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Desafio - Módulo IV

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saotres pilares

linguagem acessivel

preparaçao previa

foco no pasciente

evitar termos tecnicos, para que os pascientes se sintama avontade e saibam se expressar

compartilhar conteudos ou bescopo da reuniao com atencedencia para que todos cheguem preparados.

incentivar a flexibilidade entre profissionais priorizando nescedidade de quem e atendido

comunicaçao com opasciente trabalhos interprofissionais

 

 

Uma proposição que considera os vínculos e a condição de sujeito do usuário possibilita o cuidado horizontal por três motivos principais:

• Rompe a lógica vertical: Ao reconhecer o usuário como sujeito singular (com história, desejos e conflitos próprios), não é mais visto como passivo, e ambos – profissional e usuário – se tornam participantes ativos do processo de cuidado.

• Valoriza a colaboração: Os vínculos estabelecidos transformam a relação de cuidado em algo colaborativo, alinhando-se com o SUS, que concebe o sujeito como agente ativo em sua própria saúde.

• Aborda o sujeito de forma integral: A leitura psicanalítica considera não apenas aspectos físicos, mas também psíquicos e sociais, garantindo que o plano de atendimento seja construído em conjunto e adequado às necessidades do usuário.

Considerar os vínculos entre usuário e profissional e reconhecer o paciente como sujeito possibilita um cuidado horizontal porque rompe com a lógica tradicional em que o profissional ocupa o lugar de autoridade absoluta e o usuário é visto apenas como portador de doença.

Quando entendemos o sujeito a partir de uma perspectiva psicanalítica, percebemos que ele não é apenas um conjunto de sintomas, mas alguém com história, emoções, conflitos inconscientes e relações que influenciam diretamente seu processo de adoecimento e de cuidado. Ignorar isso reduz o atendimento a algo técnico e fragmentado.

Ao valorizar os vínculos, o cuidado passa a ser construído na relação. O usuário deixa de ser passivo e torna-se participante ativo do seu próprio processo de saúde. Isso fortalece a corresponsabilidade e cria um espaço mais humanizado, em que há escuta, diálogo e reconhecimento da singularidade.

De forma crítica, é possível perceber que sem essa mudança de postura o cuidado tende a reproduzir desigualdades de poder e silenciar a subjetividade do paciente. Portanto, considerar o sujeito e suas relações não é apenas uma escolha metodológica, mas uma postura ética que sustenta um modelo de atenção mais integral e coerente com os princípios do SUS.

Considerar os vínculos entre usuário e profissional e reconhecer o usuário como sujeito permite um cuidado horizontal, baseado na escuta, no diálogo e na participação ativa do sujeito. Assim, o cuidado deixa de ser apenas técnico e torna-se mais humanizado e compartilhado.

Cada ser humano e diferente inpendentemente da escola de estudo por isso que eu acredito que a aplicacao da pretica terapeuta dessa ser, personalizada.

Em suma, a horizontalidade se estabelece quando o encontro clínico deixa de ser uma "intervenção sobre um corpo" para se tornar um encontro entre sujeitos, onde a palavra do usuário tem poder de guiar a investigação e o acompanhamento do caso.

Considerar o sujeito e os vínculos como ponto de partida possibilita a constituição de um espaço horizontal porque desloca o cuidado de uma lógica hierárquica, centrada no saber técnico, para uma lógica relacional, em que o cuidado é produzido na interlocução entre sujeitos.

Trata-se de sustentar um espaço em que o profissional não ocupa o lugar de quem sabe sobre o outro, mas de quem constrói, com o outro, possibilidades de cuidado.

Esse plano de atendimento convoca o usuário a um lugar ativo, tende a aumentar a adesão e permite um acompanhamento mais consistente onde a equipe passa a trabalhar de forma menos fragmentada.

Acredito que gere uma relação de confiança e comunicação entre as partes. É importante ressaltar que o usuário é um sujeito e não um objeto, assim torna o espaço humanizado e acolhedor, facilitando o diálogo no processo terapêutico.

Reunião para discussão da proposta

A proposição de considerar o sujeito e os vínculos estabelecidos no espaço de saúde como ponto de partida para o cuidado fundamenta-se em uma leitura psicanalítica que compreende o indivíduo para além de sua condição biológica. Na perspectiva psicanalítica, o sujeito é constituído na linguagem, na história e nas relações, sendo atravessado por dimensões inconscientes que influenciam sua forma de vivenciar o adoecimento e o tratamento.

Ao reconhecer o usuário como sujeito de desejo, e não apenas como portador de sintomas, desloca-se o modelo vertical de cuidado — centrado na autoridade técnica do profissional — para uma dimensão horizontal, na qual o cuidado é construído na relação. Essa perspectiva dialoga diretamente com o paradigma do Sistema Único de Saúde, que valoriza a promoção da saúde, a participação ativa e a corresponsabilização dos sujeitos no processo de atenção.

Sob a perspectiva psicanalítica, é fundamental considerar ainda que o vínculo estabelecido entre profissional e usuário é atravessado pelo fenômeno da transferência. O usuário não se relaciona apenas com a figura objetiva do profissional, mas também com significações inconscientes que atualizam experiências anteriores. Da mesma forma, o profissional também é implicado subjetivamente nesse encontro. Reconhecer a transferência como elemento constitutivo da relação de cuidado impede a neutralização artificial do vínculo e favorece uma prática mais ética e horizontal, na medida em que ambos são compreendidos como sujeitos implicados na produção do cuidado.

Assim, considerar o sujeito e as relações no espaço de saúde significa reconhecer que o cuidado não se reduz à aplicação de protocolos, mas se constrói no laço, na escuta e na produção compartilhada de sentidos. É justamente essa implicação mútua que possibilita a constituição de um espaço de cuidado verdadeiramente horizontalizado.

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