Relação compreensiva e a Relação com o Real
Citação de Giselda Sousa Alves em abril 29, 2026, 10:47 pmVou iniciar a minha participação no fórum, compartilhando uma experiência relacionada a uma vivência pessoal com o tema abordado. Tenho Tripofobia. A tripofobia é o medo irracional de imagens ou objetos com buracos ou padrões irregulares. Este trauma me causa dor emocional, angústia, ansiedade e pânico quando me deparo com tais imagens, ao ponto de ter crise e precisar tomar ansiolítico, precisar fazer repouso e pode levar até três dias para eu me recuperar totalmente da crise. E ao estudar este tema me veio a memória este problema que tenho, o estudo é sempre válido para agregar positivamente em nossas vidas.
Respostas:
1: a ideia de “imagem mais real” não significa algo objetivamente mais verdadeiro no sentido científico. Ela está ligada a como o sujeito experiência essa imagem em relação aos registros psíquicos — especialmente na teoria de Jacques Lacan.
Lacan propõe três registros fundamentais:
- Imaginário: o campo das imagens, identificações e ilusões (como a própria imagem no espelho).
- Simbólico: o campo da linguagem, das normas e dos significantes.
- Real: aquilo que escapa à simbolização — o que não pode ser totalmente representado ou dito.
Então, paradoxalmente, uma imagem nunca é “o Real” em si, porque o Real justamente é aquilo que não pode ser capturado por imagens ou palavras. Mas algumas imagens podem dar a sensação de serem “mais reais” que outras. Isso acontece quando:
- Elas tocam algo do Real: por exemplo, imagens que causam angústia, choque ou fascínio, porque apontam para algo que não conseguimos explicar totalmente.
- Produzem um efeito de verdade subjetiva: não importa se são objetivamente fiéis; elas “batem” com algo profundo do sujeito.
- Quebram a mediação simbólica: parecem imediatas, cruas, difíceis de colocar em palavras.
Um exemplo clássico seria uma cena traumática: mesmo que seja lembrada de forma distorcida, ela pode parecer mais “real” do que uma percepção cotidiana, justamente porque está ligada ao Real (o impossível de simbolizar completamente).
Uma imagem é sentida como “mais real” não por ser mais fiel ao mundo externo, mas porque ela toca um ponto onde o sujeito encontra algo que escapa à representação, algo que desestabiliza ou intensifica sua experiência.
2: Foram influenciados por uma informação e condicionamento massivo limitando a sua capacidade de discernir, devido ao consumo excesssivo de informações rápidas, não fundamentadas e de acesso fácil, que bombardeiam constantemente o seu público alvo, os internautas-consumeristas, que absorvem informações equivocadas, não elaboradas, e não as filtram.
Vou iniciar a minha participação no fórum, compartilhando uma experiência relacionada a uma vivência pessoal com o tema abordado. Tenho Tripofobia. A tripofobia é o medo irracional de imagens ou objetos com buracos ou padrões irregulares. Este trauma me causa dor emocional, angústia, ansiedade e pânico quando me deparo com tais imagens, ao ponto de ter crise e precisar tomar ansiolítico, precisar fazer repouso e pode levar até três dias para eu me recuperar totalmente da crise. E ao estudar este tema me veio a memória este problema que tenho, o estudo é sempre válido para agregar positivamente em nossas vidas.
Respostas:
1: a ideia de “imagem mais real” não significa algo objetivamente mais verdadeiro no sentido científico. Ela está ligada a como o sujeito experiência essa imagem em relação aos registros psíquicos — especialmente na teoria de Jacques Lacan.
Lacan propõe três registros fundamentais:
- Imaginário: o campo das imagens, identificações e ilusões (como a própria imagem no espelho).
- Simbólico: o campo da linguagem, das normas e dos significantes.
- Real: aquilo que escapa à simbolização — o que não pode ser totalmente representado ou dito.
Então, paradoxalmente, uma imagem nunca é “o Real” em si, porque o Real justamente é aquilo que não pode ser capturado por imagens ou palavras. Mas algumas imagens podem dar a sensação de serem “mais reais” que outras. Isso acontece quando:
- Elas tocam algo do Real: por exemplo, imagens que causam angústia, choque ou fascínio, porque apontam para algo que não conseguimos explicar totalmente.
- Produzem um efeito de verdade subjetiva: não importa se são objetivamente fiéis; elas “batem” com algo profundo do sujeito.
- Quebram a mediação simbólica: parecem imediatas, cruas, difíceis de colocar em palavras.
Um exemplo clássico seria uma cena traumática: mesmo que seja lembrada de forma distorcida, ela pode parecer mais “real” do que uma percepção cotidiana, justamente porque está ligada ao Real (o impossível de simbolizar completamente).
Uma imagem é sentida como “mais real” não por ser mais fiel ao mundo externo, mas porque ela toca um ponto onde o sujeito encontra algo que escapa à representação, algo que desestabiliza ou intensifica sua experiência.
2: Foram influenciados por uma informação e condicionamento massivo limitando a sua capacidade de discernir, devido ao consumo excesssivo de informações rápidas, não fundamentadas e de acesso fácil, que bombardeiam constantemente o seu público alvo, os internautas-consumeristas, que absorvem informações equivocadas, não elaboradas, e não as filtram.
