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Desafio - Módulo IV

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O vínculo entre profissional e paciente possibilita um cuidado mais humano e menos engessado. Deixamos de ter uma pessoa com problemas e passamos a ter alguém com história, sentimentos e opiniões sobre o próprio tratamento. Isso cria um espaço mais horizontal porque o profissional não decide tudo sozinho. Ele escuta e constrói o cuidado junto com o paciente, que possivelmente participará mais e entenderá melhor o que está acontecendo, tendo como consequência mais envolvimento no tratamento.

Ao realizar uma análise em grupo, torna-se possível determinar com maior 
precisão as ferramentas viáveis ​​para o paciente/sujeito de forma personalizada, 
atendendo às suas necessidades, sem aplicar um tratamento uniforme que 
certamente não produzirá bons resultados.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços de saúde comunitários e abertos, que fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Eles funcionam como locais de referência e tratamento para pessoas que enfrentam sofrimento mental grave e duradouro. Esses centros oferecem um cuidado intensivo, voltado para a comunidade, e promovem a valorização da vida. O objetivo dos CAPS é atender a população da região em que estão inseridos, garantindo acompanhamento clínico e facilitando a reintegração social dos usuários por meio de atividades de trabalho, lazer, defesa dos direitos civis e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Dessa forma, os CAPS atuam como alternativas aos hospitais psiquiátricos, trabalhando em conjunto com outros serviços da RAPS.

Esses serviços substitutivos surgiram como uma resposta crítica ao modelo biomédico tradicional e às antigas concepções sobre a loucura. Eles nasceram no contexto da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB), que buscou superar a violência e as condições desumanas presentes nos hospitais psiquiátricos, resultado de um longo processo de luta por direitos diante das dificuldades sociais enfrentadas. A partir de 2003, o Ministério da Saúde passou a focar nos processos de humanização da saúde, promovendo iniciativas que se consolidaram como políticas públicas. Essas ações contribuíram para o fortalecimento do SUS, propondo mudanças nas formas de trabalho e na gestão da atenção à saúde.

"Considerando o caso clínico, eu proporia uma estratégia de Cuidado Integral que vá além do setting terapêutico individual. Sugiro a construção de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) que integre as sessões de psicanálise à Terapia Ocupacional, promovendo a reinserção social e a expressão do sujeito. Além disso, é fundamental realizar o matriciamento da equipe multidisciplinar (médicos e enfermagem). Esse treinamento deve focar na escuta qualificada e na compreensão do sujeito, garantindo que todos os profissionais atuem na manutenção de um espaço horizontal e consigam avaliar a evolução do caso sob uma perspectiva psicossocial e não apenas biológica."

Faria uma reunião com a equipe multidisciplinar para um estudo de caso, no objetivo de juntos, trazer a melhor  forma para a condução da demanda apresentada.

Primeiro devemos reunir com todos os nossos colegas de equipe, para discutir o assunto em qual vamos aplicar a melhor terapia para o paciente. Nessa reunião vamos dividir por etapas os assuntos, assim analisar com muito cuidado cada tópico abordado. Por fim chamamos o paciente e a família e explicar o método mais adequado de terapia para o paciente.

Penso que o olhar contextualizado e relacional entre paciente e profissional favorece a construção de uma confiança dialógica entre ambos, de modo que o paciente possa expressar suas necessidades, para além dos sintomas biológicos que possam ou não indicar algum tipo de adoecimento. Neste espaço horizontal de diálogo, o paciente deixa de ser só corpo, manifestando-se nas múltiplas dimensões que o constituem enquanto sujeito.

Cria sempre um ambiente seguro e confortável para paciente. Cuidada do bem estar e saúde mental. Como todo preparado e organização profissionalismo que tem por necessidade de cuidar de pessoas transformador vidas.

O espaço de atenção à saúde deveria ser um local onde tanto os usuários quanto a equipe técnica pudessem estabelecer uma relação de significado e validação. Um dos grandes problemas de espaços como hospitais e locais de atendimento é a ocorrência de um fenômeno conhecido com despersonalização do sujeito. Este tema foi estudado em primeiro lugar por Erving Goffman em seu livro "Manicômios, Prisões e Conventos". Essa despersonlização ocorre quando as pessoas são tratadas apenas como sintomas e números. Dessa maneira para se atingir um espaço de cuidado horizontal, sim pé necessário se possibilite condições de vinculo entre usuários e profissionais para que o sujeito do sintoma possa se expressar e dar significado à sua dor.

O ambiente de cuidado em saúde se constrói a partir do encontro entre os profissionais e as pessoas que usam o serviço. Cada um ocupa um lugar diferente nessa relação, mas ambos buscam o mesmo objetivo: o cuidado. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), houve uma mudança na forma de pensar a saúde. O foco passou a ser a promoção, e os usuários deixaram de ser apenas receptores passivos para se tornarem sujeitos ativos, participando diretamente das ações de cuidado.                                                                                                       Imagine que você integra uma equipe multiprofissional em um serviço público de saúde e participa de uma reunião para discutir um caso clínico. Durante a conversa, surge a necessidade de elaborar um plano de atendimento e investigação. Esse plano deve permitir que a equipe colete dados e acompanhe como o caso evolui. Você entra na discussão e sugere que o paciente e as relações que ele estabelece no serviço de saúde sejam o ponto de partida do cuidado. Essa proposta defende um cuidado mais horizontal, sem hierarquia rígida entre profissional e usuário. A ideia se apoia numa visão psicanalítica do sujeito e dos vínculos, indicando um outro caminho para organizar a atenção em saúde.

Diante disso, por que considerar os laços entre usuário e profissional e a posição do sujeito ajuda a criar um espaço de cuidado mais horizontal?

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