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Desafio - Módulo VIII

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A psicologia social possui diferentes correntes teóricas. A tradicional (ou norte-americana) foca no comportamento do indivíduo em relação ao grupo, com base em métodos experimentais. A sociológica ou europeia enfatiza a influência da sociedade, cultura e história na formação do sujeito. Já a crítica questiona explicações individuais e busca entender os fenômenos sociais ligados a poder, desigualdade e contexto histórico.

Psicologia Social Psicológica esta foca no indivíduo e em como o meio social a qual influencia seus processos mentais e comportamental, e na Psicologia Social Sociológica que enfatiza o grupo, a interação social e os processos macroestruturais e a Psicologia Social Crítica busca transformar a sociedade, superando a visão individualista e naturalizante da psicologia tradicional.

A Psicologia Social está no limite entre a Psicologia e a Sociologia. Isso porque ela busca estudar o comportamento humano no contexto social em que as pessoas estão inseridas. O profissional do ramo não busca apenas analisar e configurar o comportamento individual, mas sim, a forma como o sujeito age perante a sociedade. É como se a mudança buscada fosse muito mais coletiva do que individual. Um dos principais objetivos desse ramo da Psicologia é tornar mais evidente o quanto o indivíduo se encontra conectado ao seu meio social, de modo que ele passe a se sentir parte dele, e não mais um excluído. Segundo as premissas da Psicologia Social, quando em grupo, uma pessoa age de maneira diferente do que se estivesse sozinha. Isso acontece porque a mente coletiva prevalece sobre a individual. Freud e Gustav Le Bon, inclusive, trabalharam essa teoria a partir de seus conceitos de massa e de grupo. Por essa razão, podemos dizer que o contexto ou os estímulos atuam sobre a mente de cada pessoa. É o meio no qual se está inserido que determina padrões de pensamento. Sendo assim, a Psicologia Social estuda, na verdade, as influências da sociedade sobre o indivíduo e vice-versa.

A psicologia Social investiga como o individuo é moldado pela sociedade e, simultaneamente, a influencia. As diferentes correntes teóricas não se anulam, mas se complementam, oferecendo "lentes" distintas para analisar os fenômenos Sociais e a construção da identidade.

A situação apresentada mostra que, para abrir o presente, foi necessário utilizar diferentes ferramentas, porque cada material exigia um instrumento específico. A tesoura funcionou para o plástico, a faca para o papelão e o serrote para a madeira. Nenhuma ferramenta, sozinha, foi suficiente para resolver toda a situação. Da mesma forma, a psicologia social utiliza várias correntes teóricas para compreender a relação entre o indivíduo e a sociedade. Cada corrente funciona como uma "ferramenta" diferente, oferecendo uma maneira específica de analisar o comportamento humano e as interações sociais. Assim, as diferentes correntes teóricas não se anulam, mas se complementam. Cada uma contribui com uma perspectiva própria para explicar a complexidade das relações entre indivíduo e sociedade. A psicologia social precisa de diferentes abordagens para compreender plenamente o comportamento humano em seus diversos contextos sociais.

A diversidade nas correntes e vertentes auxilia na compreenção do ser pois para cada individuo há uma compreenção e uma visão de mundo e cada abordagem complementa a outra.

Assim como a personagem do texto precisou de ferramentas diferentes para abrir uma caixa e revelar o presente que está dentro, a Psicologia Social utiliza diferentes vertentes teóricas para desvendar a complexa relação entre o indivíduo e a sociedade.

A Psicologia Social Sociológica enfatiza o peso das estruturas sociais, da cultura, das instituições e dos grupos. Aqui, o indivíduo é compreendido fundamentalmente a partir do ecossistema social em que está inserido.

A Psicologia Social Psicológica concentra-se nos processos mentais e comportamentais, investigando como nossas percepções, atitudes, emoções e cognições moldam (e são moldadas pelas) interações sociais.

Já a Psicologia Social Crítica vai além da observação para questionar as relações de poder, as desigualdades e as condições históricas que nos atravessam. Seu foco é uma análise transformadora da realidade.

Em vez de competirem entre si, essas correntes se completam: enquanto a Sociológica olha para o macro (a influência do meio), a Psicológica foca no micro (os processos internos do sujeito), e a Crítica questiona o cenário como um todo para propor mudanças. Juntas, elas transformam o que seria uma visão fragmentada em um entendimento profundo e integral da experiência humana.

Pensando nessa analogia da caixa, acho que ela explica super bem como a psicologia social funciona. O 'presente' seria a nossa compreensão de como a gente se relaciona com a sociedade, mas como essa relação é muito complexa, não dá para usar uma ferramenta só.

Do mesmo jeito que você precisa de uma ferramenta diferente para o plástico, o papelão e a madeira, a psicologia social precisa de várias correntes teóricas para dar conta de explicar o comportamento humano. Essas teorias não brigam entre si, elas se completam. Algumas olham mais para como o indivíduo pensa e reage sozinho, enquanto outras focam na influência do contexto histórico e da cultura onde ele está inserido. No fim das contas, usar esse conjunto de 'ferramentas' teóricas é o que permite a gente entender o ser humano de verdade, percebendo que a gente molda a sociedade e, ao mesmo tempo, é moldado por ela.

A relação entre essas vertentes varia entre o embate e a complementaridade. Em relação ao "embate", essa vertente busca leis universais do comportamento em laboratório enquato linha psicológica. Já as linhas "sociológica e crítica" rejeitam a neutralidade científica e exigem que o ser humano seja estudado em seu contexto histórico real. Enquanto que a "complementaridade" se junta com a linha psicológica juntas, elas explicam a totalidade de um fenômeno. Diante do preconceito, por exemplo, a vertente psicológica explica o atalho mental (océrebro), a sociológica explica como ele circula nas conversas (a interação) e a crítica escancara quem lucra com essa exclusão (o poder).

As várias correntes teóricas da Psicologia Social não são necessariamente excludentes. Elas surgem em momentos históricos diferentes e procuram responder à mesma questão fundamental: como se constrói a relação entre indivíduo e sociedade?

  • A perspectiva sociológica: a sociedade molda o indivíduo. - Durkhein enfatizou que a sociedade possui uma realidade própria, que influenci os sujeitos por meio das representações coletivas, normas, valores e instituições. o foco está no pedo do social sobre o individuo.  Já, Lévy-Bruhl, ao estudar as chamadas "mentalidades primitivas", também privilegiou os sistemas culturais compartilhados que organizam a forma de pensar dos grupos. A contribuição mostra que o pensamento humano não é apenas individual; ele é construído culturalmente.
  • A perspectiva psicossocial: o individuo e a sociedade em interação: Moscovici percebeu que não bastava explicar o comportamento apenas pelo indivíduo. Sua Teoria das Representações Sociais propõe uma mediação entre ambos: os sujeitos produzem conhecimentos compartilhados e, ao mesmo tempo, são influenciados por eles. as representações sociais tornam-se uma ponte entre o psicológico e o social. Assim, uma crença social (por exemplo, sobre saúde, gênero ou política) simultaneamente: a) um fenômeno coletivo; b) uma construção simbólica; c) um elemento que orienta comportamentos individuais.
  • A contribuição da psicanálise: o inconsciente na vida social: Freud acrescenta que os fenômenos sociais não são apenas racionais ou culturais; eles também envolvem desejos, afetos e processos inconscientes. Na Teoria das Massas, os vínculos emocionais e as identificações explicam a coesão dos grupos. Já, Jung ampliaa discussão ao propor o inconsciente coletivo, composto por arquétipos e símbolos compartilhados pela humanidade. A contribuição: revela a dimensão simbólica e afetiva que participa da construção da vida social.
  • As três tradições da Psicologia Social contemporânea. a) Psicologia Social Psicológica: procura compreender como os indivíduos percebem interpretam e respondem ao mundo social. Predomina o método experimental e quantitativo. b) Psicologia Social Sociológica: estuda como os significados são construidos nas interações cotidianas. O sujeito é visto como ativo na produção da realidade social. utiliza frequentemente métodos qualitativos e observacionais.
  • Em conjunto, essas correntes mostram que a Psicologia Social é um campo interdisciplinar que articula processos psicológicos, culturais, históricos, simbólicos e políticos, buscando compreender como os seres humanos constroem e são construídos pela vida em sociedade.
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