-
A Origem da Psicanálise
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Identificar o contexto no qual Sigmund Freud desenvolveu a Psicanálise. Reconhecer os conceitos de consciente, inconsciente e sublimação. Relacionar a Psicanálise à sociedade e à cultura.
-
Princípios da Imagem Pessoal
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Definir imagem e constituição do eu a partir da teoria psicanalítica. Explicar a imagem e a representação social do eu a partir da psicologia social. Relacionar corpo com identificação e imagem, com foco nos princípios da psicanálise para a constituição psíquica e existencial do sujeito.
-
Conceito do Eu e da Personalidade
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer o processo de constituição do eu a partir dos estudos freudianos. Definir personalidade e psicanálise. Identificar as principais características do id, do ego e do superego.
-
Escolas da Psicologia: Psicanálise e Behaviorismo
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Conceituar psicanálise com base nos trabalhos de Freud, Melanie Klein e Lacan. Definir behaviorismo. Descrever a natureza experimental do behaviorismo.
-
Literatura, Psicanálise e Filosofia
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Descrever a relação entre Literatura, Psicanálise e Filosofia. Reconhecer os limites da Filosofia e da Psicanálise em relação à estética literária. Interpretar obras literárias sob o viés psicanalítico e filosófico.
-
O Ego e os Mecanismos de Defesa
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Definir ego e as funções do ego segundo a psicanálise freudiana. Descrever os mecanismos de defesa. Explicar como se dá a identificação para inserção do sujeito em um grupo a partir de sua constituição psíquica e social.
-
Relação Compreensiva e a Relação com o Real
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Apresentar os registros do imaginário, simbólico e real do campo da Psicanálise. Relacionar os três paradigmas da imagem com os registros da Psicanálise. Interpretar a imagem como representação ou aproximação do real.
-
Principais Matrizes Teóricas da Psicologia Social
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, o aluno deverá apresentar os seguintes aprendizados: Identificar as representações coletivas de Durkheim, mentalidades primitivas de Lévy e as representações de Moscovici. Analisar as influências psicanalíticas, como a teoria das massas de Sigmund Freud e o inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung. Reconhecer a dimensão empírica e raízes metodológicas da psicologia social psicológica, psicologia social sociológica e psicologia social crítica.
-
CERTIFICADO
324 comentários sobre “Formação em Psicanálise Clínica”
-
Boa noite! Eu cliquei em finalizar e ficou faltando o último módulo. E não consigo comprar o curso de novo para fazer o último módulo. Como proceder?
-
Não consigo fazer o pix ! Pode enviar código para eu realizar o pagamento
-
Olá! Para realizar o pagamento, é necessário primeiro se matricular no curso. Acesse a página do curso desejado e clique no botão “Matrícula”. Em seguida, você será direcionado para a etapa de pagamento, onde poderá escolher a opção Cartão, Boleto ou PIX e gerar automaticamente o código ou QR Code para pagamento.
Caso continue encontrando dificuldades entre em contato com o suporte através do WhatsApp: 11 966584172.
-
-
Estou fazendo o curso,muito interessante,vou me esforçar para concluir
-
Animada com esse curso
-
Hoje, termino o meu curso de Psicanálise Clinica. Meus agradecimentos ao Instituto Educacional Videira.
Farei do aprendizado aqui concluído, uma porta de entrada para novos cursos e continuidade do aprendizado.
Gratidão à toda Equipe IEVI!-
Muito obrigado pela sua mensagem! 😊
Parabéns pela conclusão do Curso de Psicanálise Clínica. Ficamos felizes em saber que o IEVI fez parte da sua jornada de aprendizado.
Agradecemos pela confiança e desejamos muito sucesso em sua trajetória. Será um prazer tê-la conosco em novos cursos e formações.
Gratidão por fazer parte da comunidade IEVI! 🌿
-
-
Acabei de finalizar o curso de piscanase estou muito satisfeito e feliz e agradecido
-
Gostei do curso. Conteúdos relevantes e bem esplicados. A didática é simples e os módulos são fáceis de estudar.
Concluído. Agora, aguardando o certificado e a credencial.
Assim que eu receber, postarei aqui. -
Irei fazer o curso achei bem interessante
-
Percebo que a psicanálise não é apenas uma área de estudo, mas uma verdadeira filosofia de vida que incentiva a reflexão constante e a escuta interna. A combinação do material didático com a orientação para a importância da análise pessoal, torna este curso indispensável para quem busca uma transformação interna genuína, e não apenas um diploma
-
Este é realmente um curso super completo, aborda a Piscanálise de uma forma bem explicativa, eu recomendo a todos que procuram conhecimento.
-
Gostaria de saber se o curso ainda está disponível e como proceder para fazer a matrícula e com é o acesso ao curso?
-
João Rodrigues dos Santos 23/10/25
Psicologia: psicanáliseA psicanálise teve origem no fim do século XIX, partir dos trabalhos do neurologista Freud que apresentou uma concepção do sujeito.
-
Estou gostando muito, achando bem interessante. Fiz cursos livres de poder da mente, etc, mas estou gostando dessa abordagem com mais respaldos acadêmicos.
-
Quanto tempo demora a emissão do certificado e credencial após o pagamento?
-
Estou muito feliz de ter finalizado, adorei o curso
-
Este curso está maravilhoso,muito bem explicado e o material de apoio excelente
-
gente que curso apaixonante.
-
Depois de terminar o curso ainda temos acesso ao material do curso?
-
agareço pea oportuniae , vou cotiar es estos , boa oite
-
Confesso que sou tímida para interagir, mas vou tentar participar com satisfação. Agradeço a oportunidade!
-
Olá, boa noite. Gostaria de saber quanto tempo tenho que passar em cada aula pra eu terminar em 800 horas? estou um pouco perdida nas aulas.
-
Não estou conseguindo finalizar a compra
-
Muito boa a jornada de aprendizagem.
-
Estou gostando muito do curso, espero obter um bom aprendizado e pôr em pratica todo que aprenderei.
-
Gostaria de mais informações sobre o curso
-
EXCELENTE CONTEÚDO
-
São 3 certificados pra impressão. Tem algum valor pra ter os 3 mais enconta?
-
Continuo a estudar e super grata
-
“O curso de Formação em Psicanálise Clínica do IEVi é simplesmente incrível!
A didática é clara, acessível e profundamente enriquecedora, perfeita tanto para iniciantes quanto para quem já tem algum conhecimento na área. Os materiais disponibilizados – como videoaulas, e-books e estudos de caso – são de alta qualidade e realmente facilitam o aprendizado.
O que mais me impressionou foi a flexibilidade do curso, que permite estudar no meu próprio ritmo, sem perder o rigor teórico. Além disso, o suporte da equipe e a interação com outros alunos criam uma experiência muito acolhedora e estimulante.
O conteúdo abrange desde os fundamentos freudianos até abordagens contemporâneas, proporcionando uma visão ampla e atualizada da psicanálise. O certificado, reconhecido pela instituição, é um grande diferencial para quem deseja aplicar esses conhecimentos em sua carreira ou vida pessoal.
Recomendo muito para quem busca uma formação séria, prática e transformadora em psicanálise. Parabéns ao IEVi por oferecer um curso tão completo e inspirador!”
-
SEDENTA DE CONHECIMENTO
-
Esse curso é muito bom, fantástico eu recomendo.
-
Esse curso é excelente, fantástico.
-
A imagem pessoal, e a constituição do EU, são processos complexos que envolve a interação entre fatores internos e externos. Visto que, a teoria psicanalítica e a psicologia social oferecem perspectivas e a constituição do EU se formam e se relacionam, que segundo Freud, o EU é formado a partir da interação entre o ID, o ego e superego.
-
Finalizei o curso, muito bom, consegui aprender muito.
Retirei meu certificado certinho.
Agora só estou aguardando a carteirinha (funcional)
Obrigado IEVI por nós proporcionar estes cursos. -
Sou Psicopedagogo e o curso de psicanálise com certeza agregará valores ao meu trabalho profissional. A linguagem do curso é acessível e que facilita o aprendizado. Parabenizo ao Instituto educacional Videira pela excelente difusão da psicanálise.
-
Olá, terminei o curso de psicanálise clínica e onde colocará ou envierei a foto para credencial ?
-
Que este aprendizado sirva, para orientar e sempre poder direcionar, aqueles que hão de precisar de direcionamento…
Aqui fica o meu juramento, de me empenhar para sempre poder colaborar para o bem estar do meu próximo, visando sempre melhorias e qualidade de vida para todos que precisarem.
Obs: novas atitudes, visando novos resultados !Att, Marcos Oliveira.
-
O que acontece se eu não conseguir terminar o curso no prazo estipulado mesmo o prazo sendo longo?
-
Curso maravilhoso, já quero fazer o outro.
-
Hoje estou finalizando o curso… Mas, pretendo fazer vários cursos voltados para a Psicanálise…
-
Obrigado, pessoal!
-
Qual a duração de tempo do curso? Vi que são 800 horas mas queria saber o tempo de duração e em quanto tempo eu finalizo?
-
Acho que são 1 ano e um mês. São 56 semanas.
-
-
Boa tarde,
Dentre os três cursos na área de psicanálise, (Formação em psicanálise Clínica, Integrativa e Análise e Supervisão) qual deve ser a sequência mais indicada para serem realizados?-
Boa pergunta tbm quero saber….
-
-
Estou finalizando o curso e parabenizo pelo material e aulas. Foram momentos de muito aprendizado e de conhecimentos. Recomento!
-
conclui o curso, muito bom , aprendi muito, parabéns ao instituto
-
Boa tarde, conclui o curso, emiti o boleto de pagamento, paguei, estou esperando o certificado.
quando será me enviado? -
PARABÉNS PELO CURSO E O SEU CONTEÚDO, AGORA É PARTIR PARA OS OUTROS.
-
Boa noite..
Tem algum problema no site??
Todas as avaliações já concluídas, estão aparecendo como puladas e estão sinalizando com “x” em vermelho..
Quando tentei refazê-las, as respostas que marquei nas questões estão lá, marcadas em verde, confirmando que foram concluídas..
Mais alguém passou por essa situação??
Já entrei em contato via
e-mail e whatsapp, relatando o ocorrido.. Estou aguardando um retorno do ievi.Se já ocorreu com alguém esse mesmo episódio, poderia por gentileza dizer se foi resolvido com rapidez??
Não sei o motivo das avaliações concluídas, serem dadas como puladas..
-
Estou feliz em concluir o curso mas acredito que foi o pontapé inicial pra aprofundar os estudos !! Parabéns pelo conteúdo do curso 😍😍
-
Iniciei a pouco tempo, muito bom! Conteúdo objetivo e aprofundado. Parabéns!
-
No momento iniciando o capitulo 7 da interpretação dos sonhos, até agora aprendenso muito
Obrigado aos organizadores
-
Gostei muito de fazer o curso. Foi muito bom, me deu uma excelente base. Pretendo fazer outros.
-
ótimo curso. Deus abençoe a todos! Avante!
-
O curso foi espetacular!
-
psicanalise clinica, maravilhoso, abre a visão da nossa mente para socorrer outras pessoas
-
Muito bom o curso de formação em Psicanalise, parabéns ao IEVI pela Elaboração dos conteúdo na plataforma.
Deus Abençoe. -
O curso aborda as 7 escolas da psicanálise ou 3 conforme escrito na ementa do curso?
-
Gostaria de agradecer profundamente pelo curso de psicanálise que concluí. Este aprendizado foi essencial para minha formação e enriquecerá minha prática profissional. Agradeço a todos os professores e colegas pelo apoio e pela sabedoria compartilhada. Estou animada para aplicar este conhecimento e continuar crescendo na psicanálise.
Com gratidão,
Maria Oliveira
-
É com grande alegria que, agora tenho certificação de algo que já atuava, na minha vida extra profissional e ministerial. Enfim, Psicanalista Clínico pela IEVI!
-
Estou amando esta oportunidade, Especialização em psicanálise é sempre muito caro, seletivos. Mesmo que não solicite o certificado ja estou satisfeita.
-
O certificado chega no e-mail o digital
-
Qual o valor do diploma e credencial?
-
Para fazer o curso é necessário ter terminado o ensino médio? Qual é o valor do certificado?
-
Este curso tem sido a mola mestra no aprendizado do estudo do comportamento humano,tenho sim interesse em atendimento,quando houver possibilidade para tal!!!! Obrigada
-
Sou estudante de psicologia, membro de N.A, estou começando o curso de psicanálise afim de me aprofundar para trabalhar com dependência química. Espero contar com a ajuda de vcs pra encarar esse desafio.
-
Este curso foi um divisor de aguas para minha área de atuação, embora não vá utilizar para atender, esta me ajudando a entender melhor o comportamento humano e lidar melhor com as pessoas.
-
Estou gostando muito do curso , me identifico com a psicanalise , espero fixar conhecimentos e evoluir nos estudos do comportamento humano que já é complexo, quando mais quando está em conflito
-
Estou muito grata por ter tido a oportunidade de cursar psicanálise, pois sempre sonhei em me tornar um psicanalista. Minha paixão pela mente humana e pela filosofia do pensamento foi intensificada ao longo do curso. Fiquei positivamente surpreendido e amei cada momento dessa experiência.
Gratidão a todos os colegas que estiveram comigo nessa jornada! -
A psicanálise preocupa-se em entender como funciona a mente humana, partindo do princípio de que muitos dos processos psíquicos são inconscientes.
-
Obrigada pelo curso! Muito bom.
-
Finalizei esse excelente curso
-
Esse material nos leva a uma profunda reflexao. É um grande aprendizado
-
Muito bom o curso, espero poder ajudar muitas pessoas com o que aprendi.
-
Estou achando excelente o curso! Vai ajudar muito com os meus alunos!
-
FIZ O CURSO E SALVEI TODO MATERIAL É MUITO IMPORTANTE PARA LEITURA E TIRAR DUVIDAS, O CURSO É BEM COMPLETO PARA QUEM REALMENTE QUER FAZER PSICANÁLISE O MATERIAL E MUITO BOM.
-
“Que a luz que nos guia , seja mais forte que a luz que nos cerca “
Os comentários estão fechados.

181 comentários sobre “Material Complementar”
O mecanismo de identificação como base da construção dos modelos psiquicos , é um processo incosciente em que a criança incorpora características dos pais fazendo delas parte do seu próprio eu. Os valores dos pais formam o superego.
Ego não é uma entidade isolada ou estática, mas uma função mediadora em constante construção. Ele se forma a partir do corpo, e aí se fortalece através de identificações com o outro, agindo como um “amortecedor” que tenta equilibrar os desejos impulsivos do Id, as regras do Superego e as exigências da Realidade.
A psicanálise, a partir de Sigmund Freud e aprofundada por Jacques Lacan, entende que a identidade não é fixa nem inata, mas resultado de um processo contínuo de identificações.
A identificação é o mecanismo pelo qual o sujeito incorpora traços, valores e modos de ser de outras pessoas, principalmente das figuras parentais. Para Freud, o eu é formado como um “precipitado de identificações”, especialmente no contexto do complexo de Édipo, sendo fundamental para a constituição do superego e da vida psíquica.
Lacan amplia essa perspectiva ao afirmar que o inconsciente é estruturado como uma linguagem, ou seja, o sujeito é constituído por significantes e não tem domínio total sobre o que diz ou deseja. Além disso, introduz a ideia de que o eu se forma a partir do Outro (campo da linguagem e da cultura) e do estádio do espelho, mostrando que a identidade surge de uma relação com imagens externas e com o desejo do Outro.
Nesse contexto, os pais exercem uma função central como modelos identificatórios, transmitindo padrões simbólicos, afetivos e culturais. A expressão “como nossos pais” ilustra como, muitas vezes, repetimos ou nos posicionamos em relação a esses modelos, mesmo de forma inconsciente.
Assim, a identidade é sempre um efeito provisório das identificações, marcada pelo inconsciente, pela linguagem e pelas relações com o Outro, sendo um processo dinâmico e nunca totalmente concluído.
Os materiais extras trouxeram a visão de Anna Freud sobre as defesas do Ego, expandindo o trabalho de seu pai. Foi interessante notar como o uso excessivo ou rígido de um único mecanismo de defesa pode levar ao surgimento de neuroses e outros sintomas.
Na psicanálise, as relações entre identidade e identificação propostas pelo discurso freudo-lacaniano é a de que o sujeito não nasce com uma identidade pronta. Ele se constitui ao longo do tempo por processos de identificação, sempre mediados pelo outro, pela linguagem e pelo inconsciente.
Para Freud, a identificação é o primeiro laço psíquico com o outro e ela aparece em sua teoria das seguintes maneiras: 1. identificação primária; 2. identificação histérica e 3. identificação no luto e na melancolia.
Portanto, para Freud, o eu (ego) é formado por identificações sucessivas e a identidade não é algo essencial ou natural, mas uma mistura de marcas do outro.
Para Lacan, Para Lacan, o sujeito não coincide consigo mesmo, ele é dividido pelo inconsciente e se constitui na linguagem. Assim, a identidade nunca é completa, pois o sujeito está sempre alienado em imagens e significantes.
A identificação é um ato inconsciente fundamentado onde o sujeito vive traços, desejos e modos de ser de outro, transformando a personalidade. Por outro lado a identidade é algo fixo, a identidade e constituída por múltiplas identificações contínuas e não um “eu” único, construindo o ego a partir de relações de objeto.
IDENTIDADE E IDENTIFICAÇÃO
São conceitos fundamentais da psicanálise, especialmente como Freud e Lacan discutem. Freud descreve a identificação como uma forma de laço emocional onde o ego assume características da pessoa investida, como em a identificação regressiva com um traço da pessoa amada.
Já na abordagem de Lacan, organiza a identificação a partir da tríade do sujeito significante e afeto, destacando a importância do traço unário como forma rudimentar do significante que sustenta a identificação. Essa forma da suporte á identificação a partir da incorporação de um traço particular do ”outro”. Lacan também inclui a dimensão do real, buscando articular sua incidência no contexto coletivo.
A discussão entre ambas é de extrema importância para entender a complexidade da subjetividade e a dinâmica do sujeito na psicanálise.
O INCONSIENTE COMO LINGUAGEM
A relação entre ambos é um tema central da psicanálise , especialmente entre Freud e Lacan.
Freud não utilizava recursos da linguísticas por conhecer o inconsciente em termos de linguagem, enquanto Lacan usando ferramentas de Saussure e Jakobson, aprofundou essa concepção. O inconsciente é estruturado como linguagem onde significantes e significados interagem de maneira complexa.
COMO NOSSOS PAIS
A identificação é um conceito fundamental na psicanálise, em especial na Teoria Paterno infantil, de Winnicott, se referindo á forma como os indivíduos se relacionam com seus pais e como essa relação molda suas identidades e comportamentos.
A relação pai e filho é considerada um dos modelos mais acessíveis para a construção da carreira e da identidade dos indivíduos.
A ausência da figura paterna pode impactar de forma negativa e no desenvolvimento profissional da pessoa.
A partir do Seminário IX de Lacan, identidade e identificação estão ligadas à linguagem e aos pais,
A identificação se estrutura por laços simbólicos , com os pais inserindo o sujeito na ordem simbólica.
Como o inconsciente é linguagem, a identidade não é estável e se constrói pela rede de significados dos outros.
No caso apresentado, o mecanismo de defesa predominante é a onipotência imaginária, articulada ao deslocamento do afeto de inveja. Laura, ao vivenciar sentimentos intensos e difíceis de reconhecer em relação ao irmão recém-nascido, encontra no jogo imaginário uma via inconsciente para lidar com esse conflito. Ao assumir o papel de uma personagem mágica, dotada de poderes para transformar ou influenciar o mundo, o afeto de inveja é deslocado do objeto real (o irmão) para uma cena fantasística, menos ameaçadora ao ego. Esse recurso permite que o desejo hostil seja parcialmente satisfeito no plano do imaginário, sem emergir de forma direta à consciência, preservando o equilíbrio psíquico durante o período de latência. Trata-se, portanto, de uma solução defensiva típica da infância, na qual a fantasia funciona como mediadora entre o impulso pulsional e as exigências da realidade e do superego.
No caso apresentado, o mecanismo de defesa predominante é a fantasia, articulada ao recalque do afeto de inveja. Laura, ao vivenciar sentimentos intensos e socialmente inaceitáveis em relação ao irmão recém-nascido, não consegue expressá-los diretamente, o que leva ao recalque desse impulso. Esse afeto recalcado retorna de forma simbólica no jogo imaginário, no qual ela assume o papel de um mágico com poderes de transformação. A fantasia, assim, funciona como um recurso do ego para elaborar o conflito psíquico, permitindo a expressão indireta do desejo e da agressividade, preservando o equilíbrio psíquico e evitando a angústia gerada pelo conflito consciente.
O inconsciente, para Freud, é um reservatório de pulsões e desejos recalcados, operando por mecanismos como condensação e deslocamento (semelhantes a figuras de linguagem); Lacan, inspirado pela linguística de Saussure, radicaliza essa ideia, afirmando que “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”, agindo por metáfora e metonímia, onde o sujeito se forma no “entre-dizer” de significantes e significantes, tornando o inconsciente uma estrutura simbólica governada por leis linguísticas, não apenas por conteúdo
os símbolos envelopam com efeito a vidado homem com uma rede tão total que reúnem , antes que ele venha ao mundo aqueles que vão engendra-lo….
Ao reunir os três artigos, fica claro para mim que o sujeito não se constrói sozinho, mas sempre na relação com o outro, pela linguagem e pelas identificações que atravessam sua história, começando na infância e estendendo até a fase adulta . Quando essas relações falham ou se tornam rígidas, o sofrimento aparece como sinal de algo que não pôde ser elaborado. A psicanálise surge, então, como um espaço de escuta que fortalece o ego e permite dar sentido ao que antes era vivido apenas como dor. Nesse processo, o sujeito deixa de repetir automaticamente sua história e passa a encontrar novas formas de se posicionar diante dela, a partir do fortalecimento do ego, o individuo passa a viver com mais consciência e autonomia.
Lacan procurou nos mostrar no IX seminário a exigência do significante para que apareça o sujeito e sua identidade. O Eu isolado numa narrativa sem nenhum outro significante, para dar continuidade à cadeia, nada diz de sua identidade.
Para Freud a identificação ocorre a partir da incorporação de traços de outros, numa dinâmica afetiva e que a identificação é o mais precoce elo afetivo com outra pessoa, fundamental para a construção da identidade.
O inconsciente como linguagem: A pedra angular do retorno a Freud promovido por Lacan é a concepção de que o Inconsciente se estrutura como uma linguagem.
Como nossos pais: para Winnicott a identificação marca o futuro do sujeito na estruturação da personalidade. Ele mostra que é pela osmose pele a pele desse primeiro vínculo com a mãe que ocorrem as primeiras identificações ( projetiva e introjetiva); pois a criança se identifica à dedicação de sua mãe. A identificação começa no nascimento através da relação inicialmente, com a mãe e depois com o pai. Winnicott mostra que o início do ego da criança é um ego corporal.
Agente entende melhor como nos vemos (Identidade) e como agente se torna parecido com os outros (identificação), tudo pela visão psicanalítica principalmente de Lacan.
E também tem um texto sugerido que fala do nosso inconsciente (aquela parte que agente não controla) mas que funciona como uma linguagem que Freud e Lacan já viam isso. A ideia é que a forma como agente sonha e até como a sociedade se organiza tem haver com essa linguagem do inconsciente.
No meu ponto de vista, isso tudo é muito fascinante e a chave para a psicanálise.
O estudo sobre identidade e identificação baseia-se no discurso freudo-lacaniano, focando em como o sujeito é constituído. Lacan aprofunda a ideia de que o inconsciente é estruturado como linguagem, cujos mecanismos (como a elaboração onírica) seguem figuras estilísticas, sendo a própria linguagem o fio de continuidade entre o inconsciente e a ordem social.
Em paralelo, a teoria paterno-infantil de Winnicott reforça a importância da identificação na construção dos modelos, enfatizando que o primeiro vínculo com a mãe é fundamental para o processo de identificações iniciais.
Ulsan coloca o estágio do espelho como momento de construção do eu na formação de identidade
iNTERESSANTE
Segundo Winnicott , toda criança necessita de um ambinte e de cuidadores que a acolham e satisfaçam suas necessidades de forma adequada , permitindo o desenvolvimento de um self verdadeiro.
Os três textos complementares apresentam perspectivas distintas, mas convergentes, sobre a identificação e a constituição do sujeito na psicanálise.
O artigo de Starnino enfatiza, a partir de Lacan, que identidade não é algo fixo, mas se constrói nas cadeias de significantes, sempre atravessada pelo desejo e pelo afeto. Já o trabalho de Castro mostra como Freud já intuía o inconsciente como estruturado em linguagem, ideia que Lacan radicaliza ao afirmar que “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”, evidenciando o papel dos mecanismos de condensação e deslocamento como operações de metáfora e metonímia. Por fim, o texto de Maia recupera Winnicott e Eiguer para mostrar como as primeiras identificações se dão no vínculo com os pais, e como esse processo deixa marcas transgeracionais na construção da subjetividade.
Em conjunto, os materiais sugerem que a identificação é um processo complexo, que articula linguagem, afeto e transmissão familiar, configurando-se como elemento central da constituição psíquica. Mais do que reproduzir modelos, a identificação é o que dá contorno ao sujeito, permitindo tanto sua singularidade quanto sua inserção em laços coletivos.
É fascinante toda essa construção da identidade. Um paradoxo entre a simplicidade e a complexidade.
O que esses autores querem mostrar é que as identificações coletivas se estruturam a partir de “indivíduos”
que se identificam afetivamente com determinados significantes ou no sentido freudiano, indivíduos que
se identificam com certas representações, certos ideais compartilhados pelos membros do grupo. “São as
identificações dos indivíduos em seu Eu que, comandadas pela instalação de um único e mesmo objeto
[significante] no ideal do eu de cada um, permitem a constituição de uma multidão organizada”
As figuras paternas, ou tutores que representam essa relação, é de suma importância, para trazer ao mundo, uma pessoa forte, bem resolvida, a partir desse referencial da figura parental.
Conseguimos perceber através desses estudiosos da psique humana a influencia que os pais, tutores exercem na vida dos filhos, tutelados e todo reflexo dessa influencia no decorrer de sua maturação, algumas nuances ocorridas na infancia irão eclodir em fases da vida adulta, trazendo muitas vezes enormes prejuízos.
A ideia central é que nos formamos a partir dos vínculos, das imagens e dos discursos que internalizamos desde cedo.
A identificação ,e suas visões um pouco diferente Freud e Lacan. Para Freud identificação é fundadora de ego e super importante para a construção do superego e da personalidade. Já Lacan vê a identificação como efeito de linguagem não tem simples processo afetivo, é marcada por alienação,é sempre dividida.
A identidade se constrói a partir da identificação, influenciada pela linguagem do inconsciente e pelas primeiras relações, especialmente com os pais. Freud e Lacan mostram que o inconsciente funciona como linguagem, moldando nosso modo de ser, enquanto Winnicott destaca a importância do vínculo parental na formação do eu. Assim, a psicanálise revela como nos tornamos sujeitos por meio desses processos complexos de identificação.
Esse estudo mostra que a forma como a criança se identifica com os pais e posteriormente com a presença de outros atores (avós, tios (as), irmãos, etc…) secundários da rede familiar refletem através do inconsciente na estrutura da personalidade tanto física, como mental, essa relação é demonstrada através de sua conduta que pode ser positiva ou negativa na maturidade…
Vivemos em constante construção. Material de muita importância para entendermos mais sobre o consciente e o inconsciente com discernimento.
No texto sobre identidade e identificação, compreendi que não há uma identidade “pronta” ou “essencial”, mas sim um processo dinâmico de apropriação e deslocamento de traços do outro. A identidade é sempre efeito de identificações anteriores, de lugares simbólicos que ocupamos ou recusamos. Isso me fez pensar em como nossas marcas subjetivas são construídas em rede, em relação – e não isoladamente.
Lendo o texto sobre o inconsciente como linguagem, essa ideia se complexifica: o sujeito não só é atravessado pela linguagem, mas é efeito dela. O inconsciente, como diz Lacan, é estruturado como uma linguagem — ou seja, o que nos constitui não é um “dentro” profundo, mas uma rede de significantes, de palavras que nos nomeiam e que organizam o desejo. Isso muda tudo. Passamos a entender que o sintoma, o sofrimento, é também uma mensagem, uma fala do inconsciente que precisa ser escutada, não silenciada.
Por fim, o artigo “Como nossos pais” me tocou por trazer essa construção para o campo das identificações transgeracionais. A partir do exemplo clínico, percebi como as identificações podem ser formas de vínculo e também de sofrimento, especialmente quando se tornam rígidas ou inconscientes demais. O caso das mulheres que se reconhecem na dor uma da outra mostra o quanto os afetos herdados (e muitas vezes não elaborados) moldam nosso corpo, nosso desejo, nosso lugar no mundo.
Ao juntar os três textos, percebo que a identidade, o sintoma e a herança psíquica se entrelaçam: somos atravessados por palavras, por desejos e por histórias que nem sempre são nossas, mas que nos habitam. E talvez o trabalho analítico, como mostram os textos, seja esse: criar espaço para que possamos (re)significar nossas identificações e encontrar um modo mais próprio de existir.
A família é motor central na transmissão de herança cultural e psíquica, apesar das mudanças pós-modernas
redalyc.org
.
O que Piera Aulagnier chama de “contrato narcisista” — os pais buscam no filho a reafirmação dos seus próprios valores — genericamente estabelece um cenário em que o sujeito precisa de reconhecimento familiar para se situar naquele contexto
redalyc.org
.
Para que a autonomia psíquica se desenvolva plenamente, é necessária uma maturidade que permita à criança reconhecer-se semelhante, mas também diferente, dos modelos parentais
Esse material complementar aborda vários assuntos referentes , a constituição do sujeito e a formação do eu a partir do relacionamento com seu progenitores.
Tanto Freud com Lacan se utilizam os elementos da linguagem para melhor entender os fenômenos psíquicos, tais como os sonhos, os recalques, as neuroses, entre outros. O estruturalismo linguístico trazido por Sausurre teve bastante influência nos escritos de Lacan, e, Freud ainda que não tenha sido contemporâneo daquele pesquisador, de certa forma, se antecipou nesse ramo do conhecimento, valorizando aspectos da linguagem em seus escritos sobre psicanálise.
Os pais são referência na vida dos filhos desde criança.
No Seminário IX: A Identificação (1961-1962), Jacques Lacan aprofunda a noção de identificação como processo central na constituição do sujeito. Ele articula esse conceito com a teoria freudiana do inconsciente, que entende como estruturado como uma linguagem. Para Lacan, o inconsciente é o lugar onde o sujeito se constitui a partir das inscrições simbólicas, ou seja, por meio da linguagem e dos significantes que o marcam desde antes do nascimento.
Freud já apontava que a identificação era o primeiro elo afetivo, anterior ao investimento objetal. Lacan retoma isso, distinguindo diferentes formas de identificação (primária, secundária e neurótica) e relacionando-as aos registros do Simbólico, Imaginário e Real. A identificação primária ao traço unário (trait unaire) introduz o sujeito no campo do significante e na ordem simbólica. A partir desse ponto, a função da linguagem como estruturante do inconsciente permite compreender como o sujeito se molda por meio dos modelos herdados da cultura, dos pais e da sociedade.
Nesse processo, a identificação é um mecanismo de articulação entre o inconsciente e o Outro (grande Outro), já que os modelos que o sujeito assume ou recusa são oferecidos simbolicamente. Assim, a identificação é uma operação fundamental que permite ao sujeito ocupar um lugar na cadeia significante e, portanto, constituir-se subjetivamente.
Nos estudos de Freud ele decodifica as puls]oes sexuais que provoca a sensaçao de prazer na criança elas estão descritas em zonas éxogenas ( que são as fases do processo infantil).
Quando uma dessas fases não é completa pode causar danos a pessoa na vida adulta ou qualquer dano ( prejuizo de desequilibrio), isso será depositado no uncosnciente do individuo.
Material complementar riquíssimo em termos psicanalíticos.
O inconsciente é uma estrutura que contem pensamentos ,desejos e memorias reprimidas segundo Freud, segundo Lacan o inconsciente funciona através da linguagem simbólica.
Estudo interessante temos que ter o cuidado de fazer analise correta para cada individuo ,é muito particular .Entendendo de forma correta o Ego e toda a influencia na nossa infância seja negativa ou positiva.
Os estudos de Winnicott abordam a interação entre o bebê e a mãe, o desenvolvimento do ego e a importância da criatividade.
No material complementar sobre “Sobre nossos pais…” menciona que a primeira identificação que temos é com os pais. Primeiro com mãe, e depois é a mãe que leva a criança a conhecer seu genitor, seu pai. De maneira que a criança, a medida que vai se desenvolvendo, vai se identificando com os pais, vai copiando, repetindo o que vive.
A primeira infância na produção do estádio espelho de Jaques Lacan, é produzido o processo de identificação, normalmente com os pais, parentes mais próximos. E isso determina muitos processos de personalidade.
conseguimos perceber o como cada fase da vida é um entrelaçar de nós trazendo a nossas vidas o que entendemos de mundo. sendo esta primeira percepção que trazemos. Onde em uma momento de reflexão o treco da musica, ” ainda somos os mesmos e vivemos…. e ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.
Entendemos o quanto repetimos os padrões ( que sao percepções que adquirimos) dos nossos pais, comunidade, cultura ao qual somos inseridos.
O estudo de Lacan sobre identidade e identificação, especialmente no Seminário IX, traz uma compreensão profunda da psique humana e da constituição do sujeito. Para ele, a identidade, se dá numa construção contínua, marcada pela relação com o Outro, pela linguagem e pelo inconsciente.
Cada vez mais fica claro para mim toda a influência gerada em nosso ego a partir da infãncia, como é importante entender sobre o inconsciente, o quanto somos marcados positivamente ou negativamente conforme as fases psicanalíticas do nosso ser.
Lacan fala sobre o papel dos outros na formação da identidade. Ele introduz o conceito de “o Outro” (com letra maiúscula), que se refere não só aos outros indivíduos, mas também ao outro simbólico (como a linguagem e as normas sociais). A identidade do sujeito é formada, em grande parte, pelo olhar do outro, ou seja, pela maneira como o sujeito é visto e reconhecido pelos outros.
Essa identificação é muitas vezes marcada por uma diferença entre a imagem que a pessoa tem de si mesma e a imagem que os outros têm dela. Lacan diz que essa identificação nunca é plena ou final, pois a identidade está sempre em processo.
O que realmente define um Ser são as experiências internas e externas acumuladas ao longo do tempo, onde as ações de todas as fases da vida se entrelaçam.
O Desenvolvimento afetivo é fundamental para um ser humano crescer, a fase do espelho inicia ainda no nascimento , e o contato olho no olho é preciso.
A concepção de que o inconsciente é uma linguagem é uma ideia que foi aprofundada por Lacan a partir dos conceitos de linguística e estruturalismo, e que tem como base a obra de Freud.
O inconsciente se estrutura como linguagem e vimos que são nos primeiros meses de vida de uma criança que são feitas as construções do ego corporal e nascimento psíquico. É notório a importância do vínculo da mãe nesta formação, estabelecendo a identidade através da identificação.
A psicanálise considera que a identificação é o principal conceito que responde à questão da identidade. A identificação é o processo pelo qual o sujeito configura o seu Eu, à semelhança de um objeto tomado como modelo.
Lacan concebe a identidade como um vazio, ou seja, como ausência. No discurso psicanalítico, a identidade e o sujeito estão relacionados com a divisão, seja a adição/subtração, alienação/separação, eu ideal/ideal de eu ou mesmo a relação identificação/desejo.
Fonte: Seminário IX de Jacques Lacan
Excelente material aqui podemos entender melhor as fazes da identificação.