Relação Compreensiva e a Relação com o Real
Citação de Rafael Malheiros em maio 26, 2026, 2:18 pmO texto aborda a relação entre a perceção humana, a imagem e a realidade, cruzando os conceitos da psicanálise de Jacques Lacan com os três paradigmas históricos da imagem propostos por Santaella e Nöth. A teoria lacaniana estabelece os registos do imaginário (ligado às ilusões, ao eu e ao estádio do espelho), do simbólico (estruturado pela linguagem e cultura) e do real (aquilo que é impossível de representar ou simbolizar). Estes registos correlacionam-se diretamente com a evolução imagística: o paradigma pré-fotográfico (artesanal) associa-se ao imaginário pela sua natureza expressiva e ilusória ; o fotográfico liga-se ao real devido ao choque da captura fragmentada e à impossibilidade de total fidelidade ao objeto ; e o pós-fotográfico (imagens digitais/infográficas) corresponde ao simbólico, pois baseia-se em estruturas matemáticas e lógicas, prescindindo da presença física do objeto no tempo e no espaço. Adicionalmente, discute-se como a interpretação de uma imagem como "real" (no sentido quotidiano de realidade) não constitui uma correspondência objetiva, mas sim uma construção social, cultural e contextual. O ato de ver é apresentado como um processo subjetivo e coletivo, atravessado por filtros e julgamentos históricos que atribuem maior ou menor credibilidade e modalidade às representações visuais. Compreender essa dinâmica relacional e interpretativa, ilustrada também por discussões sobre o documentário A Janela da Alma, é apontado como um passo essencial para desenvolver um olhar mais ético, crítico e democrático face aos conteúdos veiculados pelos meios de comunicação e redes sociais.
O texto aborda a relação entre a perceção humana, a imagem e a realidade, cruzando os conceitos da psicanálise de Jacques Lacan com os três paradigmas históricos da imagem propostos por Santaella e Nöth. A teoria lacaniana estabelece os registos do imaginário (ligado às ilusões, ao eu e ao estádio do espelho), do simbólico (estruturado pela linguagem e cultura) e do real (aquilo que é impossível de representar ou simbolizar). Estes registos correlacionam-se diretamente com a evolução imagística: o paradigma pré-fotográfico (artesanal) associa-se ao imaginário pela sua natureza expressiva e ilusória ; o fotográfico liga-se ao real devido ao choque da captura fragmentada e à impossibilidade de total fidelidade ao objeto ; e o pós-fotográfico (imagens digitais/infográficas) corresponde ao simbólico, pois baseia-se em estruturas matemáticas e lógicas, prescindindo da presença física do objeto no tempo e no espaço. Adicionalmente, discute-se como a interpretação de uma imagem como "real" (no sentido quotidiano de realidade) não constitui uma correspondência objetiva, mas sim uma construção social, cultural e contextual. O ato de ver é apresentado como um processo subjetivo e coletivo, atravessado por filtros e julgamentos históricos que atribuem maior ou menor credibilidade e modalidade às representações visuais. Compreender essa dinâmica relacional e interpretativa, ilustrada também por discussões sobre o documentário A Janela da Alma, é apontado como um passo essencial para desenvolver um olhar mais ético, crítico e democrático face aos conteúdos veiculados pelos meios de comunicação e redes sociais.
