (Hilflosigkeit) e a complexidade na formação da imagem pessoal.
Gêmeos univitelinos que crescem em simbiose estruturam suas representações mentais de forma fundida, de modo que a imagem do "Eu" e a imagem do "Outro" (o irmão) se misturam. Quando ocorre a separação inédita pela doença, o menino que fica em casa experimenta um forte aumento de tensão psíquica que seu aparelho mental não consegue dominar sozinho. Ao projetar a figura do irmão no reflexo do espelho do armário, ele tenta reaver o controle da situação. Mas, ao notar que a imagem apenas replica seus movimentos passivamente, a ilusão falha. A criança interpreta essa falta de autonomia e de resposta como uma rejeição intencional ("O irmão não quer brincar de cavalo"), gerando uma crise de angústia.
Esse desfecho evidencia como a certeza da nossa consciência é frágil perante os afetos do inconsciente. Mostra também o papel fundamental da mãe como o elemento externo de socorro e mediação, acolhendo o filho em seu desamparo e ajudando-o a iniciar o necessário processo de diferenciação e individuação de sua própria imagem.

O irmão que ficou em casa  tem uma forte ligação com o outro irmão e não percebeu que a imagem dele refletida no espelho é dele mesmo! Existe um vinculo muito forte de convivência e apego.

O caso mostra que o “eu” da criança ainda não estava totalmente individualizado, por ser sempre confundida com o irmão gêmeo, ela passou a enxergá-lo como parte de si, revelando que a personalidade e a identidade se formam nas relações e no reconhecimento das diferenças individuais.

Diante dessa situação da pra entender que por ser gêmeos ele ainda não diferenciou o que é ele e o que é o irmão, ou seja por ver sua imagem no espelho intendia ser o outro e não a si próprio. Logo ele não reconheceu o seu próprio eu quando separado do irmão, sendo uma boa oportunidade para a mãe começar a ajuda-lo nesse processo de construção e descoberta de identidade.

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