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Desafio - Módulo II

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Sem perceber que era sua própria imagem refletida no espelho, chamou seu irmão para brincar.

o irmao que ficou ainda nao compreende quem ele e´,  por isso confunde sua imagem com a figura do seu irmao. pois o eu ainda nao foi totalmente desenvolvido.

Considerando o que está sendo estudado neste tópico, sob a proposta de Lacan, em que todo "eu" (ego) é, por estrutura, um duplo. No caso dos gêmeos idênticos, essa dualidade é também física. E, na criança, pode  gerar maior confusão, pois a criança se distingui dos demais ao verse-se "estádio de espelho", no caso de gêmeos pode haver confusão quanto à representação corpórea dele com a do irmão, confundindo-se quanto à própria identidade, como se ambos "roubassem" um do outro a própria autoimagem. Com o passar do tempo, obviamente, os gêmeos criarão diferenças de personalidade (ego), para saciar os problemas gerados pela idêntica representação corporal (imagem). Pois, independente do fato de serem gêmeos, todo indivíduo necessita ter consciência de sua distinta imagem diante do mundo e da sociedade. E, qualquer um que compartilha de "sua" imagem física é um intruso, um rival.

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IsackGarridoMaria Lucia Joaquim de Oliveira Carmo

O estágio do espelho serve para a criança passar da sensação de um "corpo fragmentado" para uma imagem de totalidade. Ao ouvir que o reflexo a rejeita, essa imagem de "Eu" (o Ego) pode ser percebida como hostil ou estranha, gerando a quebra da unidade, com sentimento de angústia em vez do júbilo esperado.
Se a imagem refletida — que é a própria criança — "não quer brincar", como dito pela mãe, a criança internaliza que ela mesma é indesejável, gerando sentimento de rejeição.

A criança olha para a mãe em busca de confirmação: "Este sou eu e sou amado". Quando a mãe atribui uma vontade negativa ao reflexo, ela "desliga" o reconhecimento positivo. Em vez de se alienar em uma imagem idealizada (processo normal), a criança pode se alienar em uma imagem de insuficiência ou exclusão.

Experiências negativas ou falta de validação nesse estágio podem levar ao desenvolvimento de uma autoimagem negativa e insegurança crônica na vida adulta. Já que a criança aprende a se ver através do desejo da mãe, se esse desejo é de separação ou conflito (o "reflexo não quer brincar"), a criança pode ter dificuldades futuras em estabelecer relações de confiança.

O fato do reflexo da criança ser, neste caso específico, o mesma do irmão, por serem gêmeos, pode  gerar relação conturbada entre eles também.

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IsackGarrido

A sua imagem no espelho fez um dos irmãos pensar estar vendo o outro irmão pois eles são iguais que vendo sua imagem não percebeu que era sua imagem e ficou triste que ele não queria brincar com ele

O "estádio do espelho" no caso de irmãos gêmeos pode viver esta exceção: a mesma imagem de si que um dos irmãos gêmeos vê é idêntica ao seu outro irmão gêmeo. Até que alguém lhe explique a diferença entre a imagem real do outro irmão e a sua própria imagem no espelho, el pode se confundir.

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A cena evidencia a constituição do eu na relação com o outro. Para Sigmund Freud, há frustração pela ausência do objeto libidinal. Em Jacques Lacan, manifesta-se o estádio do espelho, com identificação imaginária e alienante. Para Françoise Dolto, a criança simboliza a falta ao atribuir sentido à imagem.

Conclui-se que o eu se estrutura na tensão entre identificação, alteridade e ausência.

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Na Perspectiva Psicanalítica, os irmãos gêmeos intensificam o processo de identificação descrito por Jacques Lacan no "estádio do espelho", pois um funciona como reflexo constante do Outro. Isso pode dificultar, no início, a diferenciação entre "eu"  e "outro"

Ao mesmo tempo, considerando o desamparo inicial apontado por Sigmund Freud, ambos utilizam não só os cuidadores, mas também o próprio irmão como referência para se constituir psiquicamente.

Do ponto de vista comportamental, essa convivência favorece imitação, reforço mútuo e padrões semelhantes de comportamento, já que ambos compartilham ambientes e estímulos.

Assim, o desenvolvimento saudável depende da construção de diferenciação : cada um precisa se perceber como sujeito único, apesar da semelhança . É nesse processo que surgem comparações, rivalidades e individualização, fundamentais para a formação da identidade .

O menino tem dificuldade relacionada ao estado do desamparo quanto ao estádio do espelho. Por nunca ter sido separado do irmão gêmeo a sua percepção de si mesmo está ligada a imagem idêntica do outro, dificultando a identificação de si mesmo.

Ao se ver no espelho , não reconhece a própria imagem  e deduz que é o irmão. Lacan  descreve que o processo de identificação deve ser intermediado pelo outro ( mãe ou substituto).

A angústia da criança está ligada ao desamparo .A criança sozinha não consegue entender essa experiência e necessita que a mãe o auxilie a interpretar
a situação, reconhecer o seu eu para diferenciá-lo do irmão.

O desafio propôs uma reflexão sobre como os conflitos internos podem distorcer a percepção da nossa imagem externa. Foi importante para perceber que a insatisfação com a imagem pessoal muitas vezes tem raízes em questões da constituição psíquica e não apenas em padrões de beleza.

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