Formação em Psicanálise Clínica

Formação em Psicanálise Clínica

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757 comentários sobre “Na Prática

  1. A identificação com o nome Renato já era parte da sua personalidade, o nome co-relaciona com a nossa identidade , do seu inconsciente.
    Rejeitar outro nome , tirou dele a sua percepção de quem ele era.

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  2. 12 meses/1ano,a criança já tinha a compreensão de que se chamava Renato,e adotada com novo nome,com o passar do tempo ficou confusa, apresentando sintomas incompreensíveis p os pais,uma vez que a criança já tinha gravado no seu subconsciente seu nome anterior. Interessante!!!

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  3. O menino do caso apresentado foi adotado aos 12 meses de idade. Nessa fase, a criança já apresenta um desenvolvimento psicomotor importante, sendo capaz de obedecer a comandos simples, expressar emoções, reconhecer o próprio nome e estabelecer vínculos com seus cuidadores.
    Até então, o menino se reconhecia pelo prenome Renato. Ao ser adotado, além da separação das pessoas com as quais tinha vínculo, ele recebeu um novo nome. Essa mudança pode ter provocado um impacto na constituição de sua identidade, uma vez que, conforme aponta Françoise Dolto, o nome próprio está diretamente relacionado à constituição do sujeito e à sua imagem inconsciente do corpo.
    Dessa forma, o nome anterior não é simplesmente esquecido, mas permanece inscrito, podendo se manifestar de maneira inconsciente. Nesse sentido, pode-se pensar que algo dessa história inicial foi recalcado e retorna por meio de sintomas. A diminuição da audição pode ser considerada, como hipótese, uma forma de não querer ouvir ou de se proteger de algo que remete a essa ruptura, embora essa interpretação demande maior aprofundamento teórico.
    O menino passa a se expressar por meio da letra “R”, o que pode ser compreendido como uma manifestação do inconsciente, remetendo ao seu prenome anterior. Ao investigar essa expressão, a terapeuta identifica a relação com o nome de origem e realiza uma intervenção ao chamá-lo por esse nome. A resposta positiva da criança indica um possível reconhecimento subjetivo importante.
    Um possível caminho de trabalho seria favorecer o reconhecimento e a integração dessa história inicial, permitindo que a criança possa se constituir como Cristian sem que haja apagamento do Renato, que também faz parte de sua história e de sua constituição psíquica.

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  4. Na prática, observei como a identificação molda o comportamento e a apresentação do sujeito. Entender esses princípios permite uma abordagem mais profunda sobre como as pessoas se expressam através do corpo e da imagem, revelando traços da sua história subjetiva.

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  5. TAL HISTÓRIA, MOSTRA QUE CRISNTIAN AINDA TINHA NO SEU INCONCIENTE, UM PASSADO QUE JAMAIS SE APAGARA, QUE É A SIA IDENTIDADE INICIAL, SEU NOME RENATO. ELE SE ADAPTOU A MUDANÇA, MAS SEM ESQUECER O NME QUE LHE FOI DADO DESDE O SEU ABANDONO, BUSCANDO EXPRESSAR DE FORMA INDIRETA ATRAVES DA EXPRESSÃO DE SUAS ESCRITAS COM A LETRA “R”. OUTRA SITUAÇÃO IMPORTANTE SERIA O TRAUMA QU ISSO LHE CAUSOU DE FORMA INDIRETA.

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  6. Para ele o nome era Renato, com toda certeza gerou dentro dele uma falta de identificação com o novo nome e o quanto isso afetou emocionalmente também.

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  7. O nome, desde o nascimento, é ligado ao corpo.
    O pré-nome é o fonema que acompanham o sensório da criança, tem a ver com o relacionamento com a mãe.
    No caso do Cristian, primeiramente um possível trauma foi o da separação da mãe biológica, a voz que o chamava de Renato. Depois, ser “separado” do seu nome, ainda que ele não identificasse mas era o que o ligava com a própria vida. Inconscientemente ao ter seu nome trocado, passou a não se identificar mais.

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  8. A imagem do corpo é única em cada individuo , ligada à sua história e as relações libidinais inconscientes, só podendo passar ao pré-consciente quando vinculada à linguagem através de metáforas e metonímias, presentes na fala, mas mímicas e nas representações.

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  9. Ao trocar seu nome para Cristian, o inconsciente já tinha aceitado o nome de Renato, desta forma ficou preso ao seu nome anterior, por esse motivo as manifestações da letra R, deveriam ter procurado ajuda para essa transição de nome gradativamente.

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  10. Mesmo a criança sendo muito pequena, já fazia um reconhecimento com o nome. Ao mudar o nome, a mesma não passa a se reconhecer. Ao conhecer a história, o profissional, usa de ferramentas para entender a queixa dos sintomas que foram apresentados e então, somente após saber do ocorrido com a mudança de nome, é possível identificar de fato o que estava ali no inconsciente da criança.

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  11. Segundo Lacar o “estadio do espelho” é o formador da funçao do eu que ocorre entre os 6meses e os 18 meses ora o menino ate aos 12 meses era chamado de Renato e isso ficou no inconsciente dele segundo Dolto o prenome é o ultimo fonema em relaçao com a propri vida e com o outro. Nao se deve trocar o prenome pois a criança pode correr serios riscos como se ve no exemplo Cristian/Renato

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  12. A mudança de nome na adoção pode gerar consequências psíquicas, mas o impacto depende da idade da criança, da forma como o processo se dá e de como sua história é respeitada.

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  13. Muitas lições podem ser tiradas desse exemplo. Entre todas, a que para mim possui maior significado é esta: a mudança de nome não significa, necessariamente, uma mudança de história. Cristian entrou em conflito interno porque os nomes representavam a existência de um “eu” que até então lhe era estranho — uma dimensão de si mesmo que só pôde emergir por meio do processo psicanalítico.

    Nesse caso, percebemos a importância de o profissional conhecer todo o histórico do paciente e compreender o que cada elemento dessa história representa para sua vida psíquica.

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  14. A troca do nome acabou afetando a sua personalidade na qual ele mesmo pequeno já conseguia fazer a associação de sua pessoa ao nome quando o nome foi trocado ele não estava conseguindo aceitar esta mudança.

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  15. A mudança do nome na adoção simbolizou a ruptura da identidade. Interferiu na relação do seu eu interno com seu eu e sua imagem, sofrendo com esse conflito, e os pais achando que fosse problema psicótico.

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  16. Na psicanálise, a constituição do eu, está intimamente ligada à imagem, sendo um processo alienante que começa no estádio do espelho, quando o bebê se identifica com a imagem do corpo no reflexo. Essa imagem, embora primordial é a construção externa que o coloca em relação ao outro, como os pais, formando a identidade através da linguagem.
    No caso do Cristiam ( Renato) – Pesquisas mostram que entre o sexto e o nono mês, o bebê começa a associar o som do seu nome. O primeiro nome faz parte da sua identidade, da sua essência. A troca do nome ao ser adotado, rompeu um vínculo afetivo inicial com a mãe biológica, causando conflito em sua essência, pois o nome Renato, Já estava constituído no seu registro simbólico desde quando foi nomeado pelos pais. A troca do nome deixou marcas no seu inconsciente, representando um trauma que o impelia na construção do seu Eu. Ao ouvir o nome Renato, ele encontrou o seu verdadeiro eu.

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  17. O menino em seu inconsciente não se identificava com o novo nome e a imagem do corpo e seu sujeito estavam ligados ao seu nome anterior. Por isso, o seu inconsciente agia como seu pré consciente, pois estava diretamente ligado a linguagem consciente.

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  18. A imagem do corpo é individual e está ligada ao indivíduo e sua energia psíquica. Além da mudança do mome, ao ser adotado, estudos apontam que o bebê antes de nascer, apresenta traços de personalidade, possui sentimentos, capacidade de guardar na memória todos os fatos que estão ocorrendo, inclusive a rejeição da mãe no estado de gravidez, ele capta os seus estados emocionais de afetividade ou não com ele.

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  19. “O prenome é o primeiro e último fonema que está em relação com a
    própria vida e com o outro, e que a sustenta, pois foi também, desde o nascimento,
    o significante da relação com a mãe, desde que esta não tenha sempre chamado a
    criança de “meu lindinho”, ”meu amorzinho”, o que esclarece porque não se pode e
    não se deve trocar o prenome de uma criança sem correr um grave risco.”
    Fonte: Dolto (2008, p. 35). Esse recorte sobre o texto de Francoise Dolto, deixa claro o que foi experimentado pela criança, o ego atuando para poder se adequar a nova realidade, e o superego nao dando conta.

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  20. Que incrível a força do inconsciente. Porque era um bebê, mas então havia registrado a informação no insconsciente.

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  21. A formação desta criança já estava estruturada para o seu nome Renato, porem ao alterar pelos pais adotivos esta identificação, eles também modificam a forma como a criança se percebe e entende.

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  22. João Rodrigues dos Santos.
    08/10/25.

    Na Prática: A imagem do corpo é específica de cada indivíduo, estando associado ao sujeito e a sua história e sendo peculiar de uma libido em situação de um tipo de relação libidianal.

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  23. a mudança do nome do menino ao meu ver fez com que ele perdesse sua identidade de si próprio, da sua relação interna com seu eu e com sua imagem … e assim interferiu na relação do seu eu interno com seu eu externo afetando suas relações sociais incapaz de lidar com os estímulos de satisfação, e até mesmo com a construção da sua imagem qu nada mais é que a percepção do se inconciente pré conciente e conciente .

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  24. Essa historia demonstra o quanto o inconsciente afeta nossa vida, por isso algumas pessoas durante a Gravidez colocam musica clássica durante a gestação.

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  25. O nome que lhe foi dado para ele ainda não fazia sentido, seria importante intensificar escuta e observação ativa para compreender como ele se sente em seu novo lar e com sua nova vida.

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  26. Pensava-se que um problema mas sério e no caso era uma problemáticas relacionada ao nome anterior do individuo que nao reconhecia por conta de uma mudança externa trágica o seu nome o qual seu país adotivo o chamava, causou ao individuo problemáticas bem parecida com uma outra patologia mas se tratava apenas da identidade do seu pronome nao acento pelo seu inconciente

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  27. Neste caso como houve a mudanção de nome, após concluir-se essa descoberta deveria trabalhar o mesmo realizando resignificações.

    Compreensão do significado antigo: Para atribuir um novo sentido, é preciso primeiro entender o significado que algo tinha ou tem.

    Mudança de perspectiva: A pessoa ou grupo passa a enxergar a realidade sob um novo ângulo, escolhendo um ponto de vista mais útil e adaptado às necessidades atuais.

    Associação de novos significados: São criadas novas associações cognitivas e emocionais, permitindo que o indivíduo integre essa nova perspectiva de forma saudável.

    Integração: O processo não nega o passado, mas integra essas experiências de uma maneira que promova a cura e o aprendizado, permitindo seguir em frente com mais liberdade.

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  28. O caso da criança Cristrian que ganhou este nome após sua adoção e que se chamava Renato antes de sua adoção mostra como o nome está associado, de alguma forma, a identificação pessoal ao estagio do espelho. A não estruturação deste processo trouxe a criança um estranhamento, uma dificuldade psíquica que não conseguia nomear por não entender este processo. O Renato estava ai em seu inconsciente era o eu psíquico que se apresentava (o amigo imaginário, de forma muito rasa) mais o Cristian também estava ai no Real que não encontrava lugar no simbólico da criança. A terapia e a sensibilidade em perceber esta nuance pela psicanalista é com certeza a possibilidade de uma construção de organização da imagem do Eu com suas variantes psíquicas (ID, EGO e SUPEREGO).

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  29. O caso evidencia que a constituição do eu não depende apenas de fatores biológicos, mas é atravessada pela linguagem, pelo corpo e pelas relações simbólicas. O nome próprio, como destaca Dolto, tem função estruturante: ele inscreve o sujeito em sua história e em sua relação com o outro. Assim, a insistência no “R”, os sintomas corporais e a confusão identitária não eram sinais de psicopatia, mas manifestações de um conflito simbólico não elaborado. A intervenção da analista, ao trazer o nome “Renato” de modo indireto, permitiu a reintegração de uma parte perdida de sua identidade, possibilitando avanços na constituição subjetiva e na relação com o próprio corpo.

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  30. Quando ele tinha apenas 12 meses e foi adotado por outra família, seu nome foi trocado, mesmo assim seu antigo nome (Renato) ficou no seu inconsciente. Mesmo sem se recordar do seu nome original, ele expressa isso de forma obsessiva, usando a letra R.
    Quando ele que ele começa a “chamar no vazio”, repetindo várias vezes “Renato… Renato”, mesmo sem estar claramente chamando por alguém, mostra que é uma forma simbólica de se conectar com um pedaço de si mesmo que foi esquecido.
    O caso de Cristian mostra que para a psicanálise, não é apenas uma rótulo, mas um significante que participa da construção do “eu”.

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  31. O caso em questão demonstra o quanto, de maneira muito precoce, o inconsciente da criança foi capaz de consolidar certos aspectos de sua identidade, como seu primeiro nome “Renato”. Possivelmente para os pais, por terem o adotado muito novo, a mudança repentina do nome não teria impacto em seu reconhecimento, mas fica evidente que os estímulos precoces que recebeu antes da adoção já tinham se consolidado, gerando dúvidas e confusão mais tarde. Nesse sentido, a psicanalista utilizou uma estratégia muito importante ao interpretar os sinais que a criança dava ao descrever a letra “R” em seus desenhos, conseguindo assim compreender a origem de suas atitudes.

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  32. A criança observa, sente e reage ao ambiente; por isso, a forma como os adultos cuidam, estimulam e respondem influencia diretamente seu desenvolvimento emocional e cognitivo. Mudanças comportamentais como retraimento ou agitação podem sinalizar dificuldades e exigem atenção profissional. A intervenção precoce, com apoio da família, favorece o bem-estar e o crescimento saudável.

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  33. Sim, a nossa consciência registra tudo, e esses registros passam a fazer parte de nossa representalçao e identificação. O reconhecimeento e pertencimento esta em nós.

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  34. Fiquei surpresa em como algo aparentemente pequeno, como uma letra, pode carregar tanta história e sentimento. Para mim, ficou claro que o inconsciente dele estava pedindo reconhecimento do nome que perdeu, Renato. Isso me fez pensar em como nossa identidade vai além do que vemos, está ligada às nossas origens e às marcas que carregamos desde cedo.
    O cuidado da psicanálise em dar espaço para Cristian expressar sua dor e liga seus sintomas à sua história. Mas, por outro lado, a mudança de nome e o silêncio dos pais sobre isso foram negativos, pois criaram uma interrupção na identidade dele que poderia ter sido evitada com mais diálogo e cuidado.

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  35. A mudança de nome simboliza a construção de uma nova identidade, mas também pode gerar conflitos internos entre “quem ele era” e “quem ele precisa ser”.

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  36. O nome é a primeira forma de distinção entre os indivíduos, Além do primeiro nome ficar gravado na memória! o nome também estava no seu inconsciente, ele não se reconhecia com o nome que sua nova família lhe dera.

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  37. Para mim foi um “case” novo e interessante… e entendo que corrobora com toda teoria mostrada até então. Confirma o pressuposto que quando somos recém nascidos ou próximo a isto, já estamos assimilando informações não só da mãe / pai, mas de tudo o que chega a nós em termos de, principalmente, som e imagem. Mostra como determinadas informações ficam armazenadas (às vezes, recalcadas) no nosso íntimo, influenciando nosso modo de ser / agir e com possibilidade de serem ativadas conforme são acionados gatilhos.

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  38. Na minha opinião, é plausível que o nome original de uma criança adotada, como no caso de Cristian, cuja identidade foi alterada ao ter seu nome trocado na adoção, permaneça gravado em estruturas cerebrais ligadas à sobrevivência e às emoções primárias, como o tronco cerebral e o sistema límbico. Esse nome, associado a eventos significativos da infância, pode carregar um peso emocional profundo, funcionando como um gatilho para memórias ou respostas instintivas, mesmo após a mudança, como se estivesse inscrito no “cérebro reptiliano”.

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  39. Vemos a complexidade, da mente, uma pessoa mesmo após certo tempo, os registros mentais de seu nome antigo, não desapareceram, totalmente, assim criando alguns bloqueios, do mesmo.

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  40. O caso de Cristian (Renato) mostra como o nome, na psicanálise, é mais que uma identificação social: ele é um significante essencial na constituição do Eu. A troca de nome rompeu um vínculo afetivo primário, deixando marcas inconscientes expressas na repetição da letra R. Dolto nos lembra que a imagem do corpo e a identidade são atravessadas pela linguagem, e quando esse elo é ferido precocemente, o sujeito pode carregar sintomas que desafiam a intervenção clínica.

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  41. A imagem do corpo é algo singular para cada indivíduo, estando profundamente ligada à sua história pessoal e às experiências que marcam sua relação com o mundo. Ela se constrói a partir de um tipo específico de investimento libidinal, ou seja, da forma como a energia psíquica se direciona ao próprio corpo ao longo da vida. Essa imagem é, em grande parte, inconsciente, podendo emergir parcialmente à consciência apenas quando articulada à linguagem.

    É por meio da linguagem – verbal ou não verbal – que essa imagem corporal começa a se organizar. Metáforas, gestos e expressões simbólicas ajudam o sujeito a dar sentido ao corpo que habita, tornando-o parte de sua identidade psíquica.

    Na prática clínica, muitos casos revelam como essa imagem pode estar distorcida ou fragmentada, especialmente em situações de sofrimento psíquico mais intenso. Um exemplo disso é o atendimento de um paciente inicialmente encaminhado por apresentar sinais que sugeriam um quadro psicótico. Ao longo do processo terapêutico, foi possível perceber que se tratava de uma situação específica ligada à forma como ele se identificava com o próprio nome e à construção de sua imagem de si.

    Esses casos mostram como a escuta psicanalítica permite acessar camadas profundas da subjetividade e como a imagem do corpo está intimamente relacionada à linguagem, à história e ao desejo de cada sujeito.

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  42. Desde o ventre está criança na sua formação foi sendo chamada pelo nome Renato , criando-se uma identidade. Após seu nascimento um processo de adoção onde seu nome é trocado… agora novas adaptações acontecem. Uma mudança significativa e observe como ele tentava mostrar seu encomodo, seu sentir …
    Com a psicanálise é possível interpretar esses sinais importantes e ajudar .

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  43. A constituição do eu começa ao nascimento, embora nasça desamparada desde os primeiros momentos de vida já comeca a formação de informações, ele não começou a vida a partir da adoção, mas sim da gestação e nascimento. Entao as informações do seu primeiro nome Renato estava no seu incosciente. Isso até o atrapalhou a medida que se desenvolvia, na busca de quem era.

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  44. O nome próprio funciona como uma âncora no campo simbólico, oferecendo ao sujeito uma certa estabilidade e reconhecimento, de acordo com o pesquisador e psicanalista Jacques Lacan.

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  45. Renato já era a sua identidade do EU, pois só após 12 meses é que fora adotado e teve seu nome substituído. Ele já reconhecia o seu prenome Renato, e como mudou isso fez com que ele perdesse a identidade, causando essa angustia e dificuldades de aprendizagem.

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  46. Vários estudos comprovam que os bebés podem ouvir realmente o que se passa no mundo exterior antes de nascer. Uma vez que o prenome é nossa primeira identidade, neste caso acredito que a mãe biológica já o chamava por Renato, assim sendo ficou gravado no seu subconsciente, portanto Renato era o que o identificava como sujeito.

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  47. Estamos diante de uma questão de identidade. O ser em si desde seu nascimento e seu contato com o mundo exterior (extra uterino), acaba sendo inserido em um contexto em que o leva a construir a sua identidade como ser humano. Inicialmente, sua estrutura foi amparada em um nome que o definiu perante o seu entorno. A escolha de troca de nome não foi desejo do individuo, mas se seus pais adotivos.

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  48. A mudança de prenome teve um papel significativo na vida de Cristian, provocando sofrimento e dificuldades relacionadas à sua identidade. Cristian foi abandonado ao nascer, colocado em um orfanato e adotado aos 12 meses, quando recebeu um novo nome, diferente do seu prenome original, Renato. A mãe adotiva não revelou inicialmente esse fato para a psicanalista Joane, o que dificultou as primeiras interpretações.

    Cristian apresentava sintomas psicóticos e hipoacusia aos sete anos, e durante suas produções gráficas, utilizava repetidamente a letra “R”, que a psicanalista associou posteriormente ao seu nome original, Renato. A descoberta desse fato permitiu a Joane interpretar que Cristian se identificava com a figura de Renato em seus desenhos. No entanto, essa interpretação não trouxe os resultados esperados, evidenciando que a mudança de nome causou um impacto emocional profundo e ainda não resolvido.

    Além disso, em uma sessão, quando Joane chamou Cristian como se estivesse chamando alguém ausente pelo nome Renato, ele respondeu com uma intensidade emocional excepcional, indicando uma conexão profunda e talvez um conflito não superado em relação à sua identidade original e à nova identificação dada pela adoção.

    Portanto, a mudança de prenome representou uma ruptura na continuidade da identidade de Cristian, sendo um elemento central na sua experiência emocional e nos desafios que enfrentava, inclusive em sua comunicação e expressão na escola.

    Conforme esclarece o material do E-book do módulo “Conceitos e princípios da imagem pessoal” , em destaque na página 13, segundo a teoria de Dolto: ” O nome, desde o nascimento, é ligado ao corpo e a presença do outro, contribuindo determinantemente para a estruturação das imagens do corpo, incluindo as imagens mais primitivas. ” O prenome é o os fonemas que acompanham o sensório da criança, inicialmente em sua relação com os pais , mais tarde com o outro, do nascimento â morte.” “.

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  49. O nome, desde o nascimento, é ligado ao corpo e à presença do outro, contribuindo
    determinantemente para a estruturação das imagens do corpo, incluindo as imagens
    mais primitivas. “O prenome é o ou os fonemas que acompanham o sensório da criança,
    inicialmente em sua relação com os pais, mais tarde com o outro, do nascimento à
    morte” (DOLTO, 2008, p. 35). O prenome, quando pronunciado no sono profundo
    de uma pessoa, a despertará, assim como quando estiver em coma é provável que
    abra os olhos. O prenome é o primeiro e último fonema que está em relação com a
    própria vida e com o outro, e que a sustenta, pois foi também, desde o nascimento,
    o significante da relação com a mãe, desde que esta não tenha sempre chamado a
    criança de “meu lindinho”, ”meu amorzinho”, o que esclarece porque não se pode e
    não se deve trocar o prenome de uma criança sem correr um grave risco.

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  50. O processo de individualização dos gêmeos é
    complexo e ainda pouco compreendido. Todavia, a
    maneira como os pais identificam os cogêmeos, buscam perceber as características próprias de cada um e
    atender às necessidades individuais desde o início da
    vida parece ser o aspecto mais significativo para favorecer o processo de individualização.

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  51. O vocativo inerente ao nome, ao primeiro contato com a maternidade , tanto dentro da barriga, como fora, mostra a ligação forte que temos com a nossa mãe. isso ninguém tira, nem o tempo, nem o modo, nem a distância, como foi o caso de Cristian. É o que há de mais íntimo na vida de um indivíduo, seu nome. dado pela autoridade: mãe, o que vai carregar esse vínculo, essa escolha pela vida toda.

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  52. Renato, ao ser adotado, recebeu um novo nome um novo nome (Cristian), diferente de seu prenome original (Renato), sem que isso fosse simbolizado ou trabalhado subjetivamente. Esse fato tem profundas implicações na construção de sua imagem de si e de seu “eu”: Ora, no Estádio do Espelho, o sujeito se constitui ao se reconhecer como imagem unificada, mas sempre com a mediação do Outro. No caso de Cristian, esse Outro (os pais adotivos) não reconhece nem transmite sua história anterior, apagando seu primeiro nome — o significante Renato — e, com ele, uma parte fundamental de sua identidade imaginária.
    Como não houve a validação simbólica da imagem primeira (Renato), o eu de Cristian permanece fragilizado. Isso se expressa na incontinência esfincteriana (indicando regressão e fragilidade do domínio corporal); na recusa à leitura e à escrita, como forma de resistência simbólica; na repetição da letra “R” em seus desenhos — como tentativa inconsciente de reinscrever sua imagem e resgatar o significante perdido que sustentava sua primeira identidade.
    Quando Joane pronuncia “Renato” de forma indireta, fora da cena, Cristian se volta intensamente, respondendo não com a razão, mas com o corpo e o olhar — como se sua imagem fragmentada finalmente encontrasse eco simbólico.
    Cristian é um exemplo clínico que mostra o que Lacan ensina: o eu se constitui de forma alienada, via uma imagem que vem do Outro. Quando essa imagem é violentamente substituída ou apagada, sem mediação simbólica, o sujeito sofre efeitos de desestruturação. No caso de Cristian, a escuta psicanalítica possibilitou a tentativa de reinscrição desse eu fragmentado, através da evocação simbólica de seu primeiro nome.

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  53. O nome é um dos primeiros contato, da criança com a mãe, é a primeira identidade oral, vocativa. Quando há um erro como o de Renato, passado a se chamar de Cristian, a identidade dele é quebrada, trazendo no inconsciente um alerta que esta sempre sinalizando que algo ali esta fora do padrão daquilo que deveria continuar. A falta de respeito pela continuidade do nome, ou medo dos pais adotivos, trouxe um desconforto, tanto à criança, falta de pertencimento/ desfoque e consequentemente desordem, como também um trabalho extra dos novos pais na total adequação para uma família funcional.

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  54. O inconscientes é visto como um reservatório de memórias, que podem influenciar as emoções e comportamentos do indivíduo. Experiências e emoções não acessíveis à consciência.

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  55. A criança já havia sofrido outros traumas, já associava seu nome a sua imagem e com a mudança de nome e nova família, ficou muito confuso e perdido em seu inconsciente. Sua dor ainda que silenciosa, gritava.

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  56. Antes de ser adotado, Cristian se chamava Renato, ou seja, já tinha uma identidade. Ao ser adotado e ter seu nome mudado, inconscientemente era como se estivessem destruindo o seu eu pessoal, que fora construído e identificado no relacionamento com o outro, provavelmente sua mãe.

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  57. Cristian foi adotado após o reconhecimento de seu Eu Renato e estando em espaço e situação diferentes. Alterar seu nome/identidade, foi o mesmo que anular o indivíduo que ele passou a se dar conta que existia ao compreender que seu prenome correspondia a quem ele é. Com um novo nome, ainda que inconscientemente, sua identidade/Eu foi desconstruída, não sabendo como reconstruir.

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  58. Percebe-se que a identidade de Renato foi retirada quando da mudança de seu nome sem seu entendimento. A formação de seu eu estava vinculado a sua identidade gerada com o nome recebido ao nascer. Esta mudança repentina desencadeou um processo de crise de identidade, de dúvida e de falta de entendimento, gerando transtornos posteriores que se não tratados, poderiam gerar um traumático desvio de caráter significativo para o resto de sua vida.

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  59. Nota-se um caso grave de desconexão com o eu dessa criança, a qual se identificava como Renato e de repente o Renato desaparece e entra em cena o Cristian, provocando um desequilíbrio em sua precoce psiquê, desestabilizando seu cotidiano. Foi necessária uma investigação profunda para reconhecer a raíz do problema e encontrar uma solução para tal, trabalho brilhante da psicanalista.

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  60. A dificuldade de escutar, ler e escrever de Clistian e sua obseçao pela letra R revela a identificação inconsciente de sua personalidade com o primeiro nome (Renato).

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  61. A criança em plena fase da construção do seu eu, se depara com uma Dissociação de sua imagem devido a mudança de seu nome.

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