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Desafio - Módulo IV

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Entendo como HORIZONTALIZADA um modelo de atendimento que contemple todo o universo relacional do paciente, seja familiar, profissional, amizades, enfim. Sendo assim seria possível abranger todas as áreas da vida desse paciente e o colocadondo como protagonista do seu próprio processo de atendimento e cura.

Entendo como HORIZONTALIZADA um modelo de atendimento que contemple todo o universo relacional do paciente, seja familiar, profissional, amizades, enfim. Sendo assim seria possível abranger todas as áreas da vida desse paciente e o colocadondo como protagonista do seu próprio processo de atendimento e cura.

Numa perspectiva psicanalitica e horizontalizada, a relação deixa de ser hierarquica ,os vinculos e a condição de sujeito de ambos tornam possível construir um espaço de cuidado igualitário, onde o conhecimento e a escuta são compartilhados.

Deve levar em conta situação do paciente, e assim fazer com que esse se sinta o mais confortável possível. Acolher nessas horas é essencial.

Quarta-feira, 10 de junho de 2026

O Sujeito e a Construção Compartilhada do Cuidado

Propor um cuidado que considere os vínculos entre usuários e profissionais, reconhecendo o paciente como sujeito de sua própria história, possibilita a construção de um espaço de cuidado horizontal. Nesse modelo, o indivíduo deixa de ser apenas objeto de intervenção técnica e passa a participar ativamente das decisões sobre seu tratamento.

A horizontalidade não reduz a importância do conhecimento especializado. Pelo contrário, valoriza o diálogo entre diferentes saberes. O profissional contribui com sua formação técnica, enquanto o usuário oferece sua experiência de vida, seus valores e sua compreensão do próprio sofrimento. O cuidado torna-se uma construção compartilhada.

Sob a perspectiva psicanalítica, essa abordagem é fundamental, pois reconhece que cada sujeito atribui significados singulares à sua experiência. Escutar o paciente não é apenas obter informações, mas acolher sua subjetividade e sua participação no cuidado de si.

Além disso, a psicanálise pode contribuir para a integração da equipe, favorecendo a compreensão dos vínculos entre paciente, profissionais e instituição. Dessa forma, fortalece a confiança, a corresponsabilização e a construção de estratégias de cuidado mais humanizadas.

Roberto Melo

Estudante de Psicanálise Clínica – Instituto IEVI

Porque precisa avaliar o contexto global , em todas as suas vertentes, sociais, politicas, econômicas, cultural.
A rigidez pode ser limitadora e existe a necessidade de outros colaboradores para fazer essa avaliação multidisciplinar

Segundo a leitura psicanalítica, uma proposição que reconhece os vínculos entre usuários e profissionais e considera o usuário como sujeito de sua própria história favorece a constituição de um espaço de cuidado horizontal porque rompe com uma lógica hierárquica em que o profissional é o único detentor do saber.

Na psicanálise, o sujeito não é visto apenas como portador de sintomas ou doenças, mas como alguém que possui desejos, experiências, significados e uma singularidade própria. Dessa forma, o cuidado passa a ser construído por meio da escuta e do diálogo, valorizando a subjetividade do usuário.

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À princípio, o relacionamento entre profissional de saúde e paciente precisa gerar conforto e confiança. O paciente, muitas vezes já vem fragilizado para a consulta, e é muito importante ele receber a atenção  que comunica que sua vida importa. Importante ser entendido e entender os termos técnicos usados geralmente pela equipe médica. Aqui entra a importância do trabalhar de uma equipe multidisciplinar, com um atendimento sistêmico, incluindo a análise psicológica do paciente, considerando que nos dias atuais o "ser ouvido" é  significativamente curativo e que muitas das enfermidades provém de raiz emocional e comportamental.

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Uma proposta que considera os vínculos entre usuário e profissional e reconhece a condição de sujeito daquele que busca atendimento possibilita a construção de um espaço de cuidado horizontal porque valoriza a singularidade, a escuta e a participação ativa do usuário no processo terapêutico. Sob a perspectiva psicanalítica, o sujeito não é reduzido ao diagnóstico ou à doença, mas compreendido em sua história de vida, desejos, conflitos, sofrimentos e relações.

Nesse contexto, a relação estabelecida entre profissional e usuário torna-se um importante instrumento de cuidado. A criação de um vínculo baseado na confiança e no respeito favorece a expressão das demandas subjetivas e contribui para uma compreensão mais ampla do sofrimento apresentado. Além disso, a transferência desempenha um papel fundamental nesse processo, pois o usuário pode direcionar ao profissional sentimentos, expectativas e significados construídos em experiências anteriores. O reconhecimento e o manejo ético desse fenômeno permitem uma escuta mais qualificada e uma compreensão mais profunda das necessidades do sujeito.

Dessa forma, o cuidado deixa de ser centrado exclusivamente no saber técnico do profissional e passa a ser construído de maneira compartilhada, reconhecendo o usuário como protagonista de seu processo de saúde. Essa perspectiva está alinhada aos princípios do SUS e da humanização da atenção à saúde, promovendo a corresponsabilização, a autonomia e o reconhecimento da subjetividade. Assim, a horizontalidade se concretiza por meio do diálogo, da escuta qualificada e da construção conjunta das estratégias de cuidado e acompanhamento.

Para que haja um espaço de cuidado horizontal, é necessária uma mudança de paradigma dentro de todo o sistema de saúde existente, seja público ou privado. O profissional da saúde deve olhar para o paciente como um indivíduo que, além de suas patologias, tem um histórico de vivências e afetos que podem atravessá-lo física e psicologicamente, oferecendo tanto um tratamento para o seu corpo biológico quanto suporte e acompanhamento psicológico.

O atendimento por uma equipe interdisciplinar permite que o paciente seja avaliado em sua totalidade, observando as manifestações clínicas que, muitas vezes, são causadas pelo sofrimento psíquico. Ao olhar para o paciente como um sujeito e fazer com que ele se sinta acolhido, é possível estabelecer uma relação de confiança, trazendo-o para o tratamento como um sujeito ativo.

Nem todos os profissionais de saúde são naturalmente empáticos, porém, o bom profissional que age de acordo com a ética necessária para o exercício de sua profissão, mesmo que atue apenas pelo dever técnico de seu ofício, é plenamente capaz de estabelecer essa relação de humanização no atendimento ao paciente.

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