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Desafio - Módulo V

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De uns tempos pra cá, fico imaginando se posso me entender enquanto indivíduo, as vezes acho mais difícil falar de mim mesmo, do que analisar outras pessoas.

Tive uma infância boa, mas ao mesmo tempo me via indigna de algumas coisas, como por exemplo: presentes ou coisas que meus pais me ofereciam, por ter a impressão de estar incomodando. Depois de um tempo fiquei sabendo que o meu pai não queria ter filhos naquela época e minha mãe "forçou" porque queria ser mãe e eles eram muito novos (em torno de 20 anos). Era um ambiente de brigas e descussões e algumas vezes me sentia culpada e acho que me coloquei numa posição de ser madura e responsável e acabei não curtindo como deveria a minha infância. Até hoje tenho que me avaliar para saber se estou me sabotando por não me achar merecedora ou achar que estou incomodando por esses reflexos da minha infância.

Antes de começar a autoanalise, você começa com uma reflexão sobre os seus atos, pensamentos e emoções. Após, você começa a perceber que grande parte dos problemas que estão em sua cabeça são criados por você mesmo, e isso te leva a se debater consigo mesmo.

Uma experiência incrível!

Esta técnica é usada por mim desde a adolescência, é sempre libertador poder liberar as em0ções, da forma que elas nos aparecem na mente e são transcritas para o papel. A infância continua em nós e podemos nos acolher e agradar a nossa criança interior, agora, como adultos, ressignificando as experiências vividas. Gratidão por citarem esta técnica!

Ao realizar a autoanálise percebi que muitos medos e desejos advindos da infância ainda estão presentes na fase adulta. Apesar de uma infância com recordações boas, principalmente relacionadas ao meu pai, o desejo de me sentir livre, antes por querer poder fazer as mesmas coisas que os meninos faziam, a liberdade de pouca satisfação social, seja nas vestimentas, nas palavras, que com o tempo foram dando mais espaço ao lado feminino de ser desejada e bem vista. Minha adolescência foi marcada por muitos conflitos, dessa vez com meu pai, exatamente por desejar fazer as coisas que socialmente a mulher não podia fazer, a tão almejada liberdade em fazer o que queria. Casei-me cedo, aos 23, por destino de um relacionamento bom, com um homem digno, estudioso e que logo poderia me tirar daquela "prisão". Vivo até hoje com ele, feliz, tenho 2 filhos, mas ainda sinto que algo, a famosa liberdade, ainda não foi totalmente alcançada.

A autoanálise dos meu sonhos foi uma experiência única.

Meu desafio foi referente a interpretação de sonhos. De fato, a interpretação dos sonhos, vai além de uma simples análise das imagens ou símbolos que aparecem no sonho. Segundo Freud ela envolve compreender as dinâmicas do inconsciente, como os desejos reprimidos e os conflitos internos que influenciam o comportamento e a vida emocional do indivíduo. A partir dessa interpretação, tomamos consciência dos nossos processos inconscientes, promovendo uma forma de autoconhecimento e possibilitando a resolução de conflitos internos.

Uma experiência que indico a todos a minha volta, foi de extrema importância poder vivenciar na memória, momentos que eu havia esquecido e se perdeu na lembrança e escrevendo pude sentir aquele "frio na barriga" novamente e as tantas inseguranças que se tem quando se é criança. Muitos momentos difícil, mas muitos momentos incríveis também, e um cumulativos de história e emoções sem fim.

Foi dolorido escrever sobre minha infância, pois  aos 4 anos perdi meu pai e  a família ficou numa situação difícil, com muitas dificuldades,  foi uma vida sofrida, mas foi bom lembrar a heroína que foi minha mãe, que saia as 4h da manhã para pegar um caminhão de boa fria e ir para roça ganhar o pão para sustentar a família. O pensamento fez um retrocesso de muitos anos e mostrou um caminho difícil que percorri, mas apesar de tudo isso não faltou o carinho e amor de mãe.

Foi um misto de sentimentos , foi bom relembrar de alguns momentos da minha infância ,porém outros me trouxeram angustia e tristeza  . Lembrei de como minha mãe foi rigorosa ,teve dias muitos difíceis pois minha mãe foi mãe solo e com duas crianças para criar. Aprendi ter responsabilidades muito nova e trago toda esses aprendizados para os dias de hoje. Quando criança não entendia porque minhas amigas tinham as melhores bonecas ,passeios, o pai presente e eu não. Por isso comecei trabalhar cedo para conquistar tudo que sonhei.

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