Forum

Please or Cadastrar to create posts and topics.

Desafio - Módulo VI

PreviousPage 208 of 211Next

A situação de uma criança no período de latência (quando há um recalcamento dos impulsos sexuais e agressivos e a energia libidinal é sublimada em atividades sociais e intelectuais) tendo um irmão recém-nascido é clássica para despertar sentimentos de rivalidade, inveja e ciúme (agressividade).

Ela entra em negação e age de maneira fantasiosa.

Segundo Freud, o ciúme e a inveja que uma criança sente em relação ao irmão mais novo podem ser entendidos através do conceito de Complexo Fraternal. Esse complexo é uma variante do Complexo de Édipo, envolvendo desejos amorosos e hostis que a criança experimenta em relação aos irmãos, vistos como rivais no afeto dos pais. A criança pode manifestar hostilidade e sentimentos de posse, considerando o irmão um intruso que ameaça a exclusividade do amor parental. O Complexo Fraternal envolve, portanto, a rivalidade entre irmãos por amor e atenção dos pais, gerando emoções como ciúmes e inveja, que surgem da sensação de ameaça à figura de posse ou do sucesso alheio relacionado a essa figura.

Nota-se que a Laura tem um sentimento de perca,  acha ela que está perdendo para seu irmão a segurança, o amor, carinho , a atenção e que necessita o quanto antes se proteger, não se proteger quanto ao irmão, mas quanto a este sentimento, cria em sua mente uma fantasia, fantasia este de fazer desaparecer estes problemas, ação imaginária, ação de um mágico que mesmo sendo irreal mas é visivel e presencial e pode ser sentido através do sentimento da inveja vivendo em um mundo de ciumes que fará desaparecer estes problemas ilusórios pela prática irreal do sumiço.

Pode ser Negação , mais também pode ser a Sublimação que  é a transformação de um impulso inaceitável (inveja agressiva) em uma atividade socialmente aceitável ou criativa (o jogo imaginário de ser mágico).

 

Negação. Laura não conseguiu aceitar perder a total atenção que lhe era dada, justamente porque essa atenção agora seria compatilhada com seu irmão recem-nascido.

O mecanismo expresso é a sublimação, pois a criança transforma o impulso invejoso e agressivo em uma atividade imaginativa (a fantasia de ser um mágico), produzindo uma expressão simbólica e socialmente aceitável da pulsão originalmente recalcada, típica do período de latência.

O mecanismo que aparece na história da Laura é formação reativa, combinada com fantasias de onipotência.

Ela sente uma inveja muito intensa do irmão recém-nascido, mas esse afeto é tão difícil de aceitar que ela faz exatamente o contrário: ao invés de demonstrar ciúme, escapa para um jogo imaginário em que se coloca como alguém poderoso, um “mágico” capaz de controlar tudo.

É como se, diante do sentimento de estar perdendo espaço, ela se defendesse criando uma versão grandiosa de si mesma. Assim, o impulso real — a inveja — fica encoberto. A fantasia de poder funciona como proteção contra a dor de sentir-se pequena ou ameaçada.

No período de latência isso é bem típico: a criança já tem mecanismos mais estruturados e usa defesas mais “arrumadas”, como essa transformação do afeto proibido em seu oposto.

No fundo, o jogo mágico é a forma dela não lidar diretamente com o ciúme, mas ao mesmo tempo expressá-lo de maneira disfarçada.

Formação reativa

A Formação reativa é o mecanismo de defesa expresso na história de Laura.

Laura sente inveja do irmão recém-nascido , um afeto que a domina , mas que ela dificulta a manifestação na análise.  Em vez de expressar a inveja diretamente , ela interpreta o papel de um mágico com poderes para transformar o mundo . Esse comportamento é uma manifestação oposta ao impulso de inveja e ciúme , servindo para negar e ocultar o sentimento original inaceitável.  O mecanismo envolve a substituição por um posto consciente.

Ana Freud (2006) Apresenta a história de Laura uma menina de 6 a 11 anos com a chegada do seu irmão  manifesta inveja e apresentava em algumas ocasiões  ciúme do seu irmão recém nascido e começava a criar curioso papel de mágico  com poderes de transformar ou influenciar de algum modo por meio de seu gesto,que na verdade o ego estava agindo no seu inconsciente  e não  achavater ciúme do irmão .

Citação de IEVI em outubro 29, 2021, 11:28 am

Tem sido uma busca constante na psicanálise o entendimento do aparelho psíquico, investigar e buscar o conhecimento do conteúdo do ego, suas fronteiras e funções e como acontece a sua relação com o mundo externo, como a sua relação com as pulsões do id e com o superego. Segundo Marques (2012, p. 13), ”Freud verificou que os afetos podiam ser deslocados para pensamentos por meio de mecanismos inconscientes que mais tarde ele próprio designou por dissociação, recalcamento e supressão. Mais tarde estes pensamentos poderiam vincular os mesmos afetos a outros objetos, projeção”. Anna Freud, juntamente com seu pai, durante muitos anos  dispensaram uma atenção especial ao estudo dos mecanismos de defesa.

Você foi apresentado à seguinte história: 

Laura estava no período de latência (6 aos 11 anos) e, ao chegar na análise, dificultava o quanto podia a manifestação de um impulso que era estar com inveja de seu irmão recém-nascido (um afeto que dominava inteiramente sua vida), que até na análise era excepcionalmente difícil descobrir algum vestígio desse impulso. Tudo o que a analista podia observar era que, sempre que a paciente tinha uma ocasião para invejar ou estar ciumenta de seu irmão, começava realizando um curioso jogo imaginário, em que ela interpretava o papel de um mágico, com poderes para transformar, ou influenciar de algum outro modo, por meio de seus gestos, o mundo inteiro.

Indique e explique que mecanismo está sendo expresso.

Estamos falando de um mecanismo de defesa que geralmente é desenvolvido em crianças, mais não só em crianças. Nesse caso em específico estamos falando de ciúmes de um irmão que acabara de chegar, o mecanismo em questão, Regressão.

PreviousPage 208 of 211Next