Forum

Please or Cadastrar to create posts and topics.

Desafio - Módulo V

PreviousPage 228 of 231Next

Ao realizar a autoanálise, a experiência foi marcada principalmente pela saudade. Ao longo da escrita, emoções profundas foram surgindo de forma natural, trazendo lembranças da infância que estavam guardadas, mas ainda muito viva em mim.

Senti uma mistura de ternura e sensibilidade ao revisitar sonhos, desejos e até medos daquele tempo. A saudade não veio apenas como ausência, mas como reconhecimento de uma parte importante da minha história, que contribuiu para construção de quem sou hoje. Percebi que muitos dos sonhos da infância ainda se conectam com meus valores atuais, assim como alguns medos ajudaram a moldar minha força, minha sensibilidade e meu olhar para a vida. Esse processo de reflexão foi acolhedor, profundo e esclarecedor, permitindo compreender melhor minha trajetória e fortalecer minha identidade no presente.

Algumas lembranças trazem felicidade,  pois é gratificante lembrar de acontecimentos que nos deixam felizes, como os passeios na casa dos tios e avós, andar de bicicleta, pescar com nos fins de semana,  juntar a família para um almoço de domingo.

Ja, outras tristeza,  pois nem tudo que vivemos é bom. Todos nós passamos por momentos difíceis, como a morte de alguém muito importante da família.

A infância foi de brincadeira e aprendizagem,  mas tinha momentos  de tristeza, choro,  tinha raiva e ódio de algumas coisas, mas criança não entende esses sentimentos, e só ao  longo da vida fui entendendo e trabalhando para lidar com eles.

É importante aprender lidar com sentimentos para poder controlar a mente e saber o que fazer em momentos difíceis.

Eu era muito irritada, brigava,  chingava por qualquer motivo.  Não deixava passar nada em branco.

Mas com o tempo,  percebi que eu precisava lidar com esses sentimentos para poder conseguir um emprego,  ser educada com as pessoas, saber falar,  se expressar e ter um comportamento adequado, pois não é tudo que se pode falar e fazer, expor pessoas ou algo que acontece com elas. Muitas coisas desse tipo não podem ser públicas. Aprendi que o sigilo é a primeira coisa a ser colocado em prática.

Hoje, tudo ficou na lembrança,  felicidade e tristeza,  mas não podemos nos apegar nelas, pois já passou.

É melhorar em tudo que podemos e seguir em frente, buscar conhecimentos,  para conseguir vencer obstáculos,  crescer, e lidar com situações variadas no nosso dia a dia.

 

Lembrei dos passeios na casa dos meus avós nos finais de semana. Brincávamos,  nos divertiamos, sem contar algumas artes de criança, que as vezes acabávamos de castigo.

Tempo de escola, aprendizagem,  bagunça em sala de aula,  as broncas que levávamos da professora.

Eu era muito brava,  irritada, xingava por qualquer coisa,  nada passava em branco.  Brigava muito. Acabei perdendo amizades.

Mas com o tempo,  aprendi a lidar com esses sentimentos,  pois criança não entende e não sabe lidar com essas emoções.

Ao aprender a controlar e lidar com esses sentimentos,  consegui colocar a mente em ordem,  resolver problemas e conflitos de forma fácil e pensar com calma e achar as soluções para cada questão.

Não podemos nos apegar no passado, evitar trazer sentimentos negativos.

Seguir em frente,  buscando conhecimentos.

Hoje consigo ajudar quem precisa com conhecimento e diálogo,  ensinando a lidar com seus sentimentos, para que elas também possam melhorar seus pensamentos, não se apegando nas dificuldades.

Emoções e sensações advindas do processo de reflexão.
Ao realizar a auto análise observei que senti uma enorme saudade e muita emoção ao lembrar da minha infância. Tive pais muito amorosos, fui muito amada, estimulada cognitivamente, era uma criança amoroso e feliz. E especialmente tive avós que foram perfeitos: amáveis como doces e bravos quando necessário. Muitas saudades dos meus avós e do tempo que eu era criança e feliz.

Minha trajetória foi marcada por responsabilidades precoces e pela necessidade constante de me adaptar a ambientes exigentes. Desde cedo, aprendi a observar mais do que agir, desenvolvendo uma postura cautelosa diante do mundo. Isso me fez crescer com uma autocrítica intensa e uma sensação recorrente de não estar à altura das expectativas. Embora o tempo e as experiências tenham me permitido amadurecer e ressignificar muitos desses sentimentos, esse processo não ocorreu sem esforço.

Em determinados momentos, especialmente diante de situações que exigem posicionamento ou tomada de decisão, percebo que antigas marcas ainda se manifestam. Elas surgem de forma sutil, através de emoções que parecem deslocadas do presente, mas que carregam ecos de vivências passadas. Nessas ocasiões, torna-se evidente como o inconsciente atualiza experiências antigas, fazendo com que o passado seja sentido como se ainda estivesse acontecendo. Essa percepção reforça a importância da autoanálise como caminho de compreensão e elaboração da própria história.

Lembranças boas de infância vieram na mente, algumas mágoas,  tristezas.  Mas tudo foi passado.

Almoço de família nos domingos,  brincadeiras entre primos com jogos,  bicicleta, época de escola, aprendizado,  dificuldades em algumas disciplinas,  mas tudo passou.

Eu sempre tive uma personalidade muito brava, era muito irritada,  não sabia falar,  me expressar e não deixava passar nada em branco. Qualquer motivo era de estresse e xingamentos.

Com o tempo,  aprendi a controlar esses sentimentos,  a falar e entender como tudo funciona no dia a dia. A mudança de comportamento faz toda diferença na nossa vida.

Uma criança não entende e não sabe como lidar com essa situação,  necessitando de uma ajuda de um adulto, que possa ir lhe auxiliando aos poucos.

Hoje, consegui lidar com essas dificuldades,  me posicionando de forma correta, e consigo conversar e ajudar quem tem esses mesmos problemas.

 

 

Relembrar minha infância foi uma experiência positiva. Consegui revisitar momentos especiais, assim como experiências difíceis. Ao refletir sobre tudo isso, percebo o quanto cada vivência fez parte de um importante processo de desenvolvimento na minha vida.
Observei meus medos, complexos e a timidez, e principalmente como, ao longo do tempo, fui buscando superar minhas limitações. É satisfatório reconhecer as melhoras, os avanços e as curas que aconteceram nesse caminho.

Essa experiência gera um rompante de emoções, até o que estava suprimido pelo instito de sobrevivência vem á tona, sendo uma mistura de emoções justificadas pelas vivências anteriores e que continuavam à superfície sem um sentido plausível nas ações/pensamentos do cotidiano na vida adulta.

A reflexão sobre o complexo de Édipo, a partir da minha história, evidencia como a constituição psíquica se dá mesmo na ausência física do pai. Criada por mãe solteira, com um pai presente apenas esporadicamente, vivi na infância uma carência simbólica da função paterna e, na adolescência, sentimentos de raiva ligados a essa ausência. Com o tempo, essa raiva deu lugar à compaixão, ao reconhecer tudo o que ele também perdeu ao não participar de momentos fundamentais do meu desenvolvimento. A experiência da maternidade ampliou essa compreensão, permitindo perceber os pais como sujeitos em processo, também atravessados por limites e aprendizados. Essa maturidade ressoa com a ideia de que, ao longo do crescimento, há uma reelaboração dos vínculos parentais, possibilitando sair da posição de acusação para uma visão mais simbólica e integrada das figuras parentais.

Minha infância foi marcada por muitas dificuldades. Cresci em um lar desestruturado, em meio a limitações que me fizeram amadurecer cedo demais. Aos 10 anos, precisei parar de estudar para cuidar da minha mãe que era muito doente e da casa. Anos depois, já casada e mãe de dois filhos, encontrei forças para voltar aos estudos, mesmo com tantos desafios.

Aos 15 anos, perdi minha mãe — uma dor que deixou marcas profundas. Passei a morar de favor na casa de um e de outro, carregando comigo sentimentos de inferioridade, procrastinação e traumas que pareciam maiores do que eu.

Mas, com o tempo, Deus foi me moldando. Entre lágrimas, aprendizados e fé, fui descobrindo que minha história não era o fim, mas o começo de uma transformação. Aprendi a compreender minhas emoções, a cuidar das minhas feridas e a reconstruir mi…

PreviousPage 228 of 231Next