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Desafio - Módulo I

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Após uma análise mais aprofundada sobre os motivos que levam Eduardo a tomar tais atitudes, será necessário canalizar essa energia utilizada de forma errática para outras atividades prazerosas e construtivas, sempre com orientação.

Em resumo, a concepção freudiana sobre a manutenção da ordem social destaca o conflito entre os impulsos do indivíduo e as regras da sociedade, a repressão como mecanismo de organização social e o mal-estar como consequência da necessidade de controlar os desejos. Essa perspectiva crítica à civilização e à cultura questiona a ideia de que a ordem social é natural e harmônica, e aponta para o sofrimento psíquico que pode ser causado pela repressão dos desejos. 

Deveriam  acompanhar melhor o convívio familiar dele e   verificar o porquê de seus comportamentos agressivos se isso ele estáva presenciando na própria família, desenvolver uma análise baseada na livre fala e tentar buscar caminhos de entendimento e ajuda .

Sobre a questão apresentada, três ações importantes seriam: Conversar com o menino e sua família procurando entender a história e qdo/como tais comportamentos iniciaram, como o menino é em casa, escola e demais ambientes.
Orientá-los à trabalhar o emocional através de terapia, e o pq de tal agressividade.

Sugerir a inclusão em esportes para melhorar a interação social e descarregar a raiva é demais sentimentos.

Bom , de início eu iria investigar de onde partiu tanto ódio gratuito por pessoas que não lhe causaram nada , se é uma forma de se sentir melhor consigo mesmo diante da sua situação de vida . Possa ser que ele sofra essa repressão dentro de casa e queira externa-la para se sentir um pouco mais "aliviado" , por ex: Se fazem comigo eu posso fazer com o outro, mas sempre mais fraco que eu , já que eu sou o "mais fraco" dentro do meu lar. Segundo , tentaria usar a escuta como uma ajuda , deixa-lo falar , colocar para fora o que tem guardado dentro de si e não pode expor e por fim , indicaria uma atividade como por ex um esporte que lhe desse disciplina e ele pudesse colocar para fora toda a energia que tem , mas de forma positiva , como por ex : box , muay thai , jiu jitsu... se por algum acaso ele não se identificasse com uma dessas opções , escolheriamos juntos o que mais o acalma e da prazer e possa trazer a serenidade e disciplina que precisa!

Primeiramente faria uma anamnese para investigar a vida do adolescente em seu contexto familiar, pois estar em uma comunidade violenta não seria motivo suficiente uma vez que os outros adolescentes conseguiram contornar.

Após análise de informações, inserí-lo em atividades que o ajudem a sublimar os instintos do ego, já que não consegue fazer isso de forma natural, como deveria ser. Podem ser esportivas, de artes, ou aquilo que se encaixar com seu perfil que faça com que ele descarregue a ira.

Encaminhar também para terapia caso as atividades não sejam suficientes, uma vez que ele pode ter alguma doença de base, como transtorno de personalidade.

Para contribuir com a mudança de comportamento de Eduardo a partir da perspectiva freudiana da sublimação, proponho as seguintes ações:

  1. Oficina de Produção Musical e Expressão Corporal:
    Criar um espaço em que Eduardo possa canalizar sua energia agressiva e sua necessidade de expressão em atividades como o rap, a percussão ou a dança. A música é uma poderosa via de sublimação, pois permite que o sujeito traduza sua dor e revolta em linguagem artística, construindo identidade e pertencimento. Isso o ajudaria a se sentir ouvido e valorizado.

  2. Projeto de Mentoria com Crianças Menores:
    Inverter o papel que ele exerce de forma opressora em sala. Eduardo poderia ser convidado a orientar crianças mais novas em atividades lúdicas, com apoio de um mediador adulto. Ao assumir o papel de exemplo, ele experimenta uma nova forma de poder — construtiva, cuidadora e simbólica — o que pode mobilizar processos internos de empatia e pertencimento.

  3. Grupo Terapêutico com Atividades de Autoconhecimento:
    Incluir Eduardo em rodas de conversa e dinâmicas reflexivas com foco no autoconhecimento, autorregulação emocional e histórias de vida. Com apoio psicológico, ele poderia ressignificar sua trajetória e transformar sua dor em força criativa. Nessas atividades, impulsos destrutivos encontram vazão pela palavra e pelo pensamento, fortalecendo seu ego e sua autoestima.

Essas ações, alinhadas ao conceito de sublimação, não visam apenas conter comportamentos inadequados, mas oferecer vias de transformação real, permitindo que Eduardo se reconheça como sujeito capaz de construir — e não apenas reagir.

Conhecer a realidade do Eduardo, sua família, onde mora, o que ele faz no seu cotidiano. Tudo isso faz parte de quem ele é. Buscar diálogo com as pessoas que convivem de fato com ele. Num segundo momento iniciar uma abordagem sutil, aproximação, dispondo de ferramentas voltadas para anamnese da realidade da criança, para então investigar onde está o possível foco que possa explicar o modo como encara a realidade que o cerca. Acompanha-lo no sentido de desenvolver nele atitudes de auto confiança. Através da busca da compreensão da realidade do garoto, desenvolver com ele e com foco nele, atividades onde possa ver a vida por uma nova perspectiva. Dispor de atividades que o leve a superar e a se sentir capaz de superar seus conflitos.

  • Prática de esportes - Atividades físicas, como artes marciais, futebol ou atletismo, podem ser uma excelente forma de canalizar a energia agressiva para um ambiente estruturado e disciplinado. Além de promover o autocontrole, os esportes ensinam respeito e cooperação.
  • Expressão artística – Incentivar Eduardo a se envolver com pintura, música, teatro ou escrita pode ser uma maneira eficaz de transformar emoções intensas em criatividade. A arte permite que ele expresse sentimentos de forma segura e construtiva.
  • Atividades voluntárias – Participar de projetos sociais ou comunitários pode ajudar Eduardo a desenvolver empatia e encontrar um propósito maior. Trabalhar em equipe e ajudar outras pessoas pode reduzir comportamentos agressivos e fortalecer habilidades sociais.

OBS: Antes de tudo isso, construir uma relação segura com Eduardo para conhecer sua história de vida/familiar/escolar.

Com base na compreensão freudiana da sublimação, que é um processo psicológico onde impulsos socialmente inaceitáveis são transformados em comportamentos socialmente valorizados e produtivos, podemos propor ações para Eduardo. A agressividade e a opressão são manifestações de uma energia psíquica que, se não canalizada adequadamente, pode se voltar para o comportamento destrutivo. O objetivo é redirecionar essa energia para atividades construtivas e que lhe tragam reconhecimento positivo.

A seguir, três ações que poderiam ser implementadas para favorecer a mudança de comportamento de Eduardo:

  1. Incentivo à Prática de Artes Marciais ou Esportes Coletivos de Alta Disciplina:

    • Ação: Inscrever Eduardo em aulas de artes marciais (como judô, karatê, jiu-jítsu) ou esportes coletivos que exijam disciplina rigorosa e respeito às regras, como futebol.
    • Benefício (Sublimação): As artes marciais, em particular, oferecem um ambiente altamente estruturado onde a energia agressiva e a necessidade de controle físico são canalizadas para o aprendizado de técnicas, disciplina, respeito aos mestres e colegas, autocontrole e superação pessoal. A competição ocorre dentro de regras estritas, transformando a agressão bruta em foco, destreza e autodisciplina. O desejo de "dominar" ou "opressão" é substituído pela busca de maestria, resiliência e respeito mútuo, o que pode trazer a ele o reconhecimento dos pares de forma positiva.
  2. Proporcionar Oportunidades de Liderança Construtiva e Mentoria:

    • Ação: Identificar e criar oportunidades para que Eduardo assuma papéis de liderança que exijam responsabilidade e cuidado com os outros, especialmente com os mais novos. Isso pode incluir ser monitor em atividades escolares, líder de equipe em projetos sociais ou esportivos, ou até mesmo um "irmão mais velho" em programas de voluntariado com crianças.
    • Benefício (Sublimação): O comportamento "opressivo" de Eduardo com os mais novos pode ser ressignificado. Ao ser colocado em uma posição onde sua energia de influência é direcionada para guiar, proteger e inspirar, o desejo de "dominar" se transmuta em responsabilidade, empatia e a construção de um impacto positivo. A validação e o reconhecimento viriam de sua capacidade de auxiliar e liderar construtivamente, e não de agredir ou oprimir, fomentando um senso de valor próprio através de contribuições sociais.
  3. Engajamento em Atividades de Expressão Criativa de Alta Intensidade ou Desafios Físicos Controlados:

    • Ação: Oferecer a Eduardo a oportunidade de participar de atividades que permitam a expressão de emoções intensas ou o dispêndio de energia de forma controlada e criativa. Exemplos incluem aulas de teatro (especialmente papéis que exigem intensidade emocional e física controlada), tocar instrumentos de percussão ou envolver-se em esportes radicais supervisionados (como skate, escalada em muro) que exigem foco extremo e superação de limites pessoais em um ambiente seguro.
    • Benefício (Sublimação): A energia e a inquietude que podem levar à agressão seriam canalizadas para a expressão artística ou para a superação de desafios físicos de forma controlada. No teatro, por exemplo, ele poderia explorar e descarregar emoções intensas de personagens, aprendendo a modular e compreender essas forças internas. Nos esportes radicais, a busca por adrenalina e a superação de medos seriam transformadas em disciplina e realização pessoal, gerando um senso de competência e reconhecimento positivo por seus feitos e não por conflitos.

Essas ações, ao canalizar as energias de Eduardo para fins socialmente aceitáveis e gratificantes, podem gradualmente remodelar seu comportamento agressivo em atitudes mais adaptativas e construtivas, promovendo sua integração e bem-estar social.

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