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Desafio - Módulo V

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O processo de reflexão foi intenso e, em alguns momentos, desconfortável, pois fez surgir lembranças e emoções que normalmente ficam encobertas no dia a dia.

Ao mesmo tempo, foi enriquecedor, pois permitiu perceber relações entre experiências da infância, desejos e medos, e aspectos da minha forma de ser hoje. Essa autoanálise ajudou a ampliar minha capacidade de interpretação e autoconhecimento.

 

Ainda estou a escrever uma auto análise, mas observo que venho vivendo um ciclo de repetições ocasionadas por mim mesma, sempre no intuito de salvar alguém e acabo me destruindo.

Ao refletir sobre minha infância, a escrita despertou sentimentos mistos. Surgiram lembranças difíceis, que trouxeram tristeza e desconforto, mas também momentos de alegria e saudade ao recordar o cuidado e o carinho da minha avó. Durante esse processo, apareceram medos relacionados à insegurança, junto com desejos de proteção e estabilidade. Percebo que essas vivências influenciam quem sou hoje, especialmente na forma como busco segurança emocional e construo relações.

Minha infância foi muito conturbada, devido à uma falha na estrutura familiar por um longo período da minha vida. Quando volto a pensar dos meus 4 aos 8 anos, sinto um regozijo muito grande, lembro da gratidão que sentia por ter um pai e uma mãe dentro de casa, com uma estrutura bem definida, e papéis bem definidos. A partir dos 9 até os 19 anos passei pela experiência do divórcio dos meus pais, que foi traumatizante em certos pontos. Com isso lembrando deste último período tive uma grande sensação de frustração e lembranças de um garoto que sentia-se perdido a maior parte do tempo, improvisando enquanto vivia. E sinto-me frustrado por ainda não ter alcançado a maioria das coisas que eu sonhava.

  1. É sempre muito doloroso para mim reviver experiências da infância. Me causa uma estranha sensação de tristeza, angústia e medo.

Eu refiz minha reflexão do Fórum do Módulo IV, e cheguei à conclusão que minha maior dor não foi nada do que eu disse para mim mesmo através das palavras, mas sim o que se fazia por detrás do que estava sendo dito. E até mesmo o que estava por trás da escolha de cada palavra. Somente esses dois fatores, ou sintomas, são suficientemente mais profundos para de fato entender a raiz e tratar o problema em sua origem, através de um desencadeamento de memórias ativadas pela expressão verbal e/ou não verbal. Mas no caso a verbal surte efeito mais rápido e mais progressivo. Talvez não seja acaso que pessoas brilhantes que mudaram o curso da história tinham o hábito de "falarem sozinhos", e por isso, dentre outas coisas, eram mais eficientes em criar novas soluções para problemas novos e antigos.

"Third-person self-talk facilitates emotion regulation without engaging cognitive control" (Moser et al., 2017):
Pesquisa publicada na revista Scientific Reports (Nature) que explora como falar consigo mesmo (especialmente em terceira pessoa) auxilia na regulação emocional e eficiência cognitiva."

FOI UMA EXPERIENCIA TRISTE E ESTRANHA, SENTI RAIVA, SENTI DESAMPARADA, POR QUE QUERIA MUITO QUE FOSSE DIFERENTE E SINTO QUE QUANDO EU ME FECHO DENTRO DE MIM É COMO SE ESTIVESSE REPETINDO TUDO, AS VEZES VEM IMAGENS RELANCES E QUE ALEM DE TUDO QUE VEIO DEPOIS PARECE SER REFLEXOS DE UMA INFANCIA DE OBEDIENCIA E MEDO. E HOJE TENHO COMPORTAMENTOS SEMELHANTES. FAÇO TUDO COM RECEIO DE COMO OUTRAS PESSOAS VÃO PENSAR, TENHO MEDO DAS CRITICAS TAMBEM. MAS ESTOU SUPERANDO

 

Durante o processo de autoanálise, senti uma profunda sensação de alívio e clareza ao me reconhecer finalmente como um sujeito ativo e protagonista da minha própria história. À medida que o espaço de cuidado se torna mais horizontal e acolhedor, experimento um bem-estar crescente por poder expressar minha subjetividade sem julgamentos, o que fortalece meu vínculo com o processo e comigo mesmo. É gratificante perceber o investimento libidinal transformando-se em autoconhecimento, trazendo uma sensação de integração e harmonia ao compreender as diferentes fases que constituíram meu eu. Sinto uma satisfação genuína ao estabelecer relações objetais mais saudáveis e equilibradas, sentindo que cada descoberta sobre meu mundo interno é um passo em direção a uma maior autonomia e paz emocional.

No processo de autoanálise o individuo pode reavaliar, ponderar, por vezes achar a resoluções de problemas vividos na atualidade,. que podem ser fruto de questões mal resolvidas

foi um misto de sensações com  lembranças e recordações, que inclusive me remeteram a sabores e cheiros da infância, locais visitados .  a experiencia é interessante pois é como se entrássemos em uma maquina do tempo, que faz aflorar as alegria e sonhos, assim foi essa experiência para mim , alem de perceber que me tornei  o que eu realmente brincava na infância

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