Desafio - Módulo I
Citação de Max Maciel Nascimento de Araujo em novembro 17, 2025, 10:09 pmA partir da compreensão freudiana de sublimação, entendida como o processo pelo qual impulsos internos (muitas vezes agressivos, impulsivos ou sexualizados) são redirecionados para atividades socialmente aceitas e produtivas, é possível pensar em ações que favoreçam uma mudança positiva no comportamento de Eduardo. Três possibilidades seriam:
1. Incentivo a atividades artísticas ou expressivas
Promover a participação de Eduardo em práticas como desenho, música, teatro, escrita ou dança pode canalizar suas tensões internas para formas criativas e socialmente valorizadas. A arte oferece um espaço seguro para expressão simbólica, permitindo que conteúdos emocionais sejam transformados em produção estética.
2. Envolvimento em esportes ou atividades físicas estruturadas
A prática esportiva — especialmente em modalidades coletivas — ajuda a converter impulsos de energia e agressividade em disciplina, cooperação e autocontrole. O esporte funciona como uma via de sublimação ao estabelecer regras claras, objetivos e recompensas, favorecendo a reorganização do comportamento.
3. Participação em projetos sociais, educativos ou de responsabilidade comunitária
Engajar Eduardo em atividades que exigem responsabilidade e utilidade social, como projetos escolares, ações ambientais ou voluntariado, permite que ele transforme suas motivações internas em ações construtivas reconhecidas pela comunidade. Isso reforça sua autoestima, amplia seu senso de pertencimento e fortalece seu papel social.
Essas três estratégias utilizam o potencial da sublimação para transformar impulsos em comportamentos positivos, colaborando tanto para o desenvolvimento pessoal de Eduardo quanto para a manutenção da ordem social descrita por Freud.
A partir da compreensão freudiana de sublimação, entendida como o processo pelo qual impulsos internos (muitas vezes agressivos, impulsivos ou sexualizados) são redirecionados para atividades socialmente aceitas e produtivas, é possível pensar em ações que favoreçam uma mudança positiva no comportamento de Eduardo. Três possibilidades seriam:
1. Incentivo a atividades artísticas ou expressivas
Promover a participação de Eduardo em práticas como desenho, música, teatro, escrita ou dança pode canalizar suas tensões internas para formas criativas e socialmente valorizadas. A arte oferece um espaço seguro para expressão simbólica, permitindo que conteúdos emocionais sejam transformados em produção estética.
2. Envolvimento em esportes ou atividades físicas estruturadas
A prática esportiva — especialmente em modalidades coletivas — ajuda a converter impulsos de energia e agressividade em disciplina, cooperação e autocontrole. O esporte funciona como uma via de sublimação ao estabelecer regras claras, objetivos e recompensas, favorecendo a reorganização do comportamento.
3. Participação em projetos sociais, educativos ou de responsabilidade comunitária
Engajar Eduardo em atividades que exigem responsabilidade e utilidade social, como projetos escolares, ações ambientais ou voluntariado, permite que ele transforme suas motivações internas em ações construtivas reconhecidas pela comunidade. Isso reforça sua autoestima, amplia seu senso de pertencimento e fortalece seu papel social.
Essas três estratégias utilizam o potencial da sublimação para transformar impulsos em comportamentos positivos, colaborando tanto para o desenvolvimento pessoal de Eduardo quanto para a manutenção da ordem social descrita por Freud.
Citação de Max Maciel Nascimento de Araujo em novembro 17, 2025, 10:23 pmA partir da compreensão freudiana de sublimação, entendida como o processo pelo qual impulsos internos (muitas vezes agressivos, impulsivos ou sexualizados) são redirecionados para atividades socialmente aceitas e produtivas, é possível pensar em ações que favoreçam uma mudança positiva no comportamento de Eduardo. Três possibilidades seriam:
1. Incentivo a atividades artísticas ou expressivas
Promover a participação de Eduardo em práticas como desenho, música, teatro, escrita ou dança pode canalizar suas tensões internas para formas criativas e socialmente valorizadas. A arte oferece um espaço seguro para expressão simbólica, permitindo que conteúdos emocionais sejam transformados em produção estética.
2. Envolvimento em esportes ou atividades físicas estruturadas
A prática esportiva — especialmente em modalidades coletivas — ajuda a converter impulsos de energia e agressividade em disciplina, cooperação e autocontrole. O esporte funciona como uma via de sublimação ao estabelecer regras claras, objetivos e recompensas, favorecendo a reorganização do comportamento.
3. Participação em projetos sociais, educativos ou de responsabilidade comunitária
Engajar Eduardo em atividades que exigem responsabilidade e utilidade social, como projetos escolares, ações ambientais ou voluntariado, permite que ele transforme suas motivações internas em ações construtivas reconhecidas pela comunidade. Isso reforça sua autoestima, amplia seu senso de pertencimento e fortalece seu papel social.
Essas três estratégias utilizam o potencial da sublimação para transformar impulsos em comportamentos positivos, colaborando tanto para o desenvolvimento pessoal de Eduardo quanto para a manutenção da ordem social descrita por Freud.
A partir da compreensão freudiana de sublimação, entendida como o processo pelo qual impulsos internos (muitas vezes agressivos, impulsivos ou sexualizados) são redirecionados para atividades socialmente aceitas e produtivas, é possível pensar em ações que favoreçam uma mudança positiva no comportamento de Eduardo. Três possibilidades seriam:
1. Incentivo a atividades artísticas ou expressivas
Promover a participação de Eduardo em práticas como desenho, música, teatro, escrita ou dança pode canalizar suas tensões internas para formas criativas e socialmente valorizadas. A arte oferece um espaço seguro para expressão simbólica, permitindo que conteúdos emocionais sejam transformados em produção estética.
2. Envolvimento em esportes ou atividades físicas estruturadas
A prática esportiva — especialmente em modalidades coletivas — ajuda a converter impulsos de energia e agressividade em disciplina, cooperação e autocontrole. O esporte funciona como uma via de sublimação ao estabelecer regras claras, objetivos e recompensas, favorecendo a reorganização do comportamento.
3. Participação em projetos sociais, educativos ou de responsabilidade comunitária
Engajar Eduardo em atividades que exigem responsabilidade e utilidade social, como projetos escolares, ações ambientais ou voluntariado, permite que ele transforme suas motivações internas em ações construtivas reconhecidas pela comunidade. Isso reforça sua autoestima, amplia seu senso de pertencimento e fortalece seu papel social.
Essas três estratégias utilizam o potencial da sublimação para transformar impulsos em comportamentos positivos, colaborando tanto para o desenvolvimento pessoal de Eduardo quanto para a manutenção da ordem social descrita por Freud.
Citação de Rafaela de Sousa Santos em novembro 17, 2025, 11:20 pm1- Conversar com o Eduardo para entender o que se passa, se ele está aberto para conversa e ouvir conselhos.
2- Conversar com os pais para entender melhor a criação, o dia a dia dele.
3- Incentivar a praticar esportes, pois a atividade física muda o comportamento do aluno em sala e na vida no dia a dia.
1- Conversar com o Eduardo para entender o que se passa, se ele está aberto para conversa e ouvir conselhos.
2- Conversar com os pais para entender melhor a criação, o dia a dia dele.
3- Incentivar a praticar esportes, pois a atividade física muda o comportamento do aluno em sala e na vida no dia a dia.
Citação de Chrisley Darcia Brito Arruda em novembro 19, 2025, 1:02 pmConsiderando a compreensão freudiana de sublimação como o processo pelo qual impulsos agressivos ou socialmente inadequados são redirecionados para atividades aceitáveis e valorizadas socialmente, é possível propor algumas ações que favoreçam a mudança de comportamento de Eduardo. Em primeiro lugar, a inserção do adolescente em atividades esportivas de alta intensidade, como artes marciais, atletismo ou futebol, pode permitir que ele canalize sua agressividade para práticas estruturadas, que exigem disciplina, autocontrole e convivência grupal. Além disso, a participação em atividades artísticas — como desenho, música, grafite ou teatro — pode oferecer um espaço simbólico para a expressão e elaboração de emoções internas, constituindo uma forma clássica de sublimação segundo a perspectiva freudiana. Por fim, a inclusão de Eduardo em projetos sociais dentro da ONG, como cuidar dos espaços coletivos, auxiliar crianças menores ou participar de ações comunitárias, possibilita que ele transforme sua energia em atitudes construtivas e socialmente úteis, ao mesmo tempo em que fortalece seu sentimento de pertencimento. Dessa forma, essas ações, fundamentadas na teoria freudiana, contribuem para canalizar seus impulsos de modo positivo e favorecer uma mudança efetiva de comportamento.
Considerando a compreensão freudiana de sublimação como o processo pelo qual impulsos agressivos ou socialmente inadequados são redirecionados para atividades aceitáveis e valorizadas socialmente, é possível propor algumas ações que favoreçam a mudança de comportamento de Eduardo. Em primeiro lugar, a inserção do adolescente em atividades esportivas de alta intensidade, como artes marciais, atletismo ou futebol, pode permitir que ele canalize sua agressividade para práticas estruturadas, que exigem disciplina, autocontrole e convivência grupal. Além disso, a participação em atividades artísticas — como desenho, música, grafite ou teatro — pode oferecer um espaço simbólico para a expressão e elaboração de emoções internas, constituindo uma forma clássica de sublimação segundo a perspectiva freudiana. Por fim, a inclusão de Eduardo em projetos sociais dentro da ONG, como cuidar dos espaços coletivos, auxiliar crianças menores ou participar de ações comunitárias, possibilita que ele transforme sua energia em atitudes construtivas e socialmente úteis, ao mesmo tempo em que fortalece seu sentimento de pertencimento. Dessa forma, essas ações, fundamentadas na teoria freudiana, contribuem para canalizar seus impulsos de modo positivo e favorecer uma mudança efetiva de comportamento.
Citação de Catia Adriani Cantelli em novembro 20, 2025, 1:52 amAtividade 1: atividade expressivo criativa como por exemplo ( desenho, escrita, música, dança)
Como funciona pela ótica da sublimação:
A agressividade pode ser deslocada para uma forma de expressão simbólica, permitindo que o impulso encontre uma via aceitável e até valorizada. Na concepção freudiana, essas produções funcionam como “descargas” psíquicas elaboradas, tenho experiência com alunos de curso de aprendizagem inclusiva e regular e essa atividade tem surtido bastante efeito nas aulas.
Exemplos práticos:
Oficina semanal de desenho livre com temas como “força”, “tempestade”, “energia” — símbolos que permitem expressar tensão.
Escrita de pequenas histórias onde personagens enfrentam conflitos.
Modelagem com argila que permita manipulação física do material.
Benefícios esperados:
Redução da tensão interna.
Sensação de potência sem agressão real.
- Melhoria na interação com os demais.
Melhora gradual da autoimagem e regulação emocional.
Atividade 1: atividade expressivo criativa como por exemplo ( desenho, escrita, música, dança)
Como funciona pela ótica da sublimação:
A agressividade pode ser deslocada para uma forma de expressão simbólica, permitindo que o impulso encontre uma via aceitável e até valorizada. Na concepção freudiana, essas produções funcionam como “descargas” psíquicas elaboradas, tenho experiência com alunos de curso de aprendizagem inclusiva e regular e essa atividade tem surtido bastante efeito nas aulas.
Exemplos práticos:
-
Oficina semanal de desenho livre com temas como “força”, “tempestade”, “energia” — símbolos que permitem expressar tensão.
-
Escrita de pequenas histórias onde personagens enfrentam conflitos.
-
Modelagem com argila que permita manipulação física do material.
Benefícios esperados:
-
Redução da tensão interna.
-
Sensação de potência sem agressão real.
- Melhoria na interação com os demais.
-
Melhora gradual da autoimagem e regulação emocional.
Citação de Catia Adriani Cantelli em novembro 20, 2025, 1:54 amProjetos de Investigação e Criação (Ciência, Construção, Tecnologia)
Como funciona pela ótica da sublimação:
O impulso destrutivo pode ser redirecionado para desmontar, investigar, construir, solucionar — transformando curiosidade e força interna em capacidade criativa.
Exemplos práticos:
Montagem e desmontagem de objetos simples (kits de robótica, máquinas, experimentos).
Projetos práticos de ciências, como construir uma ponte de palitos ou um vulcão químico.
Atividades maker: construir algo do zero, planejar, testar, errar e melhorar.
Benefícios esperados:
Sensação de competência e domínio simbólico sobre o mundo.
Substituição do agir destrutivo por um agir construtivo.
Engajamento intelectual que diminui comportamentos impulsivos.
Por que essas três áreas funcionam segundo Freud?
Porque todas transformam o pulsional em produção simbólica, permitindo:
diminuição da culpa inconsciente,
fortalecimento do Eu,
internalização de limites sociais,
e criação de laços com o mundo e com os outros.
Projetos de Investigação e Criação (Ciência, Construção, Tecnologia)
Como funciona pela ótica da sublimação:
O impulso destrutivo pode ser redirecionado para desmontar, investigar, construir, solucionar — transformando curiosidade e força interna em capacidade criativa.
Exemplos práticos:
Montagem e desmontagem de objetos simples (kits de robótica, máquinas, experimentos).
Projetos práticos de ciências, como construir uma ponte de palitos ou um vulcão químico.
Atividades maker: construir algo do zero, planejar, testar, errar e melhorar.
Benefícios esperados:
Sensação de competência e domínio simbólico sobre o mundo.
Substituição do agir destrutivo por um agir construtivo.
Engajamento intelectual que diminui comportamentos impulsivos.
Por que essas três áreas funcionam segundo Freud?
Porque todas transformam o pulsional em produção simbólica, permitindo:
diminuição da culpa inconsciente,
fortalecimento do Eu,
internalização de limites sociais,
e criação de laços com o mundo e com os outros.
Citação de Catia Adriani Cantelli em novembro 20, 2025, 1:56 amProjetos de Investigação e Criação (Ciência, Construção, Tecnologia)
Como funciona pela ótica da sublimação:
O impulso destrutivo pode ser redirecionado para desmontar, investigar, construir, solucionar — transformando curiosidade e força interna em capacidade criativa.
Exemplos práticos:
Montagem e desmontagem de objetos simples (kits de robótica, máquinas, experimentos).
Projetos práticos de ciências, como construir uma ponte de palitos ou um vulcão químico.
Atividades maker: construir algo do zero, planejar, testar, errar e melhorar.
Benefícios esperados:
Sensação de competência e domínio simbólico sobre o mundo.
Substituição do agir destrutivo por um agir construtivo.
Engajamento intelectual que diminui comportamentos impulsivos.
Por que essas três áreas funcionam segundo Freud?
Porque todas transformam o pulsional em produção simbólica, permitindo:
diminuição da culpa inconsciente,
fortalecimento do Eu,
internalização de limites sociais,
e criação de laços com o mundo e com os outros.
Projetos de Investigação e Criação (Ciência, Construção, Tecnologia)
Como funciona pela ótica da sublimação:
O impulso destrutivo pode ser redirecionado para desmontar, investigar, construir, solucionar — transformando curiosidade e força interna em capacidade criativa.
Exemplos práticos:
Montagem e desmontagem de objetos simples (kits de robótica, máquinas, experimentos).
Projetos práticos de ciências, como construir uma ponte de palitos ou um vulcão químico.
Atividades maker: construir algo do zero, planejar, testar, errar e melhorar.
Benefícios esperados:
Sensação de competência e domínio simbólico sobre o mundo.
Substituição do agir destrutivo por um agir construtivo.
Engajamento intelectual que diminui comportamentos impulsivos.
Por que essas três áreas funcionam segundo Freud?
Porque todas transformam o pulsional em produção simbólica, permitindo:
diminuição da culpa inconsciente,
fortalecimento do Eu,
internalização de limites sociais,
e criação de laços com o mundo e com os outros.
Citação de hntonansil em novembro 20, 2025, 7:38 amHello,
The Challenge Module I discussion reminded me how important it is for employees to have clear, structured access to the tools they rely on every day. In large organisations, even simple tasks like checking schedules or updating details can get confusing. If anyone here happens to work at Sainsbury’s, you might find this helpful the MySainsburys portal makes things like payslips, rota updates, and HR info much easier to manage. I found a breakdown of how the system works at https://mysainsburysinfo.com/, and it explains the login process and common issues in a really straightforward way.
Hello,
The Challenge Module I discussion reminded me how important it is for employees to have clear, structured access to the tools they rely on every day. In large organisations, even simple tasks like checking schedules or updating details can get confusing. If anyone here happens to work at Sainsbury’s, you might find this helpful the MySainsburys portal makes things like payslips, rota updates, and HR info much easier to manage. I found a breakdown of how the system works at https://mysainsburysinfo.com/, and it explains the login process and common issues in a really straightforward way.
Citação de heloalenk em novembro 20, 2025, 1:18 pmDeveriam sentar e conversar com ele entender o porque está acontecendo isso, e descobrir como foi a infância dele até a adolescência.
Deveriam sentar e conversar com ele entender o porque está acontecendo isso, e descobrir como foi a infância dele até a adolescência.
Citação de aldorobes@outlook.com em novembro 20, 2025, 8:49 pmA análise do caso de Eduardo, um adolescente que manifesta agressividade e opressão como formas de expressão de uma força destrutiva interior, exige uma intervenção pautada rigorosamente na ética psicanalítica da sublimação. O mecanismo de defesa da sublimação, como postulado por Freud, é singularmente valioso e epistemologicamente distinto dos demais, pois permite que as moções pulsionais de origem sexual ou agressiva, que são socialmente inaceitáveis e cuja repressão geraria sofrimento neurótico, sejam desviadas de seu alvo original e transformadas em atividades com elevado valor social e cultural. Em vez de reprimir ou recalcar a força pulsional, a sublimação a canaliza para o campo da produção, da arte, da ciência e da manutenção da ordem social, conforme bem destaca o desafio. Esta transmutação energética é o cerne da possibilidade de uma vida civilizada.
O problema de Eduardo reside no fracasso desse mecanismo. Sua intensa pulsão agressiva não está sendo sublimada, mas sim atuada (acting out) em formas destrutivas evidentes (agressão física, brigas, comportamento opressor) e em formas de negação do laço social (desinteresse escolar, notas ruins), colocando em risco a ordem social na sala de aula e, consequentemente, seu próprio desenvolvimento e futuro engajamento na cultura. A intervenção da ONG Ventos Novos, portanto, não deve ser de natureza punitiva ou meramente repressiva, mas sim catalisadora. Ela deve focar na criação de vias de descarga pulsional que sejam socialmente aceitáveis e valorizadas, promovendo a mudança de comportamento a partir do investimento libidinal do sujeito em novos alvos. O objetivo é oferecer ao ego de Eduardo alvos que possam ser investidos de energia pulsional, desviando essa energia da destruição para a construção.
A Sublimação como Operador da Civilização
Antes de detalhar as ações, é crucial aprofundar a base teórica. A sublimação é, para Freud, a grande conquista da civilização. Em Mal-Estar na Civilização, ele discute como a renúncia pulsional é a matriz da cultura, mas reconhece na sublimação o caminho mais nobre e eficaz para lidar com as pulsões indomáveis. A sublimação permite que a agressão inerente ao id – uma manifestação da pulsão de morte (Thanatos) misturada à libido – seja dessexualizada e desobjetivada, encontrando satisfação sem gerar culpa ou conflito neurótico com o superego ou a realidade externa.
O caso de Eduardo, que apresenta a força destrutiva de forma tão crua, requer uma via de mão dupla para a sublimação. Primeiro, ele precisa de um ambiente seguro para que a pulsão seja escoada sem consequências destrutivas reais; segundo, ele precisa de um reconhecimento social que valide essa nova forma de expressão. As três ações propostas abaixo visam criar esse setting pulsional e social.
Três Ações Fundamentadas na Sublimação
1. Criação de Atividades de Expressão Corporal de Alta Intensidade com Rigor Formal (Canalização da Agressão)
A agressividade manifesta de Eduardo, desde os seis anos de idade, indica uma grande quantidade de energia pulsional – uma mistura potente de libido e Thanatos – que necessita de canalização imediata e com alto grau de demanda física. A simples repressão verbal ou a terapia de conversa podem não ser suficientes para lidar com essa magnitude energética.
Atividades como artes marciais (judô, karatê, taekwondo), com sua ênfase rigorosa na disciplina, na hierarquia de respeito (senpai e kohai) e no controle corporal, ou esportes de impacto com regras explícitas (como rugby, handebol ou escalada esportiva, que exigem cooperação e limite físico estrito), são ideais. O benefício crucial não reside na luta ou no impacto em si, mas na formalização da agressão. O esporte oferece um cenário onde a rivalidade, a força e até a manifestação controlada da agressão são permitidas, mas estritamente regidas por um código ético (as regras e a figura do mestre/treinador). Essa formalização é a chave para a sublimação: a pulsão destrutiva é transformada em disciplina, performance, foco e resiliência, recebendo reconhecimento social positivo e não punitivo. A maestria técnica no esporte se torna o novo alvo pulsional, desinvestindo a agressão direta e desordenada aos colegas. A energia antes usada para a opressão agora é investida na superação de um desafio físico e mentalmente estruturado. A repetição dos movimentos e o respeito à forma contribuem para a estruturação do ego e para a integração de um senso de limite interno.
Esta ação opera no princípio da mudança de alvo, onde a agressão se dirige a um objeto substituto (a performance ou o adversário dentro das regras) e é socialmente valorizada (medalhas, reconhecimento, pertencimento à equipe).
2. Desenvolvimento de Oficinas de Criação Artística com Foco na Transformação da Matéria (Canalização da Destrutividade)
O desinteresse e as notas baixas de Eduardo, aliados à sua agressividade, sugerem uma dificuldade em investir o campo do saber formal e uma carência na produção de sentido. A sublimação opera de forma exemplar na arte, pois a criação estética é, na teoria freudiana, uma das formas mais elevadas da dessexualização e desobjetivação da pulsão.
Sugiro o desenvolvimento de oficinas que envolvam a manipulação e transformação de materiais brutos e resistentes, permitindo a descarga de força física e a confrontação com um objeto inanimado, como escultura em argila ou madeira, carpintaria básica, ou modelagem em gesso. Estas atividades permitem que a pulsão agressiva e destrutiva (a força bruta, o desejo de "quebrar" ou "moldar o mundo à sua vontade") seja aplicada na resistência da matéria (bater, cortar, lixar, moldar), resultando em um objeto final que é apreciado pela comunidade (benefício social). A transformação de uma força potencialmente destrutiva em um objeto estético ou útil configura a sublimação em seu estado mais puro, promovendo em Eduardo um sentimento de eficácia simbólica e autoria. Ao criar algo a partir de sua força, ele pode começar a investir no campo da produção em vez da destruição. Além disso, a arte oferece uma via para a expressão simbólica de conflitos internos, o que é fundamental para um adolescente que provavelmente não tem acesso verbalizado aos seus afetos mais intensos. A criação se torna um mediador entre seu mundo interno turbulento e a realidade externa.
3. Implementação de um Grupo de Trabalho com Tarefas de Liderança Técnica e Produtiva (Canalização do Desejo de Domínio)
Eduardo demonstra um comportamento de opressão e domínio sobre os mais novos, indicando que seu desejo de poder e controle está presente, mas mal dirigido. Em vez de reprimir essa inclinação – que é, em essência, o impulso de exercer sua vontade no mundo –, a ONG pode canalizá-la e formalizá-la eticamente.
É crucial introduzir Eduardo em um Grupo de Trabalho Estruturado onde ele receba a responsabilidade de liderar uma tarefa técnica e concreta que exija organização, planejamento e respeito mútuo. Exemplos incluem: ser o responsável pela manutenção de um projeto ecológico da ONG (um jardim ou uma horta comunitária), a organização logística de um evento beneficente ou a gestão de um pequeno projeto de infraestrutura interna. A liderança aqui é técnica (baseada no saber fazer e na coordenação), e não opressora (baseada no saber mandar pelo medo).
Ao ser reconhecido pelo grupo de pares e pela autoridade da ONG por sua capacidade de organizar a força de trabalho e os recursos para um bem comum, o desejo de domínio se transforma em função de liderança responsável (sublimação). Essa experiência prática fornece a Eduardo um novo e legítimo lugar de investimento e pertencimento. A ordem social é mantida, não pela anulação do desejo de poder, mas pela sua utilização socialmente aprovada. Ao ser colocado na posição de responsável pelo bem-estar e sucesso de outros, ele é forçado a internalizar a Lei e a responsabilidade, integrando o princípio da realidade de forma construtiva e não através da punição.
Considerações Finais e Implicações Éticas
Estas três ações convergem para o objetivo psicanalítico de desviar a pulsão de seu alvo destrutivo e investi-la em atividades que beneficiam o indivíduo (pela satisfação e estruturação do ego) e a coletividade (pela contribuição social), utilizando a sublimação como o principal operador da mudança comportamental, conforme a compreensão freudiana.
É essencial que todas as atividades sejam acompanhadas por um espaço de escuta na ONG (individual ou em grupo). Embora a sublimação seja um mecanismo "silencioso" (não exige insight), a reflexão sobre o reconhecimento social que ele recebe e sobre os sentimentos despertados pela criação pode reforçar a identificação com a Lei e com a ordem social, estabilizando a conquista. A falha de Eduardo em sublimar suas moções agressivas resultou em seu fracasso escolar, o que é a materialização de seu não-investimento no laço social e no saber. A criação de novos alvos de investimento, como os propostos, representa a chance de reverter essa trajetória destrutiva, garantindo que a energia pulsional, a base da vida, se converta em força motriz para a civilização e a produção de um sujeito mais ético e integrado. A sustentabilidade da ordem social, neste caso, é obtida pela transformação interna de Eduardo, mediada pelo trabalho de sublimação.
A análise do caso de Eduardo, um adolescente que manifesta agressividade e opressão como formas de expressão de uma força destrutiva interior, exige uma intervenção pautada rigorosamente na ética psicanalítica da sublimação. O mecanismo de defesa da sublimação, como postulado por Freud, é singularmente valioso e epistemologicamente distinto dos demais, pois permite que as moções pulsionais de origem sexual ou agressiva, que são socialmente inaceitáveis e cuja repressão geraria sofrimento neurótico, sejam desviadas de seu alvo original e transformadas em atividades com elevado valor social e cultural. Em vez de reprimir ou recalcar a força pulsional, a sublimação a canaliza para o campo da produção, da arte, da ciência e da manutenção da ordem social, conforme bem destaca o desafio. Esta transmutação energética é o cerne da possibilidade de uma vida civilizada.
O problema de Eduardo reside no fracasso desse mecanismo. Sua intensa pulsão agressiva não está sendo sublimada, mas sim atuada (acting out) em formas destrutivas evidentes (agressão física, brigas, comportamento opressor) e em formas de negação do laço social (desinteresse escolar, notas ruins), colocando em risco a ordem social na sala de aula e, consequentemente, seu próprio desenvolvimento e futuro engajamento na cultura. A intervenção da ONG Ventos Novos, portanto, não deve ser de natureza punitiva ou meramente repressiva, mas sim catalisadora. Ela deve focar na criação de vias de descarga pulsional que sejam socialmente aceitáveis e valorizadas, promovendo a mudança de comportamento a partir do investimento libidinal do sujeito em novos alvos. O objetivo é oferecer ao ego de Eduardo alvos que possam ser investidos de energia pulsional, desviando essa energia da destruição para a construção.
A Sublimação como Operador da Civilização
Antes de detalhar as ações, é crucial aprofundar a base teórica. A sublimação é, para Freud, a grande conquista da civilização. Em Mal-Estar na Civilização, ele discute como a renúncia pulsional é a matriz da cultura, mas reconhece na sublimação o caminho mais nobre e eficaz para lidar com as pulsões indomáveis. A sublimação permite que a agressão inerente ao id – uma manifestação da pulsão de morte (Thanatos) misturada à libido – seja dessexualizada e desobjetivada, encontrando satisfação sem gerar culpa ou conflito neurótico com o superego ou a realidade externa.
O caso de Eduardo, que apresenta a força destrutiva de forma tão crua, requer uma via de mão dupla para a sublimação. Primeiro, ele precisa de um ambiente seguro para que a pulsão seja escoada sem consequências destrutivas reais; segundo, ele precisa de um reconhecimento social que valide essa nova forma de expressão. As três ações propostas abaixo visam criar esse setting pulsional e social.
Três Ações Fundamentadas na Sublimação
1. Criação de Atividades de Expressão Corporal de Alta Intensidade com Rigor Formal (Canalização da Agressão)
A agressividade manifesta de Eduardo, desde os seis anos de idade, indica uma grande quantidade de energia pulsional – uma mistura potente de libido e Thanatos – que necessita de canalização imediata e com alto grau de demanda física. A simples repressão verbal ou a terapia de conversa podem não ser suficientes para lidar com essa magnitude energética.
Atividades como artes marciais (judô, karatê, taekwondo), com sua ênfase rigorosa na disciplina, na hierarquia de respeito (senpai e kohai) e no controle corporal, ou esportes de impacto com regras explícitas (como rugby, handebol ou escalada esportiva, que exigem cooperação e limite físico estrito), são ideais. O benefício crucial não reside na luta ou no impacto em si, mas na formalização da agressão. O esporte oferece um cenário onde a rivalidade, a força e até a manifestação controlada da agressão são permitidas, mas estritamente regidas por um código ético (as regras e a figura do mestre/treinador). Essa formalização é a chave para a sublimação: a pulsão destrutiva é transformada em disciplina, performance, foco e resiliência, recebendo reconhecimento social positivo e não punitivo. A maestria técnica no esporte se torna o novo alvo pulsional, desinvestindo a agressão direta e desordenada aos colegas. A energia antes usada para a opressão agora é investida na superação de um desafio físico e mentalmente estruturado. A repetição dos movimentos e o respeito à forma contribuem para a estruturação do ego e para a integração de um senso de limite interno.
Esta ação opera no princípio da mudança de alvo, onde a agressão se dirige a um objeto substituto (a performance ou o adversário dentro das regras) e é socialmente valorizada (medalhas, reconhecimento, pertencimento à equipe).
2. Desenvolvimento de Oficinas de Criação Artística com Foco na Transformação da Matéria (Canalização da Destrutividade)
O desinteresse e as notas baixas de Eduardo, aliados à sua agressividade, sugerem uma dificuldade em investir o campo do saber formal e uma carência na produção de sentido. A sublimação opera de forma exemplar na arte, pois a criação estética é, na teoria freudiana, uma das formas mais elevadas da dessexualização e desobjetivação da pulsão.
Sugiro o desenvolvimento de oficinas que envolvam a manipulação e transformação de materiais brutos e resistentes, permitindo a descarga de força física e a confrontação com um objeto inanimado, como escultura em argila ou madeira, carpintaria básica, ou modelagem em gesso. Estas atividades permitem que a pulsão agressiva e destrutiva (a força bruta, o desejo de "quebrar" ou "moldar o mundo à sua vontade") seja aplicada na resistência da matéria (bater, cortar, lixar, moldar), resultando em um objeto final que é apreciado pela comunidade (benefício social). A transformação de uma força potencialmente destrutiva em um objeto estético ou útil configura a sublimação em seu estado mais puro, promovendo em Eduardo um sentimento de eficácia simbólica e autoria. Ao criar algo a partir de sua força, ele pode começar a investir no campo da produção em vez da destruição. Além disso, a arte oferece uma via para a expressão simbólica de conflitos internos, o que é fundamental para um adolescente que provavelmente não tem acesso verbalizado aos seus afetos mais intensos. A criação se torna um mediador entre seu mundo interno turbulento e a realidade externa.
3. Implementação de um Grupo de Trabalho com Tarefas de Liderança Técnica e Produtiva (Canalização do Desejo de Domínio)
Eduardo demonstra um comportamento de opressão e domínio sobre os mais novos, indicando que seu desejo de poder e controle está presente, mas mal dirigido. Em vez de reprimir essa inclinação – que é, em essência, o impulso de exercer sua vontade no mundo –, a ONG pode canalizá-la e formalizá-la eticamente.
É crucial introduzir Eduardo em um Grupo de Trabalho Estruturado onde ele receba a responsabilidade de liderar uma tarefa técnica e concreta que exija organização, planejamento e respeito mútuo. Exemplos incluem: ser o responsável pela manutenção de um projeto ecológico da ONG (um jardim ou uma horta comunitária), a organização logística de um evento beneficente ou a gestão de um pequeno projeto de infraestrutura interna. A liderança aqui é técnica (baseada no saber fazer e na coordenação), e não opressora (baseada no saber mandar pelo medo).
Ao ser reconhecido pelo grupo de pares e pela autoridade da ONG por sua capacidade de organizar a força de trabalho e os recursos para um bem comum, o desejo de domínio se transforma em função de liderança responsável (sublimação). Essa experiência prática fornece a Eduardo um novo e legítimo lugar de investimento e pertencimento. A ordem social é mantida, não pela anulação do desejo de poder, mas pela sua utilização socialmente aprovada. Ao ser colocado na posição de responsável pelo bem-estar e sucesso de outros, ele é forçado a internalizar a Lei e a responsabilidade, integrando o princípio da realidade de forma construtiva e não através da punição.
Considerações Finais e Implicações Éticas
Estas três ações convergem para o objetivo psicanalítico de desviar a pulsão de seu alvo destrutivo e investi-la em atividades que beneficiam o indivíduo (pela satisfação e estruturação do ego) e a coletividade (pela contribuição social), utilizando a sublimação como o principal operador da mudança comportamental, conforme a compreensão freudiana.
É essencial que todas as atividades sejam acompanhadas por um espaço de escuta na ONG (individual ou em grupo). Embora a sublimação seja um mecanismo "silencioso" (não exige insight), a reflexão sobre o reconhecimento social que ele recebe e sobre os sentimentos despertados pela criação pode reforçar a identificação com a Lei e com a ordem social, estabilizando a conquista. A falha de Eduardo em sublimar suas moções agressivas resultou em seu fracasso escolar, o que é a materialização de seu não-investimento no laço social e no saber. A criação de novos alvos de investimento, como os propostos, representa a chance de reverter essa trajetória destrutiva, garantindo que a energia pulsional, a base da vida, se converta em força motriz para a civilização e a produção de um sujeito mais ético e integrado. A sustentabilidade da ordem social, neste caso, é obtida pela transformação interna de Eduardo, mediada pelo trabalho de sublimação.
