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Desafio - Módulo III

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A partir do momento que a pessoa vive em meio as suas ideias (fantasias, delírios) e perde o interesse com a realidade e o mundo externo ela fica inacessível para ser tirada daquela situação.

No caso da esquizofrenia, (...), fomos levados à suposição de que, após o processo de repressão, a libido que foi retirada não procura um novo objeto e refugia-se no ego; isto é, que as catexias objetais são abandonadas, restabelecendo-se uma primitiva condição de narcisismo de ausência de objeto. (FREUD, 1915/1996, p.201).

Ao meu ver, para Freud a esquizofrenia é uma espécie de transtorno mental que impede ou impediu a estruturação do Ego. Isto é, no esquizofrênico o Ego encontra-se fragmentado. A fragmentação do Ego leva o paciente a vivenciar uma espécie fuga da realidade aparentemente incorrigível pela clínica psicanalítica.

Para Freud, no processo de esquizofrenia, a libido passa pelo passa pelo narcisismo, dando origem aos fenômenos megalomaníacos, mas ela se estende ainda mais, e retorna ao auto-erotismo infantil, no mais “completo abandono do amor objetal. Por esse motivo, muitos pesquisadores costumam afirmar que o paciente com esquizofrenia apresenta um estado de depressão e de desmotivação que causa a perda da libido.

Freud acreditava que, na esquizofrenia, há um fenômeno de "desinvestimento" da libido em relação ao mundo externo.

Esse afastamento da libido pode levar a várias consequências:

  1. Retração do Interesse: A pessoa pode perder o interesse em relações interpessoais e na vida social, resultando em um isolamento emocional e social.
  2. Fantasias Internas: Com a libido voltada para dentro, a pessoa pode desenvolver fantasias e delírios, já que os desejos e impulsos não são mais direcionados para a realidade externa.
  3. Desorganização da Personalidade: Essa retirada de libido pode causar uma desorganização nas funções psíquicas, levando a dificuldades em manter uma identidade coerente e uma percepção clara da realidade.
  4. Sintomas Psíquicos: Os sintomas da esquizofrenia, como alucinações e delírios, podem ser vistos como tentativas de a mente lidar com a falta de investimento em objetos externos, criando realidades internas que compensam essa ausência.

Assim, para Freud, a esquizofrenia é um resultado do deslocamento da libido e da incapacidade de canalizá-la de forma saudável em direção ao mundo e às relações.

A hipótese proposta por Freud em relação à esquizofrenia sugere que a libido, normalmente direcionada a objetos externos, é retirada desses objetos e redirecionada para o mundo interno do indivíduo. Isso ocorre como um mecanismo de defesa, onde o eu tenta proteger-se de experiências emocionais dolorosas. Essa retração resulta em uma desintegração da personalidade e na formação de fantasias ou delírios, já que o eu não consegue lidar com a realidade externa. Em resumo, é uma tentativa de manter controle interno diante de uma realidade externa insuportável.

Para o paciente com esquizofrenia, a sua libido é canalizada para as suas fantasias. Desta forma, a libido é descarregada com toda a sua energia no sentido de fazer com que o paciente com esquizofrenia relmente acredite na fantasia que ele criou em sua mente.

Há certamente um conflito existente entre o Id (instintos primitivos) e o Ego (racional), que leva a uma dissociação, levando o indivíduo a se afastar da realidade.

Baseado no que li e absorvi até aqui, entendo que a esquizofrenia é uma "falha" na libido dito como "comum"  , ele passa por uma espécie de Spaltung - impede a conclusão do EU , segundo Freud ; Não conseguindo se equilibrar no ego e permitindo  que o ID controle o seu sitema psiquico .

A troca da libido pode acarretar em uma troca da sua percepção de si, o que pode condicionar o indivíduo a não se entender e de fato ir buscar outra pessoa para se reconhecer nela.

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