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Desafio - Módulo II

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O gêmeo citado, ja tendo passado do estágio do desamparo, está ja reconhece sua imagem, estando na fase do espelho. Compreende que seu irmão é idêntico a ele, porém ainda sem discernimento de realidade da imagem real, da réplica do espelho, crê que a imagem refletida é seu irmão , e não ele, por serem idênticos. Até que sua mãe aparece e ele evidência o não discernimento do seu eu individual refletido, para a imagem de seu irmão, tendo então essa confusão mental.

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Vinicius Fructuoso

para a psicanálise, o ser humano nasce em estado de desamparo. Isso significa que ninguém consegue sobreviver ou se desenvolver sozinho. Desde o início da vida, precisamos de um outro que cuide, acolha e dê sentido ao que sentimos.

É também através do outro que construímos quem somos. Pela teoria do espelho, entendemos que a nossa identidade se forma a partir do olhar, da resposta e do reconhecimento que recebemos. O outro funciona como um espelho, ajudando-nos a nos ver e a nos compreender. A mãe tem esse papel de ajudá-lo a se compreender.

Precisar do outro éparte da condição humana. Somos constituídos no vínculo, no cuidado e na relação.

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Luan Oliveira AlvesVinicius Fructuoso

No estádio do espelho, o eu se constitui por uma identificação imaginária com uma imagem externa tomada como total e unificada. Em gêmeos, essa identificação pode se apoiar não só no espelho literal, mas também no corpo do outro irmão, que funciona como um duplo especular real.
Assim, ao ver a própria imagem no espelho, o sujeito pode momentaneamente reconhecê-la como o outro, porque o limite entre o corpo próprio e o corpo do semelhante ainda está fragilmente simbolizado, permanecendo preso ao registro imaginário da semelhança extrema.

Essa historia pode simboliza uma dificuldade de estabelecer alguma identidade quando são separados, pois a decisão da mãe pode ser vista como um ato que era necessário para diferenciação e um entendimento melhor de cada um, mas que ocasionou um conflito interno de ansiedade por separação, medo e insegurança.

O irmão que sempre teve ao seu lado ficou adoentado, desta forma sentindo seu afastamento pelo estado que se encontrava de doença, o menino tentou achar uma forma de suprir a ausência do irmão, usando um espelho para refletir sua imagem, tentando relatar a seu consciente que o irmão estava ali com ele.

Os gêmeos fazem tudo sempre juntos, não tem diferença de idade, então todo crescimento é ao mesmo tempo. Na foto é possível perceber um sorridente e o outro mais sério. Nesse foto foto já é possível perceber características diferentes e isso também irá refletir ao longo da vida. Gêmeos idênticos fisicamente mas com comportamentos diferentes, cada um tem suas características individuais.
o menino que fica em casa, ao perceber a ausência do irmãozinho, que foi para a escola, vai ao espelho para brincar com sua própria imagem, na tentativa ilusória de substituir a ausência do irmão. Ao perceber a presença da mãe, mantém a ilusão da brincadeira com o irmão e reclama com a mãe que o irmãozinho não quer brincar.  Isso demonstra o quão sentido ele ficou ao perceber que estava sozinho e projeta o irmão como extensão de si mesmo. Quando o irmão não responde a brincadeira, ele se frustra ao perceber que não controla a brincadeira, entende a fronteira entre ele e o irmão.

O menino não reconhece a si próprio como idêntico ao irmão. Ele reflete ainda a dependência emocional que gêmeos normalmente apresentam e a ligação de vínculo. A interferência da mãe traz um consolo, mas não esclarece as coisas para o menino. O ideal seria que ela colocassem os dois sempre de frente ao espelho e tentasse explicar a razão de se parecerem. É óbvio que dependendo da idade não entenderiam , mas com a constância dessa atitude se reconheceriam. A dependência emocional não se resolveria desta forma, porém com o amadurecimento, com a intervenção familiar e auxílio da escola os irmãos podem ser independentes sem perder o vínculo gemelar.

Mesmo sendo gêmeos, cada um desses irmãos vai se perceber como alguém único com o tempo. No começo, talvez um sirva de “espelho” para o outro, ajudando na descoberta de si mesmo — o que é muito importante no desenvolvimento da identidade.

Mas, mesmo tão parecidos por fora, cada um vai sentir, ouvir e viver experiências diferentes, e isso ajuda a construir o “eu” de cada um. O carinho, os nomes, os gestos e a forma como são tratados pelos adultos ao redor faz com que cada irmão perceba que tem um lugar único no mundo.

A gente se torna quem é a partir do outro — e nesse caso, os dois irmãos vão se ver um no outro, mas também aprender a se diferenciar, a se reconhecer e a se formar como sujeitos singulares.

Ha como perceber que a dependência identitária foi criada por esse irmão, chegando a um tipo de conflito entre o seu Ego, Superego e Id, que não se reconhece como ser único.

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