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Desafio - Módulo V

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Fazer minha autoanálise foi um processo ao mesmo tempo nostálgico e triste. Ao revisitar minha história, percebi o quanto uma infância difícil contribuiu para a formação de traumas e desafios que ainda se refletem na vida adulta. A ausência da figura paterna, somada ao excesso de controle exercido por outros parentes, marcou profundamente minha forma de me relacionar comigo mesma e com os outros. Esse exercício de reflexão mostrou como experiências precoces podem deixar rastros duradouros na construção da subjetividade.

Ao fazer o exercício de escrever sobre minha infância, revivi momentos que moldaram cada parte de quem sou hoje.

Sempre fui uma criança muito criativa , brincava com barro, fazia casinha e roupinhas para bonecas.

Minha mãe me ensinou a costurar, tricotar. crochê  e bordar, meu pai, por sua vez , me introduziu ao trabalho no sítio, na roça ensinando sobre a natureza e a vida no campo.

Ma não foram só momentos bons, lembrei também de quando fomos corrigidas de forma agressiva , e de minha caminhada inicial na igreja em busca de espiritualidade.

Foi um coquetel de emoções, alegria , tristeza, nostalgia, dor e muito amor.

Hoje entendo que tudo isso me transformou em quem sou hoje, busco conexão com as pessoas e me dedico a ajudar no cuidado emocional dos outros, pois sei que existem soluções para  as dores da vida.

Me capacito para transmitir o legado dos meus pais através  da arte, moda, costura e alimentação, é minha maneira de manter sua presença . mesmo que eles já não estejam mais conosco, e construir o senso de pertencimento que em alguns momentos senti falta.

Na releitura do caderno, percebi que muito do que conquistei foi direcionado por eles.

Olhar essas emoções com clareza fez todo sentido, entender o passado me permite fazer uma calibragem emocional e continuar me lapidando para ser uma pessoa melhor.

Escolhi transformar toda essa experiência em algo positivo.

 

 

 

A experiência de uma auto analise foi surpreende. Trouxe um mix de lembranças de flash de vivencias, resgate de oralidades. Trouxe reflexões, muitos risos e alegrias, alguns momentos dificieis e tristes mais que hoje não doem tanto quanto antes que foram resignificados. Sim a construção de minha história do passado tem muita relação com o que vivo no presente e sobre as escolhas que fiz. Por razões divina eu me reformulei em minhas decisões, diminui ou desfiz algumas e recriei, refiz, ressignifiquei outras. Por exemplo o desejo pela adrenalina e perigo assim como a vontade de ser útil e acolher o próximo deixei o desejo de ir por um caminho mais o ressignifiquei me formando em Enfermagem e atuando na Urgência e Emergência.

Já fiz isso há muito tempo e descobri motivos suficientes para ter saudades mas não para reviver nada. Isto porque as relações construídas do meu passado se desfizeram, se desmancharam ou em alguns casos eram efêmeras demais para ter credulidade na própria saudade que poderia cultivar positivamente em meu espírito.

A escrita livre sobre a infância foi um processo inicialmente estranho, mas progressivamente revelador. Emoções como tristeza, saudade e gratidão emergiram ao longo da narrativa, permitindo contato com lembranças e sentimentos que estavam pouco elaborados. O exercício possibilitou perceber relações entre experiências infantis, medos e desejos, e aspectos do meu funcionamento atual. A autoanálise, nesse contexto, mostrou-se um recurso potente para acessar conteúdos inconscientes e promover maior integração da própria história, evidenciando a relevância da infância na constituição do sujeito.

Na verdade essa auto análise nos propõe um misto de sentimentos. Por ora nos tornamos felizes, momentos também predominantes de tristeza, mas tudo que contribuiu na formação desse sujeito que vos escreve. São inúmeros os sentimentos sentidos, mas que contribuiram de forma intensa na contrução deste ser.

É muito importante que façamos uma autoanálise , sinto gratidão ao olhar pra trás e ver que tudo cooperou para quem me tornei hoje.

Falando em autonálise ajuda aa perceber o quanto a gente evolui como pessoa, e que me sntio feliz em ver minha melhora.

A autoanálise é um processo contínuo de honestidade consigo mesmo, permitindo que a pessoa assuma o protagonismo da própria vida, podendo assim dar novos sentidos a situações vividas.

Acredito que já vivenciei um processo de autoanálise ao revisitar fotos da minha infância. Ao observá-las, não vi apenas imagens antigas, mas comecei a refletir sobre medos, desejos e sonhos que faziam parte daquela fase.

A experiência foi nostálgica e reflexiva. Percebi que alguns comportamentos e emoções presentes hoje podem ter relação com vivências do passado. Esse exercício me ajudou a compreender melhor minha própria história e a atribuir novos significados a ela.

Entendo que a autoanálise amplia nossa consciência e fortalece nossa capacidade de interpretação, pois nos convida a olhar além da superfície e reconhecer aspectos internos que ainda influenciam quem somos.

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