Desafio - Módulo IV
Citação de Anne Caroline Pereira Prata em setembro 22, 2026, 6:29 amA proposição que integra os vínculos entre usuário e profissional e reconhece a condição de sujeito na prática em saúde pública — especialmente no âmbito do SUS — é fundamental para a efetivação de uma atenção humanizada e horizontalizada.
A partir de uma leitura psicanalítica, compreendemos que o paciente não se reduz a um conjunto de sintomas orgânicos ou a um mero objeto de intervenção técnica, mas constitui-se como um sujeito do desejo, portador de uma história singular e de defesas psíquicas próprias. Quando o plano de atendimento e investigação considera essa dimensão subjetiva e relacional, rompe-se com a assimetria tradicional do modelo biomédico centrado apenas na autoridade do saber técnico.
Desse modo, a valorização do vínculo propicia um espaço de escuta e corresponsabilidade, onde o usuário deixa de ocupar uma posição passiva e passa a atuar como agente ativo no seu próprio processo de cuidado. A horizontalidade no espaço de saúde, portanto, emerge justamente da capacidade de reconhecer o outro em sua alteridade e singularidade, legitimando a palavra e o sofrimento psíquico como eixos centrais de qualquer terapêutica eficaz.
A proposição que integra os vínculos entre usuário e profissional e reconhece a condição de sujeito na prática em saúde pública — especialmente no âmbito do SUS — é fundamental para a efetivação de uma atenção humanizada e horizontalizada.
A partir de uma leitura psicanalítica, compreendemos que o paciente não se reduz a um conjunto de sintomas orgânicos ou a um mero objeto de intervenção técnica, mas constitui-se como um sujeito do desejo, portador de uma história singular e de defesas psíquicas próprias. Quando o plano de atendimento e investigação considera essa dimensão subjetiva e relacional, rompe-se com a assimetria tradicional do modelo biomédico centrado apenas na autoridade do saber técnico.
Desse modo, a valorização do vínculo propicia um espaço de escuta e corresponsabilidade, onde o usuário deixa de ocupar uma posição passiva e passa a atuar como agente ativo no seu próprio processo de cuidado. A horizontalidade no espaço de saúde, portanto, emerge justamente da capacidade de reconhecer o outro em sua alteridade e singularidade, legitimando a palavra e o sofrimento psíquico como eixos centrais de qualquer terapêutica eficaz.
