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Desafio - Módulo V

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Por ter tido uma infância um tanto difícil... As minhas sessões de análise foram um pouco tristes mas não cheguei a expressar em lágrimas as minhas dores. Ao decorrer das sessões fui me conhecendo gradativamente e hoje quanto mais mergulho no inconsciente mais me desperta vontade de me aprofundar ainda mais. 🌻

Foi uma experiência incrível!relembrar algo feito na infância e saber o quanto nossas atitudes mudaria se fosse hoje, seria diferente com a experiência que temos nesse momento.

 

A experiência de fazer autoanálise foi, acima de tudo, um encontro comigo mesma. No início, houve um certo estranhamento, como se eu estivesse acessando partes que nem sempre permito vir à tona. Com o passar da escrita, sentimentos foram emergindo de forma natural, alguns mais leves, outros mais sensíveis trazendo reflexões importantes.

Percebi que muitas emoções, medos e até desejos têm raízes em vivências da infância, influenciando diretamente a forma como me posiciono hoje. Ao mesmo tempo, foi possível resgatar partes de mim que estavam esquecidas, mas que ainda fazem sentido na construção de quem estou me tornando.

Apesar de ser um processo delicado, a autoanálise se mostrou necessária. Ela amplia a consciência, traz mais clareza sobre os próprios comportamentos e convida a um olhar mais gentil e responsável sobre si mesma.

Participar desse desafio foi uma boa experiência, no primeiro momento pude descrever momentos que marcaram minha infância e pude percebr e sentir sensações que marcaram minha formação como pessoa. Hoje adulta, mãe e curiosa sobre o assunto sei nomear alguns fatores determinantes para minha personalidade e ao reler depois já senti que alguns sentimentos já foram resolvidos e outros ainda  precisam dde minha atençãoe cuidado. Valeu a experiência.

Há algo de profundamente humano no gesto de voltar-se para si. Como quem, em silêncio, escuta as próprias entrelinhas. A psicanálise, desde seus primeiros passos com Sigmund Freud, nos convida a esse mergulho — não como quem busca respostas prontas, mas como quem se permite atravessar perguntas.

Quando lemos, escrevemos ou nos deixamos tocar por uma obra, algo em nós se desloca. Não saímos os mesmos. Há fissuras que se abrem, memórias que sussurram, contradições que emergem. E é justamente nesse estranhamento — nesse desencontro com a ideia de um “eu completo” — que a autoanálise encontra seu terreno mais fértil.

A literatura, assim como outras expressões culturais, não nos oferece apenas histórias: ela nos devolve a nós mesmos, sob novas formas. Ler é, em certa medida, ser lido. E, nesse jogo delicado, vamos afinando nossa escuta interna, ampliando nossa capacidade de interpretar não só os textos, mas também os silêncios que nos habitam.

Exercitar a autoanálise, portanto, é mais do que um recurso — é um caminho de humanização. Um modo de nos tornarmos mais conscientes, mais sensíveis, mais abertos ao outro e a nós mesmos. Porque, no fim, interpretar o mundo é também aprender a interpretar a própria vida — e aprender é sempre uma experiência enriquecedora.

Alegria, carinho, gratidão, mas em alguns momentos tristeza, um vazio que não consigo descrever. A maior parte da escrita foi feliz com muitos sorrisos, passeios, acolhimento e amor.

Minha infância foi tranquila, frequentei o colégio que ficava perto de casa e também praticava esportes em um clube da cidade. Fiz muitos amigos lá, inclusive amigos que levo para a vida toda. Inclusive, eu e o meu pastor crescemos juntos nesse clube. Perdi meu pai quando tinha 19 anos, e isso influenciou muito nas minhas decisões equivocadas da vida. Acredito que, se ele estivesse vivo, eu teria errado menos, pois também acredito que os filhos são reflexo dos pais. Acredito também que existem bênçãos e maldições da hereditariedade, e muitas delas precisam ser quebradas. Hoje, sigo um caminho que jamais sonhei na adolescência, um caminho que só descobri há três anos. Quero ser pastor e estou me dedicando para isso. Tenho absoluta certeza do meu chamado, mas para levar a Palavra de Deus para as pessoas, precisamos estudar e nos consagrar. Diante disso, minha vida mudou da água para o vinho, e tenho certeza de que mudou para melhor.

Em meu processo de crescimento pessoal e profissional, fui descobrindo  algumas habilidades e senso critico que eu não conhecia ter..Embora meu contexto de vida sempre foi desafiador e sem uma referencia familiar, por conta do cenario conturbado do alcoolismo, me descobrir, tendo alguns posicionamentos e posturas, o qual trouxe-me  um misto de sentimentos positivos, onde entendi que estava seguindo o caminho certo diante de todos objetivos traçados. Onde me atrevo a pensar além do óbvio, assim como ter um olhar fora de alguns padrões sociais. Aprendi que fazer uma autoanálise é necessario para nosso processo de evolução, assim como, uma esculta filtrada  para nosso desenvolvimento.

Escrever sobre si e a própria história não é nada fácil. Ao se analisar tanto pela escrita quanto pela análise em com ajuda de uma profisional analista, causa desconforto, gera um misto de sentimentos que nem sempre são positivos, digo que na maioria das vezes são negativos, tristes, vem aquela sensação de escapar e não falar sobre o que houve na infância, pois por melhor que tenha sido a infância, todos passamos por situações de frustração e desconforto. Crescer dói, nossos pais são seres humanos, logo, não são perfeitos, com isso a relação entre pais filhos gera arranhões.

Apesar de todos esses sentimentos estarem presentes, e muitas vezes não conseguimos trazer ao nosso consciente o que estamos sentindo de verdade, o primeiro passo é necessário, a escrita terapêutica é libertadora e pode nos trazer muitas memórias, além de nos levar a evolução como ser humano.

A autoanálise me permitiu notar a diferença de percepção entre o eu adulto que observa as cenas da vida e o eu criança/jovem que vivenciou estas experiências. Momentos felizes e também momentos desafiadores foram, por vezes, superdimensionados por minha própria incompreensão acerca de minha forma de ser e estar no mundo.

O olhar atual me ajuda a ler minhas lembranças dentro de um contexto muito pessoal, capaz de fazer-me entender como cada experiência me conduziu a ser quem sou, assimilando potencialidades e fragilidades como partes essenciais de quem estou no processo de ser.

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