Desafio - Módulo VII
Citação de Everton Souza Lima em novembro 16, 2025, 7:59 pmO Apelo da escrita que enfatiza os crimes relacionando as a imagem faz com que a figura se torne real e de certa forma odiada, no caso descrito, e faz com que a averiguação se torne dificultosa.
O Apelo da escrita que enfatiza os crimes relacionando as a imagem faz com que a figura se torne real e de certa forma odiada, no caso descrito, e faz com que a averiguação se torne dificultosa.
Citação de LEANDRA MÁRCIA DE CARVALHO em novembro 17, 2025, 5:33 pmResposta a pergunta 1:
Uma imagem é percebida como “real” ou “mais real” quando apresenta marcadores visuais que aumentam sua modalidade, isto é, sua credibilidade social. Assim, não é a imagem em si que é real, mas sim a forma como uma sociedade ou grupo social atribui credibilidade a ela. O que parece “real” para uns pode parecer falso para outros, porque credibilidade é uma construção social e cultural, e muda conforme época, valores e interpretações coletivas.
Resposta a pergunta 2:
Os leitores interpretaram a imagem e a notícia como reais devido a vários fatores. A imagem compartilhada no Facebook apresentava características que, para aquele grupo social, se encaixavam no padrão de “realidade”: retrato falado (aparência oficial), narrativa de perigo voltada para crianças, publicação em massa, o que reforça o senso de verdade. As pessoas não viram apenas uma imagem: viram o que já temiam.
Resposta a pergunta 1:
Uma imagem é percebida como “real” ou “mais real” quando apresenta marcadores visuais que aumentam sua modalidade, isto é, sua credibilidade social. Assim, não é a imagem em si que é real, mas sim a forma como uma sociedade ou grupo social atribui credibilidade a ela. O que parece “real” para uns pode parecer falso para outros, porque credibilidade é uma construção social e cultural, e muda conforme época, valores e interpretações coletivas.
Resposta a pergunta 2:
Os leitores interpretaram a imagem e a notícia como reais devido a vários fatores. A imagem compartilhada no Facebook apresentava características que, para aquele grupo social, se encaixavam no padrão de “realidade”: retrato falado (aparência oficial), narrativa de perigo voltada para crianças, publicação em massa, o que reforça o senso de verdade. As pessoas não viram apenas uma imagem: viram o que já temiam.
Citação de Max Maciel Nascimento de Araujo em novembro 19, 2025, 3:57 pmUma imagem é mais real quanto mais consegue replicar fielmente a maneira como percebemos o mundo — e quanto mais se conecta às nossas expectativas subjetivas e emocionais.
ake news se tornam “verdades” porque:apelam para a emoção, exploram falhas cognitivas do cérebro e se espalham em ambientes onde há confiança e pouca verificação.Não é apenas falta de lógica — é funcionamento humano
o.
Uma imagem é mais real quanto mais consegue replicar fielmente a maneira como percebemos o mundo — e quanto mais se conecta às nossas expectativas subjetivas e emocionais.
ake news se tornam “verdades” porque:apelam para a emoção, exploram falhas cognitivas do cérebro e se espalham em ambientes onde há confiança e pouca verificação.Não é apenas falta de lógica — é funcionamento humano
o.
Citação de Kellen Cristina em novembro 19, 2025, 11:32 pm1. A forma como a narrativa é escrita, e a forma como envolve o leitor.
2. Provavelmente, a rede social era uma de confiança do leitor.
1. A forma como a narrativa é escrita, e a forma como envolve o leitor.
2. Provavelmente, a rede social era uma de confiança do leitor.
Citação de Antonio Carlos dos Reis em novembro 20, 2025, 7:56 pmA imagem pós fotográfica, ou seja, sistematizada, organizada, computadorizada , esquematizada e organizada em sequências de fatos, leva o olhar e a sensibilidade das pessoas, sujeitos a concebe-la como real. O alto grau de convencimento, esta na montagem e acabamento dos fatos ordenados e repetições sequenciais.
O que leva as pessoas à concebe-las como real é em primeiro lugar, o ordenamento dos fatos e as relações construidas e também a falta de filtros críticos dos sujeitos, que dão credibilidade à correspondencia dos fatos com a realidade. Ocorrem confusões do que é real e a realidade. Desse modo, o imaginário, o simbólico e o real estão entrelaçados na forma do olhar direcionado, focado e desejado pelas redes sociais, uma vez que reproduziram o fato e atraíram o público.
A imagem pós fotográfica, ou seja, sistematizada, organizada, computadorizada , esquematizada e organizada em sequências de fatos, leva o olhar e a sensibilidade das pessoas, sujeitos a concebe-la como real. O alto grau de convencimento, esta na montagem e acabamento dos fatos ordenados e repetições sequenciais.
O que leva as pessoas à concebe-las como real é em primeiro lugar, o ordenamento dos fatos e as relações construidas e também a falta de filtros críticos dos sujeitos, que dão credibilidade à correspondencia dos fatos com a realidade. Ocorrem confusões do que é real e a realidade. Desse modo, o imaginário, o simbólico e o real estão entrelaçados na forma do olhar direcionado, focado e desejado pelas redes sociais, uma vez que reproduziram o fato e atraíram o público.
Citação de Keila barreto em novembro 20, 2025, 11:47 pmOque caracteriza uma imagem veiculada como real ou mais real que outras :
Imagem veiculadas como "reais" frequentemente exploram a crença na objetividade da fotografia , o uso de detalhes específicos, a falta de manipulação obtida e a apresentação em contextos de autoridade ou confiança, como noticiários ou redes sociais populares . Os leitores provavelmente aceitaram a imagem e a notícia como reais devido a familiaridade e confiança percebida na plataforma de rede social , ao endosso social (curtidas, compartilhamentos) a tendência de as pessoas acreditarem em informações que confirmam suas visões de mundo ( Vieis de confirmação).
Oque caracteriza uma imagem veiculada como real ou mais real que outras :
Imagem veiculadas como "reais" frequentemente exploram a crença na objetividade da fotografia , o uso de detalhes específicos, a falta de manipulação obtida e a apresentação em contextos de autoridade ou confiança, como noticiários ou redes sociais populares . Os leitores provavelmente aceitaram a imagem e a notícia como reais devido a familiaridade e confiança percebida na plataforma de rede social , ao endosso social (curtidas, compartilhamentos) a tendência de as pessoas acreditarem em informações que confirmam suas visões de mundo ( Vieis de confirmação).
Citação de katia oscalis em novembro 21, 2025, 5:30 pmSeria o inconsciente coletivo mostrando sua falta de pudor e ética ?
Seria o inconsciente coletivo mostrando sua falta de pudor e ética ?
Citação de DIEGO BONIFACIO em novembro 25, 2025, 10:39 amQuando eu olho pra esse caso, não consigo enxergar só como uma notícia antiga. Parece mais uma daquelas situações que mostram o quanto a gente ainda não sabe lidar com a força que uma imagem tem. Hoje, a imagem não é só um registro… ela virou quase uma verdade pronta, algo que as pessoas aceitam sem respirar, sem pensar, sem perguntar nada.
E o pior é que isso não acontece porque as pessoas são ruins.
Acontece porque a imagem pega a gente pelo emocional — pega no susto, pega no medo, pega naquilo que já está mal elaborado dentro de nós. A imagem chega primeiro no afeto, depois no pensamento. E quando ela conversa com algum medo coletivo, aí pronto… ela vira “verdade” na mesma hora.Foi isso que aconteceu em Guarujá.
As pessoas já estavam assustadas com aquela ideia de sequestro, crianças, violência… tudo aquilo que mexe com o que é mais sensível pra qualquer um. Então quando aparece um retrato, circulando rápido, vindo de uma página que todo mundo segue, a reação é impulsiva: acreditar.
Nem é uma escolha racional — é emocional.E é aqui que a psicanálise faz sentido: a gente não vê a imagem apenas com os olhos, a gente vê com aquilo que está guardado. Quando o imaginário domina, não vemos o outro como ele é, mas como nossos medos querem que ele seja.
Aquele retrato falado virou o rosto de um pânico coletivo. E Fabiane acabou pagando o preço por algo que nunca teve nada a ver com ela.No fundo, esse caso escancara que uma imagem mal interpretada pode se tornar mais forte que o próprio real.
E isso é muito sério.
Porque enquanto a gente não aprender a respirar antes de compartilhar, antes de julgar, antes de afirmar… outras tragédias podem acontecer da mesma forma: rápidas, impiedosas e injustas.No final, o recado que fica é simples, mas profundo:
antes de acreditar numa imagem, a gente precisa lembrar que existe um ser humano por trás dela — um rosto, uma vida, uma história.
E quando esquecemos disso, abrimos espaço para repetir exatamente o que aconteceu ali: transformar um boato em certeza, e uma certeza falsa em violência real.Que essa história nos lembre, pelo menos, que olhar não é só ver — olhar também é ser responsável.
Quando eu olho pra esse caso, não consigo enxergar só como uma notícia antiga. Parece mais uma daquelas situações que mostram o quanto a gente ainda não sabe lidar com a força que uma imagem tem. Hoje, a imagem não é só um registro… ela virou quase uma verdade pronta, algo que as pessoas aceitam sem respirar, sem pensar, sem perguntar nada.
E o pior é que isso não acontece porque as pessoas são ruins.
Acontece porque a imagem pega a gente pelo emocional — pega no susto, pega no medo, pega naquilo que já está mal elaborado dentro de nós. A imagem chega primeiro no afeto, depois no pensamento. E quando ela conversa com algum medo coletivo, aí pronto… ela vira “verdade” na mesma hora.
Foi isso que aconteceu em Guarujá.
As pessoas já estavam assustadas com aquela ideia de sequestro, crianças, violência… tudo aquilo que mexe com o que é mais sensível pra qualquer um. Então quando aparece um retrato, circulando rápido, vindo de uma página que todo mundo segue, a reação é impulsiva: acreditar.
Nem é uma escolha racional — é emocional.
E é aqui que a psicanálise faz sentido: a gente não vê a imagem apenas com os olhos, a gente vê com aquilo que está guardado. Quando o imaginário domina, não vemos o outro como ele é, mas como nossos medos querem que ele seja.
Aquele retrato falado virou o rosto de um pânico coletivo. E Fabiane acabou pagando o preço por algo que nunca teve nada a ver com ela.
No fundo, esse caso escancara que uma imagem mal interpretada pode se tornar mais forte que o próprio real.
E isso é muito sério.
Porque enquanto a gente não aprender a respirar antes de compartilhar, antes de julgar, antes de afirmar… outras tragédias podem acontecer da mesma forma: rápidas, impiedosas e injustas.
No final, o recado que fica é simples, mas profundo:
antes de acreditar numa imagem, a gente precisa lembrar que existe um ser humano por trás dela — um rosto, uma vida, uma história.
E quando esquecemos disso, abrimos espaço para repetir exatamente o que aconteceu ali: transformar um boato em certeza, e uma certeza falsa em violência real.
Que essa história nos lembre, pelo menos, que olhar não é só ver — olhar também é ser responsável.
Citação de Ailton Teodoro Santos em novembro 25, 2025, 3:12 pm
- Levando em consideração o material do desafio, o aspecto fundamental que caracterizou uma imagem como mais real que outras, residiu no contexto sociocontextual, que é quando a credibilidade de uma imagem é construída por meio do contexto cultural e social em que é veiculada.
- A sociedade brasileira, em geral, não tem o hábito de analisar e questionar notícias e imagens veiculadas, deixando tal tarefa para a mídia em geral. Assim, notícias veiculadas pelos meios de comunicação e, em especial, a mídia estatal, desenvolvem na sociedade brasileira um alinhamento com suas crenças e valores, e portanto, mais aceitável como verídicas, pelo simples fato, de se estar sendo veiculadas na mídia em geral, como foi o caso do retrato falado da suposta sequestradora de crianças feito pela polícia, sendo aceito como verdadeiro pela maioria. Ao tempo que evidencia a importância da imagem na narrativa.
- Levando em consideração o material do desafio, o aspecto fundamental que caracterizou uma imagem como mais real que outras, residiu no contexto sociocontextual, que é quando a credibilidade de uma imagem é construída por meio do contexto cultural e social em que é veiculada.
- A sociedade brasileira, em geral, não tem o hábito de analisar e questionar notícias e imagens veiculadas, deixando tal tarefa para a mídia em geral. Assim, notícias veiculadas pelos meios de comunicação e, em especial, a mídia estatal, desenvolvem na sociedade brasileira um alinhamento com suas crenças e valores, e portanto, mais aceitável como verídicas, pelo simples fato, de se estar sendo veiculadas na mídia em geral, como foi o caso do retrato falado da suposta sequestradora de crianças feito pela polícia, sendo aceito como verdadeiro pela maioria. Ao tempo que evidencia a importância da imagem na narrativa.
Citação de DIEGO BONIFACIO em novembro 25, 2025, 11:02 pmQuando pensamos a imagem pela lente da psicanálise, percebemos que ela nunca é apenas aquilo que vemos. Ela é atravessada por desejos, faltas, idealizações e por toda a trama simbólica que nos constitui. Por isso, a imagem não é só “um registro” do que está acontecendo — é também um recorte afetivo do sujeito sobre o mundo.
A relação compreensiva aparece justamente aí.
Ela diz respeito ao modo como o sujeito interpreta, preenche e dá sentido à imagem. É como se a imagem funcionasse como um espelho onde projetamos aquilo que já carregamos dentro. Não compreendemos o que vemos de forma neutra; compreendemos a partir da nossa história, das nossas feridas, dos nossos ideais e daquilo que gostaríamos que fosse verdade.Ou seja: a relação compreensiva não é com a imagem “em si”, mas com o que a imagem desperta em nós.
Já a relação com o real é de outra ordem — e, dentro da psicanálise, o real não é aquilo que é “factual”, mas aquilo que não se deixa simbolizar plenamente. O real é o ponto que escapa, aquilo que interrompe a nossa narrativa e nos confronta com o que não controlamos.
Enquanto a imagem pode ser organizada, editada, filtrada e interpretada, o real é justamente o que resiste a ser transformado em imagem.Por isso, a tensão entre imagem e real é tão forte hoje.
Vivemos mergulhados em imagens que nos dão a sensação de domínio, de controle, de entendimento — ao mesmo tempo em que nos afastam do encontro com aquilo que é desconfortável, bruto, não editável. A imagem suaviza; o real inquieta.Na psicanálise, esse descompasso aparece muito:
a imagem tenta oferecer uma forma;
o real insiste em mostrar a falta dessa forma.
No fim, a relação compreensiva é o que fazemos para suportar o real.
E a relação com o real é o momento em que a imagem não basta, quando algo nos atravessa sem pedir permissão, revelando que não somos donos da cena — apenas intérpretes de nós mesmos.
Quando pensamos a imagem pela lente da psicanálise, percebemos que ela nunca é apenas aquilo que vemos. Ela é atravessada por desejos, faltas, idealizações e por toda a trama simbólica que nos constitui. Por isso, a imagem não é só “um registro” do que está acontecendo — é também um recorte afetivo do sujeito sobre o mundo.
A relação compreensiva aparece justamente aí.
Ela diz respeito ao modo como o sujeito interpreta, preenche e dá sentido à imagem. É como se a imagem funcionasse como um espelho onde projetamos aquilo que já carregamos dentro. Não compreendemos o que vemos de forma neutra; compreendemos a partir da nossa história, das nossas feridas, dos nossos ideais e daquilo que gostaríamos que fosse verdade.
Ou seja: a relação compreensiva não é com a imagem “em si”, mas com o que a imagem desperta em nós.
Já a relação com o real é de outra ordem — e, dentro da psicanálise, o real não é aquilo que é “factual”, mas aquilo que não se deixa simbolizar plenamente. O real é o ponto que escapa, aquilo que interrompe a nossa narrativa e nos confronta com o que não controlamos.
Enquanto a imagem pode ser organizada, editada, filtrada e interpretada, o real é justamente o que resiste a ser transformado em imagem.
Por isso, a tensão entre imagem e real é tão forte hoje.
Vivemos mergulhados em imagens que nos dão a sensação de domínio, de controle, de entendimento — ao mesmo tempo em que nos afastam do encontro com aquilo que é desconfortável, bruto, não editável. A imagem suaviza; o real inquieta.
Na psicanálise, esse descompasso aparece muito:
-
a imagem tenta oferecer uma forma;
-
o real insiste em mostrar a falta dessa forma.
No fim, a relação compreensiva é o que fazemos para suportar o real.
E a relação com o real é o momento em que a imagem não basta, quando algo nos atravessa sem pedir permissão, revelando que não somos donos da cena — apenas intérpretes de nós mesmos.
